14.12.08

Imprensa de direito versus imprensa de fato (3)

Culpa dividida, da imprensa, dos representantes do povo, que outrora fizeram a constituição e agora não zelam pelo seu cumprimento e da população, que sequer conhece seus direitos


Não podemos voltar nossos olhos apenas para a imprensa como causadora dos grandes problemas já citados. Se estas discussões fossem comuns nos debates, nas assembléias, na Câmara e no Senado Federal, alguns dos exemplos citados, ou menos dos padrões povoadores de nossas mídias - principalmente em horário nobre – já haveriam sido repensados.

Não é de interesse das mídias mudarem, nem dos congressistas debaterem e o povo se vira com o que tem, ou com pacotes de TV por assinatura e internet banda larga. Somos uma população pacífica (mais do que isso, conformada), mas, definitivamente, isso não está nos conformes e a lei maior me garante, a mim e a todos os outros, que pode ser melhor.

Por outro lado, a prática das grandes tv’s abertas começa a dar garantias que exceções como as citadas e outras tantas presentes bem mais próximas do que interpreto ser o nosso direito, podem ser rentáveis e até gostosas de ver, atrativas a vários públicos.

Espero que daqui a vinte anos não precise mais fazer um texto tão extenso apontando tantas diferenças entre o que é praticado na corrupta e ineficaz imprensa e o que deveria ser nos propiciado pela nossa legislação vigente. Se, até lá, tiverem que cair algum(s) magnatas da comunicação, que caiam. Desde que, no fim, como em todo o ato administrativo, prevaleça o interesse público. Se também tivermos que nos mobilizar, que discussões como esta, deste pequeno blog, sejam pautas de veívulos maiores para que a população esteja sempre ciente do seu direito e o cobrando dos seus "representantes legais". Se estes, os representantes, teimarem, também de forma burra e ineficaz, a atender os direitos nossos e fiscalizar com maior rigor nossa comunicação social (e parar de sair por aí imporimindo habeas corpus como o presidente do STF (foto) aos "Daniel Dantas" da vida) teremos realmente a possibilidade de sermos um país bem melhor e com uma imprensa de fato e de direito.

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