24.11.08

Queimar dinheiro, loucura da economia moderna

Que a crise mundial assombra a evolução econômica das elites, não há dúvidas e isso já foi comentado por vários especialistas e também aqui no incêndio, mas é impressionante ver a quantidade de recursos e esforços que os governantes fazem para reestabelecer condições de investimento e lucratividade aos economistas enquanto a inflação paira sobre as economias Estaduais desvalorizando suas moedas pára fortalecer o capital financeiro.

São ajudas de todos os lados, de todas as formas, com cada vez miais recursos. Mesmo em países subdesenvolvidos, como o Brasil os números impressionam. Para construir não há recursos, melhorar a infra estrutura é inviável, mas bilhões e bilhões aparecem do nada e são usados para salvar economias em frangalhos e empresas sonegadoras e falidas.

Se a mentalidade dos governantes fosse direcionada um pouco para captar recursos para salvar os seus governados da fome e da miséria, os resultados seriam bem melhores para as condições de vida do planeta. Se esses recursos fossem usados para tentar salvar o meio ambiente, também se teriam resultados bastante interessantes do ponto de vista mundial, mas todos sabemos que isso não é interessante para as elites econômicas do globo.

O último levantamento da ONU sobre a fome no mundo apontou para 932 milhões de pessoas que passam fome, 75 milhões a mais que o anterior, se alguém ainda tem, ou tinha dúvidas que essa situação vai cair em cima da classe média e dos mais pobres, acho que dados como esses servem para dizimá-las.

Notamos na modernidade uma certa pirofagia, onde tudo pode ser queimado para restaurar condições adequadas de evolução dos investimentos da espécie dominante, como diria o darwinismo,. Antigamente eram os juros que possibilitavam uma rentabilidade melhor, aumentavam e abaixavam com os interesses dos investidores. Ainda é assim, mas isso foi aliado a outros fatores, como o governo local, que facilita a criação de novos investimentos e retira impostos do capital financeiro externo e, atualmente até repõe dinheiro nacional para dar mais respeitabilidade nos órgãos da bolsa de valores. Isso é ou não queimar dinheiro nacional? Dar prioridade ao capital financeiro, que não tem pátria, que sai a hora que quiser em detrimento das pessoas que morrem cotidianamente nas nações famintas.

Sempre vimos alguém falando que “fulando de tal é doido porque queima dinheiro” e agora queimar dinheiro ta em moda, e a moda ta pegando em todos, haja manicômio pra toda essa galera. A economia mundial não precisa de investimento, mas de tratamento psiquiátrico.
ps: Obrigado, amigo Pablo, pela sugestão

4 comentários:

Petersn Espaçoporto disse...

tratamento psiquiátrico? É como mandar pro manicômio um moribundo que em vida só fez merda*...

Que morra de uma vez =)

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* ---Proporcionalmente---, antes que venham apontar as benesses da economia de mercado...

Marcelo de Freitas disse...

mto bopm peterson, acho que fui, de fato, meio sutil, mas isso seria uma grande discussão política que proponho pra outro texto.
quiçá não me de um impulso monstruoso e eu o escreva brevemente, mas valeu pelo toque

Pablo disse...

como eu disse, marcelo, belo texto. gostei bastante!
algumas vezes parece mesmo que vivemos numa época de pirofagia... com DRAGÕES que deixam suas presas queimarem pra comer as suas cinzas. triste saber que investem tanta grana na crise do mercado, com tanta gente passando fome por aí... lembro de uma coisa que o Obama disse no discurso da vitória, que não adianta nada voce salvar Wall Street, se "todas as outras Streets" estão passando por tão mal bocados.

pensar em solução a curto prazo é fácil, né... principalmente quando diz respeito a cuidar só de si. pfff

Marcelo de Freitas disse...

pois é, e o pior é que não dá pra depositar nossas expectativas na melhoria de condições com o novo presidente estadunidense. Seria o mesmo que muita gente fez, com as devidas proporções, de esperar que o Lula fosse resolver todos os nossos problemas. Não que ele tenha feito um governo de todo mal, e não que o Obama também vá fazer um, mas é inacreditável que um país mude tanto sua política extrerna para "salvar as outras streets"