11.9.08

11 de setembro, dia instigante para a história mundial

Brasília, 11 de setembro de 2008.


Há sete anos, ocoreu um dos maiores atentados à sociedade capitalista estadounidense desde a segunda guerra mundial. Desse dia em diante todos os professores de história devem atualizar seus conceitos e ensinamentos, o que deve deixar alguns com cabelo em pé. Além de falarem das revoluções francesas, americanas, inconfidência mineira, feudalismo e essas coisas, têm também que falar sobre este dia. 11 /9 mudou a vida de todos, mesmo dos mais alienados dos rincões mais longínquos do planeta. Toda a economia mudou, a política se reformulou em torno das consequencias dos aviões dos amigos do Bin Laden, que atingiram as torres gêmeas e o pentágono, derrubando aquela e destruíndo parte de um bloco deste.


Por um lado a aventura aérea da Al qaeda foi um presente para os políticos americanos, que nem devem ter se machucado com as tantas mortes nos prédios em Nova Yorque. Falo isso embasado na indústria americana, que dava sinais de fraqueza naquele ponto e pôde se revitalizar de uma forma sem precedentes alicerçada na indústria bélica, que atualmente é o setor da economia que mais tem recursos do poder americano, e uma força relevante dentro dele, que precisa ser cotidianamente alimentada para continuar impulsaionando outros ramos da política e da economia deste país, como a crise da aviação (2001-2003) e a recente crise imobiliária.
Como diz o escritor e jornalista José Luiz Teixeira, "Podem escrever aí: seja qual for o candidato a ser eleito agora, Barack Obama ou John MacCain, ele será sempre impelido a declarar guerra. Se não houver motivo, eles criam", simples assim: a guerra é um negoção pra eles, como dizem meus amigos de Divinópolis-MG.


Se por este lado é de fato um negoção, tem seus efeitos colaterais cada dia mais vistos, e mais intransponíveis. A crise imobiliária já citada se deve em parte ao neonazismo que cresce vertiginosamente junto ao tio san. Vários estrangeiros, com medo, retornam às suas pátrias com medo da violência crescente.
Para não ficar pela metade, mesmo não sendo o assunto a ser debatido neste texto, digo que a outra parte desta crise é o aumento dos juros daquele país para controlar a inflação (como ocorre mensalmente por aqui), que gerou grande aumento de dívidas com empresas privadas que, com ajuda do governo, financiavam casas àquela população.


Voltando ao assunto central, os efeitos colaterais não param por ai. Com a desobediência dos EUA às convenções que proibiam guerra - como a ONU, por exêmplo, que não aprovou a guerra do Iraque - a cultura estadounidense já não é bem vinda como antes. Em todas localidades que se tem notícia existem incômodos a americanos. Mesmo nas olimpíadas, que se impediu a população de fazer qualquer coisa que não aplaudir, houve vaias à delegação americana. No esporte, área que eu tenho maior contato, em toda competição o atleta americano é o mais visado com vaias e por ai vai se diluindo mundialmente, pelo menos a priori, a chance que eles tinham e queriam de se tornar a cultura mundial, padrão, do planeta em globalização.


Ainda bem que sou brasileiro e daqui não quero sair para morar, Como bom pacifista e diplomático, da mesma maneira que o jornalista já cidado, quero enaltecer um antigo dito nacional. "Em caso de guerra, mato ou morro. Ou corro para o mato, ou fujo para o morro".

Nenhum comentário: