14.12.08

Imprensa de direito versus imprensa de fato (3)

Culpa dividida, da imprensa, dos representantes do povo, que outrora fizeram a constituição e agora não zelam pelo seu cumprimento e da população, que sequer conhece seus direitos


Não podemos voltar nossos olhos apenas para a imprensa como causadora dos grandes problemas já citados. Se estas discussões fossem comuns nos debates, nas assembléias, na Câmara e no Senado Federal, alguns dos exemplos citados, ou menos dos padrões povoadores de nossas mídias - principalmente em horário nobre – já haveriam sido repensados.

Não é de interesse das mídias mudarem, nem dos congressistas debaterem e o povo se vira com o que tem, ou com pacotes de TV por assinatura e internet banda larga. Somos uma população pacífica (mais do que isso, conformada), mas, definitivamente, isso não está nos conformes e a lei maior me garante, a mim e a todos os outros, que pode ser melhor.

Por outro lado, a prática das grandes tv’s abertas começa a dar garantias que exceções como as citadas e outras tantas presentes bem mais próximas do que interpreto ser o nosso direito, podem ser rentáveis e até gostosas de ver, atrativas a vários públicos.

Espero que daqui a vinte anos não precise mais fazer um texto tão extenso apontando tantas diferenças entre o que é praticado na corrupta e ineficaz imprensa e o que deveria ser nos propiciado pela nossa legislação vigente. Se, até lá, tiverem que cair algum(s) magnatas da comunicação, que caiam. Desde que, no fim, como em todo o ato administrativo, prevaleça o interesse público. Se também tivermos que nos mobilizar, que discussões como esta, deste pequeno blog, sejam pautas de veívulos maiores para que a população esteja sempre ciente do seu direito e o cobrando dos seus "representantes legais". Se estes, os representantes, teimarem, também de forma burra e ineficaz, a atender os direitos nossos e fiscalizar com maior rigor nossa comunicação social (e parar de sair por aí imporimindo habeas corpus como o presidente do STF (foto) aos "Daniel Dantas" da vida) teremos realmente a possibilidade de sermos um país bem melhor e com uma imprensa de fato e de direito.

13.12.08

Imprensa de direito versus imprensa de fato (2)

O que nos é passado atualmente?


Nossa Assembléia nacional constituinte, responsável pela elaboração da constituição, vislumbrou, num futuro, que nossa imprensa fosse livre de interesses políticos, quando limitou as possibilidades de donos, livres de toda forma de influência de mercado ou de outros Estados. Quis também que déssemos valor à cultura local, à informação, ao entretenimento, à representatividade e, principalmente, ao interesse público, que não se encontra expresso nessa cópia, mas é o princípio chave de toda atitude da administração pública (artigo 37). Será que, 20 anos depois é isso que ocorre em nossas redações? Das perguntas que fiz, esta é a mais simples de se ter uma resposta. Não, não é isso que ocorre em geral, via de regra.

Convivemos com o contrário de tudo isso, com donos de jornais e revistas sendo políticos - senadores, deputados - vinculando suas editorias a interesses pessoais ou de grandes empresas. Na TV não é diferente.

A padronização empurrada por quase toda a rede aberta - obedecendo ao padrão da Globo sem questionar -, a pasteurização das notícias, nos remete sempre à mesma visão de um determinado fato, maquiando seus interesses particulares na proposta de interesse público. Será que queríamos ver, a todo momento, o caso Isabela Nardoni, o caso Eloá, a operação Satiagraha do Daniel Dantas, não tem nada além disso que possa nos interessar? Quem de nos sabe, ou participa, do agenda setting das mídias? Quem faz alguma pauta pro Jornal Nacional, por exemplo? Quem define o padrão do nosso jornalismo televisivo? Quem seleciona algo que o gate keeping deixa entrar para alguma primeira página de um veículo importante Por isso, vejo que nossa mídia em geral em nada chega ao menos a proximidade do que nossos constituintes propuseram e nos garantiram como direitos. Podemos, como audiência, fazer algo? O que? Contra quem?

Há saídas?


Podemos recorrer de nossos direitos, pelo menos no debate. Em minha discussão com a precoce vestibulanda (discussão esta que deve ter queimado muitos neurônios da pobrezinha para este momento de provas, além de ter a roubado duas noites, mas que rendeu alguns argumentos válidos nessa tarefa nada fácil de querer nossos direitos), pudemos verificar exceções que, mesmo na TV aberta, servem de base para um padrão, digamos, mais dentro do que nos deseja – ou mais, garante – a constituição.

