24.11.08

Vitoria da democracia

Pela primeira vez o pais mais influente no mundo capitalista elegeu em sua história um chefe de governo negro, e a eleição de Barack Obama é histórica e importante por essa e por tantas outras características.

Foi a primeira vez que um presidente estadunidense foi eleito, de fato, pela população. Como a eleição lá é feita de forma indireta, onde a população elege delegado para um e para outro, não necessariamente o candidato mais votado nas urnas será o eleito, a primeira vez que isso coincidiu foi agora.

Com descendência queniana – da família do pai -, o novo presidente tem vínculos diferentes dos antigos chefes de governo. Viveu na periferia de Chicago, cidade que a partir da década de 1990 foi assombrada pelo desemprego e pela falta de políticas para a integração social dos mais carentes. Tem vínculo com o basquete, esporte mais popular por lá, ao contrário de todos os outros presidentes que tinham relações com esportes mais elitizados como tênis ou golfe.
Seria normal, na história mundial, falarmos isso de um chefe de governo, temos um exemplo aqui no Brasil de um sertanejo, apaixonado por futebol e por um dos clubes mais populares do Brasil, que não raramente interrompe entrevistas para comentar assuntos do Corinthians, mas por lá é diferente. Os estadunidenses deram um grande passo democrático em sua história, principalmente tendo em vista o fracasso das últimas eleições presidenciais por lá, que acabaram por reeleger o republicano George W Bush contra o democrata Al Goore .
A “maior democracia do mundo”, um exemplo de constitucionalismo para todas as nações vai virando uma nova página em sua evolução. Rodeado de "tragédias", como a crise mundial, o novo presidente terá muito trabalho para voltar aos eixos a maior economia mundial.
Se Obama vai conseguir, o tempo dirá, mas é importante mencionar a vitória do afro-americano e saber que poucas vezes na história mundial um chefe de governo chega com tanta expectativa e aceitação popular, o que pode facilitar muito o terabalho do próximo presidente dos EUA e pode ser muito perigoso na trajetória do jovem político.


ps: o que me impressiona disso tudo, após ler, reler esse texto que escrevi e um monte de outros publicados em vários meios de comunicação por ai é a quantidade de “rótulos inquestionavies” ou da mania de superioridade que os americanos, digo, estadunidenses, gostam de ser tratados. Por que revistas de peso, jornais respeitados nacionalmente, formadores de opinião em geral não questionam tudo isso?
ps2: resolvi dar um tempo, deixar o assunto esfriar um pouco para que pudesse ver a incapacidade da imprensa de criar coisas novas, apenas ficam repetindo, desgastando mais o assunto em questão.

2 comentários:

Marcelo de Freitas disse...

post inspirado numa proposta de redação pra vestibular, mais preso do que de costume em meus textos.
o detalhe maior é que não consegui configurar o html pra deixá-lo bunitão, kkkkkkkk

thales disse...

belo texto brother...boto fé no moreno ai na frente dos eua!