9.12.08

Chegou a hora dessa gente bronzeada mostrar seu valor?

Crise, sempre houve na história da humanidade, e é justamente neste período que se destacam as potências de uma época à frente. Foi assim com os ingleses na crise da navegação ibérica e assim com os americanos do pós guerras. São apenas dois dos tantos exemplos históricos de substituição de poder, ou de cultura dominante na história humana.


Porém, na nossa recente, e digo recente me referindo a este ano, história vemos uma crise afetando todo o poder dominante de uma era. Este se dissolve junto com as baixas das ações das bolsas de valores, com isso, uma pergunta natural de se fazer neste período é: Será que o capitalismo de consumo esta prestes a ruir?


Com a alta de juros, natural deste período de crise mundial, todos vão ficando mais precavidos ao fazer suas contas e isso gera instabilidade nos preços, que tendem a cair. Será que vão cair até não poderem se aguentar mais? ou num determinado ponto a economia se sustenta e tudo volta ao normal?


Digo isso embasado na atitude de uma montadora inglesa de automóveis que fez uma promoção muito interessante para tentar esvaziar seus pátios enquanto se reformula e produz carros mais acessíveis. A cada carro que se compra na tal montadora, se ganha outro igual. Será que essa solução, inviável a longo prazo, de 50% de desconto, pode reestabelecer a economia da montadora?


Se você - como eu, leitor - respondeu que não, outras perguntas são interessantes: Quem é o substituto imediato para o próximo período histórico?


Numa resposta rápida e sem pensar muito, todos apontariamos para a China, que continua crescendo independente da crise. com seu mercado consumidor gigantesco de quase a metade da população do globo, se juntarmos à ela os tigres asiáticos, não seria muito difícil se cogitar essa possibilidade. Quero ir além dela. Será que agora a "gente brozeada" terceiro mundista terá espaço para crescer econômica e socialmente? Já que, salvo excessões, não tem espaço na política econômica, logo, não perderá investimentos próprios com a crise do primeiro mundo. será que uma fatia do bolo cairá na América e Africa?


De fato, não sei traçar uma linha de raciocínio neste terreno pantanoso em que me meti, talvez sim, por estes e tantos argumentos presentes na vida econômica do globo, talvez não. Tudo é suposição, ou, como gostam os capitalistas, especulação, mas esta é ideológica. Se caso houver uma abertura maior para a China, América e Asia o que iria mudar do que vivemos da "colonização cultural estadunidense"?




ps: nada do escrito aqui é embasado em realidades no momento, mas em possibilidades imagináveis na minha cabeça. Nada que renderá críticas do tipo, "ah, isso não vai acontecer". pode até não acontecer, mas também pode ocorrer, e ai?




ps2: não quero aqui dizer que países como Etiópia ou Jamaica vão se tornar do primeiro mundo num curto espaço de tempo, mas podem, estes e outros, abocanhar uma fatia do bolo maior do que a que vem sendo feita

6 comentários:

Pablo disse...

velho, eu torço para que seja assim, e acho que tem grandes chances de ser. acredito que a china (e talvez também a rússia) até vá se tornar a superpotência em pouco tempo, mas também não vai durar nada. depois, acho que é a hora dessa gente bronzeada mostrar seu valor, sim!

mas só não sei se importa tanto assim quais vão ser as "potências"... o que importa é que elas caiam, e que todas as quedas fiquem na história. pra deixar claro de uma vez por todas que não devem haver soberanias.

mas divago :)

uma coisa é certa: que com o passar dos tempos, o sertão vai virar mar.

Marcelo de Freitas disse...

kkkkkkkkkkkkkkkkkkk, canudos virou represa, nada impede, é claro que foi uma forma de valorizar um costume e imortalizar um "herói popular", como tantos outros.

o que quero saber, para maiores especulaçõies é o que muda com a mudança de potências, kkkkkk

concordo contigo que o importante é que caiam

thales disse...

ao meu ver vai ocorrer uma nova guerra fria e nessa redivisão do globo russia e china polarizarão o mundo...isso nao quer dizer que os eua irão se desfacelar,pelo contrário,se manterão imponentes,só que em grau inferior!

Armando Maynard disse...

É! o império abalou-se, deverá perder um pouco de sua arrogância e prepotência, passando a dividir o PODER com outros países em desenvolvimento e alguns emergentes como o Brasil, que deverá tirar sua casquinha. A verdade é que este modelo foi desnudado pela CRISE, e o mesmo deverá ser reformulado. Mudanças virão, torçamos pelo Obama para que o mesmo consiga dar uma nova face a este mundo de sociedades egoistas, consumistas e imediatistas, onde o vil metal é o "sangue" do planeta, que a essa altura além da doença econômica,também começa a mostrar sintomas de "leucemia" em sua biodiversidade. O homem acha que é proprietário da terra e por isso não tem respeitado a natureza como deveria.Um abraço, Armando - fetichedecinefilo.blogspot.com (lygiaprudente.blogspot.com)

Pablo disse...

ah sim!, deixei passar essa questão no meu comentário... o que espero é que as pessoas passem a valorizar mais a cultura brasileira que a estadunidense ou a chinesa. e eu apostaria que isso vai acontecer... por puro otimismo e teimosia, mesmo.

a cultura lá do norte é decadente e repetitiva demais, e a oriental é completamente diferente... então talvez prestemos mais atenção na nossa.

amém?

Marcelo de Freitas disse...

que bom que pensa assim amigo pablo, também tento.

thales, grande camarada, acho pouco viável o crescimento da rússia como superpotência. por mais que o país seja grande, é pouco povoado, pouco influente e não tem local estratégico, ao contrario. e além disso ainda é muito dependente de investimentos externos. Acho que, como os outros comentários dizem, o Breail pode ser uma boa aposta de futuro, melhor inclusive do que a própria russia.

quanto a ti, Armando, que visita ilustre, volte sempre!
acho que, por mais vontade política que tenha o presidente americano, não será desta vez que veremos mudanças significativas na linha do pensamento estadunidense, na forma de cultura e na repetição, frisada pelo Pablo. Acho, ao contrario de ti, que a "leucemia" - brilhante metáfora - já se apoderou da medula do indivíduo, que, se não está a beira da morte (e de fato não está), terá ainda sérias complicações em seu quadro clínico