Será que tudo o que queremos é o Jornal Nacional, ou suas cópias com ex-globais das outras tv’s? Será que o padrão globo é mesmo uma escolha inconsciente nossa, dos públicos mais diversos do Globo Rural ao jornal da noite (band), do jornal do SBT ao jornal Hoje?

Acho muito complicado, de fato, mas para que eu possa propor algo, tenho que embasar, fundamentar, minha opinião. Não adianta aqui querer criticar com o discurso fundamentalista do “queimem essas concessões agora!”. Preciso de uma base lógica que levante a proposta de uma nova mídia. Ao invés de vislumbrar, romantizar, criar algo, resolvi me ater a exemplos que, aos poucos, ganham espaço na grande mídia.

Para a escolha destes exemplos, uma também complicada missão. Alguns critérios tiveram que ser contestados. Programas como o “Roda Viva” e outros do excelente jornalismo da TV cultura ficaram de fora. Podemos ter maior tratamento, mais “pegada”. Não é o intuito deles? De fato, não. É bom? Muito, mas ficando repetitivo se torna irritante, chato.

Escolhi algo mais apresentável à grande mídia. São cinco exemplos que servem de pequenos alicerces para nosso recurso: Caco Barcelos e o seu “Profissão Repórter” Serginho Groisman com o “altas Horas” e o “Ação Global” e Tadeu Schmith com participações do esporte em quase todos os jornais da Golbo além do CQC da bandeirantes, que buscou um padrão diferente, mas que discute formas de mudanças em nossa imprensa.

11.12.08

Imprensa de direito versus imprensa de fato

Texto fomentado por uma crítica da menina Maísa sobre nossa imprensa


Após 20 anos da promulgação de nossa constituição, referida pelos estudiosos como uma das mais completas do mundo, uma coisa ainda chama a atenção. Como os constituintes de duas décadas atrás viam a nossa relação, a partir dali, com a imprensa e como, atualmente, percebemos, nos canais de massa da TV aberta, a relação do jornalismo com o público geral.

Que o brasileiro é um povo que desconhece a maioria de seus direitos, nós sabemos, mas será que a culpa é só nossa? Onde está o interesse público, pautado pelos atos administrativos e defendido por nossos representantes legais? Será que estes representantes nos defendem? Será que a grande mídia se interessa? Alguém já participou de uma reunião de pauta de grandes meios de comunicação? De alguma pesquisa populacional que garanta a representatividade da informação?

Oportunamente, para que não se perca uma linha de raciocínio pertinente, voltarei a tratar destes questionamentos, não para respondê-los todos (não tenho cacife para isso), mas para tentar confrontar minha interpretação da carta com a minha interpretação da atualidade de nossa imprensa e traçar algumas idéias que possam diminuir minhas dúvidas, e a de mais algum leitor que as tiver, sobre o que podemos fazer neste cenário.

Para buscar uma situação palpável de análise da letra constitucional e da situação cotidiana do nosso jornalismo, é preciso responder a alguns questionamentos, como estes e outros.

Não quero aqui tratar apenas de oposição política às empresas e que atualmente tomam conta das reuniões de pauta nos variados meios de comunicação e nem a editores que leiloam espaços em publicações, em todos os meios de comunicações, para políticos, empresas privadas ou qualquer outra atividade que não tenham por fim o interesse público.

Lembro, antes de citar qualquer artigo da carta magna, que as concessões dos sinais de telecomunicação e radiodifusão são direito público e quem produz informação para o país é considerada empresa concessionária, isto é, pode ser extinta, ao fim do contrato de concessão, ou a qualquer momento, por decisão judicial, ou obedecido quórum de 2/5 do congresso nacional, observada a votação nominal.

Imprensa formal: o que os constituintes esperavam que fosse feito com a informação


O conteúdo publicado neste tópico foi fielmente copiado do modelo constitucional vigente, atualizado pela presidência da república, e está disponível, assim como toda a lei maior do Estado brasileiro, sobre o link: (http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituiçao.htm).

