23.6.09

Coluna invertebrada

Mais uma interessante posição sobre a cassação do diploma de jornalista para o exercício da profissão, medida tomada pelo STF na semana passada. Desta vez, trago para o debate dois pequenos textos do humorista Danilo Gentili.

18.6.09

Profissão popular

A partir de hoje, jornalistas podem atuar mesmo sem diploma de curso superior

Na tarde de ontem, 17, o órgão máximo do judiciário brasileiro - STF - decidiu que aos profissionais que exercem a profissão de jornalista no Brasil não mais será exigido o diploma de conclusão de curso superior.

A discussão, que se estende desde 2001, com o pedido do Ministério Público Federal e do Sindicato das empresas de rádio e tv, é extensa e cheia de argumentos, tanto a favor da decisão do supremo quanto contra.

O ministro Gilmar Mendes, relator do acórdão, a meu ver, se equivocou na escolha dos argumentos ao comparar o profissional do jornalismo com o chefe de cozinha. “Um excelente chefe de cozinha poderá ser formado numa faculdade de culinária, o que não legitima estarmos a exigir que toda e qualquer refeição seja feita por profissional registrado mediante diploma de curso superior nessa área”, disse.

Não satisfeito, Gilmar (que apareceu mais na mídia nacional neste ano pelos habeas corpus ao banqueiro Daniel Dantas e no bate boca com o ministro Joaquim Barbosa do que pelas suas decisões), ressaltou que a profissão de jornalista não causa perigo à sociedade como a de médico ou engenheiro e que o diploma fere a Constituição Federal e priva o cidadão da liberdade de expressão.

Por um lado, a decisão é acertada (a meu ver, repito), visto que as faculdades que exploram essa habilitação terão mais o que se preocupar em debates, práticas para se diferenciar no mercado, não será apenas um canudo, ou qualquer abstração, que justificará a "credibilidade e imparcialidade", mas sua conduta, seu trabalho e sua capacidade, enfim; sua prática. Navegando no twitter esta manhã encontrei um texto que pode abrir mais essa discussão.

Em conversas antigas com amigos e professores de faculdade este assunto também tinha repercussão. O jornalismo também é arte - a arte de contar histórias - simplesmente. Fazer do uso das palavras algo informativo não é padronizar, deixar duro, imóvel um texto; pelo contrário, é entreter, se fazer entender, contar uma bela história. Lembro-me bem do que dizia quando questionado sobre o assunto. "Não sei se precisaria do diploma pra pensar e escrever como faço hoje, mas, com certeza, sem o curso não estaria me perguntando isso agora", dizia.

Se as faculdades de comunicação continuarem vivas e se adaptando, ensinando cada vez melhor, acho que a profissão deve ganhar muito com os profissionais formados, com o diferencial de um completo estudo.

Por outro lado, dizer que a profissão de jornalista não traz perigo à sociedade como outras é perigoso. Temos vários casos aéticos que estouraram no Brasil (como o do apresentador Gugu Liberato ao forjar entrevista com traficantes ou o mais conhecido de todos - da escola de base - que foi capa das principais revistas do país com a acusação de estupro a crianças e causou grande comoção nacional).

Claro que um canudo ao fim de um período de estudos não é garantia ética de exercício idôneo de nenhuma profissão, mas é muito perigoso escancarar as redações aos que sabem escrever. Gramáticos, poetas, engenheiros, enfim...

Para este lado a discussão segue em outro texto muito bem escrito e argumentado.

Ainda não sei qual das duas correntes eu sigo, mas sempre debati com todos os meus amigos da necessidade de mudanças (o incêndio nasceu de um desses debates né, Pablo) e essa é uma mudança radical que ainda será motivo de muita argumentação.

14.4.09

Evento discute mídia social!


O Social Media Brasil é o primeiro congresso que irá discutir mídia social e as suas maneiras de retransmissão. Segue ai uma melhor explicação do que vai acontecer:

"O foco principal do evento está na geração de conhecimento sobre táticas para redes sociais e na importância de mensurar e buscar resultados efetivos para os clientes. Não é um evento de nível básico, onde serão definidos assuntos como “O que é social media?”. É importante que o participante conheça, pelo menos, os fundamentos desta área e, mais importante, que o interessado atue direta ou indiretamente na criação de estratégias. Este é um evento feito para quem coloca a mão na massa em agências, portais, clientes finais e empresas engajadas na mídia social. Portanto, o foco está mais voltado ao operacional e tático.

Serão mais de 14 palestras e painéis num total, onde atuarão mais de 20 profissionais da área de mídias sociais do Brasil. Em seus dois dias, o evento promete focar no conteúdo exclusivo e relevante em primeiro lugar, através das discussões e da experiência de todos os profissionais envolvidos no evento.

Você Sabe Realmente Trabalhar Com Social Media?
  • Conhece todas as principais redes sociais e quais os números que podem ser mensurados nestas?
  • Já pensou em como os widgets estão revolucionando as redes sociais?
  • Sabe criar estratégias e alinhá-las com as outras agências envolvidas no projeto?
  • Sabe quando deve ser usada a busca orgânica (SEO) e links patrocinados (SEM) em conjunto com rede sociais no mesmo projeto?
  • Sabe quais redes sociais serão boas futuramente para ir trabalhando desde hoje?
  • Sabe buscar o conceito perfeito e ter o cuidado com a marca do cliente?

Essas e outras perguntas serão respondidas nos dois dias de evento.

A Quem Se Destina o Evento?
  • Especialistas em redes sociais;
  • Editores de conteúdo para internet;
  • Especialistas em SEO e links patrocinados;
  • Profissionais de agências digitais;
  • Profissionais de grandes veículos e portais.

Inscreva-se e reserve sua vaga na 1º edição do Social Media Brasil."

9.3.09

Liberdade

"A liberdade é a condição ontológica do ser humano. O homem é, antes de tudo, livre. O homem é livre mesmo de uma essência particular, como não o são os objetos do mundo, as coisas. Livre a um ponto tal que pode ser considerado a brecha por onde o Nada encontra seu espaço na ontologia. O homem é nada antes de definir-se como algo, e é absolutamente livre para definir-se, engajar-se, encerrar-se, esgotar a si mesmo.

A liberdade humana revela-se na angústia. O homem angustia-se diante de sua condenação à liberdade. O homem só não é livre para não ser livre, está condenado a fazer escolhas e a responsabilidade de suas escolhas é tão opressiva, que surgem escapatórias através das atitudes e paradigmas de má-fé, onde o homem aliena-se de sua própria liberdade, mentindo para si mesmo através de condutas e ideologias que o isentem da responsabilidade sobre as próprias decisões". Jean-Paul Sartre.


Ultimamente está muito difícil definir o que nos torna alienados ou não, dai vem a duvida sobre a nossa liberdade. Se negarmos o mundo e a sociedade do consumo e começarmos a viver o "faça você mesmo" seremos livres em plenitude como sonhamos, ou apenas nos tornaremos dependentes de uma vontade de liberdade com pseudo alcance?

Aliás no momento tudo é muito pseudo, ou se preferirem, é tudo muito QUASE: A vida, o trabalho, o sexo e a sexualidade (rs), as decisões, os contratos, ou seja, tudo o que é acordado pelo homem, com a finalidade geral de o tornar a cada vez mais livre, cai por terra. Tudo tem seu fim, até mesmo a liberdade.

Esperta foi Cecília Meireles ao dizer:

''Liberdade, essa palavra
que o sonho humano alimenta
que não há ninguém que explique
e ninguém que não entenda.''

Portanto proponho, por questão de pseudo liberdade, que alguém continue esse texto.