CAPÍTULO V
DA COMUNICAÇÃO SOCIAL

Art. 220. A manifestação do pensamento, a criação, a expressão e a informação, sob qualquer forma, processo ou veículo não sofrerão qualquer restrição, observado o disposto nesta Constituição.
§ 1º - Nenhuma lei conterá dispositivo que possa constituir embaraço à plena liberdade de informação jornalística em qualquer veículo de comunicação social, observado o disposto no art. 5º, IV, V, X, XIII e XIV.
§ 2º - É vedada toda e qualquer censura de natureza política, ideológica e artística.
§ 3º - Compete à lei federal:
I - regular as diversões e espetáculos públicos, cabendo ao Poder Público informar sobre a natureza deles, as faixas etárias a que não se recomendem, locais e horários em que sua apresentação se mostre inadequada;
II - estabelecer os meios legais que garantam à pessoa e à família a possibilidade de se defenderem de programas ou programações de rádio e televisão que contrariem o disposto no art. 221, bem como da propaganda de produtos, práticas e serviços que possam ser nocivos à saúde e ao meio ambiente.
§ 4º - A propaganda comercial de tabaco, bebidas alcoólicas, agrotóxicos, medicamentos e terapias estará sujeita a restrições legais, nos termos do inciso II do parágrafo anterior, e conterá, sempre que necessário, advertência sobre os malefícios decorrentes de seu uso.
§ 5º - Os meios de comunicação social não podem, direta ou indiretamente, ser objeto de monopólio ou oligopólio.
§ 6º - A publicação de veículo impresso de comunicação independe de licença de autoridade.

Art. 221. A produção e a programação das emissoras de rádio e televisão atenderão aos seguintes princípios:
I - preferência a finalidades educativas, artísticas, culturais e informativas;
II - promoção da cultura nacional e regional e estímulo à produção independente que objetive sua divulgação;
III - regionalização da produção cultural, artística e jornalística, conforme percentuais estabelecidos em lei;
IV - respeito aos valores éticos e sociais da pessoa e da família.

Art. 222. A propriedade de empresa jornalística e de radiodifusão sonora e de sons e imagens é privativa de brasileiros natos ou naturalizados há mais de dez anos, ou de pessoas jurídicas constituídas sob as leis brasileiras e que tenham sede no País. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 36, de 2002)
§ 1º Em qualquer caso, pelo menos setenta por cento do capital total e do capital votante das empresas jornalísticas e de radiodifusão sonora e de sons e imagens deverá pertencer, direta ou indiretamente, a brasileiros natos ou naturalizados há mais de dez anos, que exercerão obrigatoriamente a gestão das atividades e estabelecerão o conteúdo da programação. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 36, de 2002)
§ 2º A responsabilidade editorial e as atividades de seleção e direção da programação veiculada são privativas de brasileiros natos ou naturalizados há mais de dez anos, em qualquer meio de comunicação social. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 36, de 2002)
§ 3º Os meios de comunicação social eletrônica, independentemente da tecnologia utilizada para a prestação do serviço, deverão observar os princípios enunciados no art. 221, na forma de lei específica, que também garantirá a prioridade de profissionais brasileiros na execução de produções nacionais. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 36, de 2002)
§ 4º Lei disciplinará a participação de capital estrangeiro nas empresas de que trata o § 1º. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 36, de 2002)
§ 5º As alterações de controle societário das empresas de que trata o § 1º serão comunicadas ao Congresso Nacional. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 36, de 2002)

Art. 223. Compete ao Poder Executivo outorgar e renovar concessão, permissão e autorização para o serviço de radiodifusão sonora e de sons e imagens, observado o princípio da complementaridade dos sistemas privado, público e estatal.
§ 1º - O Congresso Nacional apreciará o ato no prazo do art. 64, § 2º e § 4º, a contar do recebimento da mensagem.
§ 2º - A não renovação da concessão ou permissão dependerá de aprovação de, no mínimo, dois quintos do Congresso Nacional, em votação nominal.
§ 3º - O ato de outorga ou renovação somente produzirá efeitos legais após deliberação do Congresso Nacional, na forma dos parágrafos anteriores.
§ 4º - O cancelamento da concessão ou permissão, antes de vencido o prazo, depende de decisão judicial.
§ 5º - O prazo da concessão ou permissão será de dez anos para as emissoras de rádio e de quinze para as de televisão.

Art. 224. Para os efeitos do disposto neste capítulo, o Congresso Nacional instituirá, como seu órgão auxiliar, o Conselho de Comunicação Social, na forma da lei.
Para a mais completa informação, copio abaixo todos os tópicos citados nestes 5 artigos tão gerais:

TÍTULO II
DOS DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS
CAPÍTULO I
DOS DIREITOS E DEVERES INDIVIDUAIS E COLETIVOS


Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:
IV - é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato;
V - é assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo, além da indenização por dano material, moral ou à imagem;
X - são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação;
XIII - é livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer;
XIV - é assegurado a todos o acesso à informação e resguardado o sigilo da fonte, quando necessário ao exercício profissional;

Art 64
§ 1º - O Presidente da República poderá solicitar urgência para apreciação de projetos de sua iniciativa.
§ 2º Se, no caso do § 1º, a Câmara dos Deputados e o Senado Federal não se manifestarem sobre a proposição, cada qual sucessivamente, em até quarenta e cinco dias, sobrestar-se-ão todas as demais deliberações legislativas da respectiva Casa, com exceção das que tenham prazo constitucional determinado, até que se ultime a votação. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 32, de 2001)
§ 4º - Os prazos do § 2º não correm nos períodos de recesso do Congresso Nacional, nem se aplicam aos projetos de código.


Lembre-se, leitor, que estas são as regras gerais de toda a comunicação brasileira. Seleciono meu objeto à, já enorme, imprensa, mas poderia falar de humor, de entretenimento, de publicidade. Um dos pontos centrais deste texto - e, se eu atingi-lo, ficarei muito feliz – é provocar em vocês, e quiçá neste blog, a vontade de debater mais a fundo sobre cada um destes temas abordados.

9.12.08

Chegou a hora dessa gente bronzeada mostrar seu valor?

Crise, sempre houve na história da humanidade, e é justamente neste período que se destacam as potências de uma época à frente. Foi assim com os ingleses na crise da navegação ibérica e assim com os americanos do pós guerras. São apenas dois dos tantos exemplos históricos de substituição de poder, ou de cultura dominante na história humana.


Porém, na nossa recente, e digo recente me referindo a este ano, história vemos uma crise afetando todo o poder dominante de uma era. Este se dissolve junto com as baixas das ações das bolsas de valores, com isso, uma pergunta natural de se fazer neste período é: Será que o capitalismo de consumo esta prestes a ruir?


Com a alta de juros, natural deste período de crise mundial, todos vão ficando mais precavidos ao fazer suas contas e isso gera instabilidade nos preços, que tendem a cair. Será que vão cair até não poderem se aguentar mais? ou num determinado ponto a economia se sustenta e tudo volta ao normal?


Digo isso embasado na atitude de uma montadora inglesa de automóveis que fez uma promoção muito interessante para tentar esvaziar seus pátios enquanto se reformula e produz carros mais acessíveis. A cada carro que se compra na tal montadora, se ganha outro igual. Será que essa solução, inviável a longo prazo, de 50% de desconto, pode reestabelecer a economia da montadora?


Se você - como eu, leitor - respondeu que não, outras perguntas são interessantes: Quem é o substituto imediato para o próximo período histórico?


Numa resposta rápida e sem pensar muito, todos apontariamos para a China, que continua crescendo independente da crise. com seu mercado consumidor gigantesco de quase a metade da população do globo, se juntarmos à ela os tigres asiáticos, não seria muito difícil se cogitar essa possibilidade. Quero ir além dela. Será que agora a "gente brozeada" terceiro mundista terá espaço para crescer econômica e socialmente? Já que, salvo excessões, não tem espaço na política econômica, logo, não perderá investimentos próprios com a crise do primeiro mundo. será que uma fatia do bolo cairá na América e Africa?


De fato, não sei traçar uma linha de raciocínio neste terreno pantanoso em que me meti, talvez sim, por estes e tantos argumentos presentes na vida econômica do globo, talvez não. Tudo é suposição, ou, como gostam os capitalistas, especulação, mas esta é ideológica. Se caso houver uma abertura maior para a China, América e Asia o que iria mudar do que vivemos da "colonização cultural estadunidense"?




ps: nada do escrito aqui é embasado em realidades no momento, mas em possibilidades imagináveis na minha cabeça. Nada que renderá críticas do tipo, "ah, isso não vai acontecer". pode até não acontecer, mas também pode ocorrer, e ai?




ps2: não quero aqui dizer que países como Etiópia ou Jamaica vão se tornar do primeiro mundo num curto espaço de tempo, mas podem, estes e outros, abocanhar uma fatia do bolo maior do que a que vem sendo feita

24.11.08

Queimar dinheiro, loucura da economia moderna

Que a crise mundial assombra a evolução econômica das elites, não há dúvidas e isso já foi comentado por vários especialistas e também aqui no incêndio, mas é impressionante ver a quantidade de recursos e esforços que os governantes fazem para reestabelecer condições de investimento e lucratividade aos economistas enquanto a inflação paira sobre as economias Estaduais desvalorizando suas moedas pára fortalecer o capital financeiro.

São ajudas de todos os lados, de todas as formas, com cada vez miais recursos. Mesmo em países subdesenvolvidos, como o Brasil os números impressionam. Para construir não há recursos, melhorar a infra estrutura é inviável, mas bilhões e bilhões aparecem do nada e são usados para salvar economias em frangalhos e empresas sonegadoras e falidas.

Se a mentalidade dos governantes fosse direcionada um pouco para captar recursos para salvar os seus governados da fome e da miséria, os resultados seriam bem melhores para as condições de vida do planeta. Se esses recursos fossem usados para tentar salvar o meio ambiente, também se teriam resultados bastante interessantes do ponto de vista mundial, mas todos sabemos que isso não é interessante para as elites econômicas do globo.

O último levantamento da ONU sobre a fome no mundo apontou para 932 milhões de pessoas que passam fome, 75 milhões a mais que o anterior, se alguém ainda tem, ou tinha dúvidas que essa situação vai cair em cima da classe média e dos mais pobres, acho que dados como esses servem para dizimá-las.

Notamos na modernidade uma certa pirofagia, onde tudo pode ser queimado para restaurar condições adequadas de evolução dos investimentos da espécie dominante, como diria o darwinismo,. Antigamente eram os juros que possibilitavam uma rentabilidade melhor, aumentavam e abaixavam com os interesses dos investidores. Ainda é assim, mas isso foi aliado a outros fatores, como o governo local, que facilita a criação de novos investimentos e retira impostos do capital financeiro externo e, atualmente até repõe dinheiro nacional para dar mais respeitabilidade nos órgãos da bolsa de valores. Isso é ou não queimar dinheiro nacional? Dar prioridade ao capital financeiro, que não tem pátria, que sai a hora que quiser em detrimento das pessoas que morrem cotidianamente nas nações famintas.

Sempre vimos alguém falando que “fulando de tal é doido porque queima dinheiro” e agora queimar dinheiro ta em moda, e a moda ta pegando em todos, haja manicômio pra toda essa galera. A economia mundial não precisa de investimento, mas de tratamento psiquiátrico.
ps: Obrigado, amigo Pablo, pela sugestão

Vitoria da democracia

Pela primeira vez o pais mais influente no mundo capitalista elegeu em sua história um chefe de governo negro, e a eleição de Barack Obama é histórica e importante por essa e por tantas outras características.

Foi a primeira vez que um presidente estadunidense foi eleito, de fato, pela população. Como a eleição lá é feita de forma indireta, onde a população elege delegado para um e para outro, não necessariamente o candidato mais votado nas urnas será o eleito, a primeira vez que isso coincidiu foi agora.

Com descendência queniana – da família do pai -, o novo presidente tem vínculos diferentes dos antigos chefes de governo. Viveu na periferia de Chicago, cidade que a partir da década de 1990 foi assombrada pelo desemprego e pela falta de políticas para a integração social dos mais carentes. Tem vínculo com o basquete, esporte mais popular por lá, ao contrário de todos os outros presidentes que tinham relações com esportes mais elitizados como tênis ou golfe.
Seria normal, na história mundial, falarmos isso de um chefe de governo, temos um exemplo aqui no Brasil de um sertanejo, apaixonado por futebol e por um dos clubes mais populares do Brasil, que não raramente interrompe entrevistas para comentar assuntos do Corinthians, mas por lá é diferente. Os estadunidenses deram um grande passo democrático em sua história, principalmente tendo em vista o fracasso das últimas eleições presidenciais por lá, que acabaram por reeleger o republicano George W Bush contra o democrata Al Goore .
A “maior democracia do mundo”, um exemplo de constitucionalismo para todas as nações vai virando uma nova página em sua evolução. Rodeado de "tragédias", como a crise mundial, o novo presidente terá muito trabalho para voltar aos eixos a maior economia mundial.
Se Obama vai conseguir, o tempo dirá, mas é importante mencionar a vitória do afro-americano e saber que poucas vezes na história mundial um chefe de governo chega com tanta expectativa e aceitação popular, o que pode facilitar muito o terabalho do próximo presidente dos EUA e pode ser muito perigoso na trajetória do jovem político.


ps: o que me impressiona disso tudo, após ler, reler esse texto que escrevi e um monte de outros publicados em vários meios de comunicação por ai é a quantidade de “rótulos inquestionavies” ou da mania de superioridade que os americanos, digo, estadunidenses, gostam de ser tratados. Por que revistas de peso, jornais respeitados nacionalmente, formadores de opinião em geral não questionam tudo isso?
ps2: resolvi dar um tempo, deixar o assunto esfriar um pouco para que pudesse ver a incapacidade da imprensa de criar coisas novas, apenas ficam repetindo, desgastando mais o assunto em questão.

10.10.08

Meu sotaque deu nó

O mineirês - idioma falado entre as montanhas de Minas Gerais - tem seu charme. Falamos cantado, as vezes arrastado. a meus ouvidos, soa muito bonito. Artistas da nossa música e literatura também já se renderam aos elogios da terra dos "uais".

Sempre fui muito bem recebido aonde ia.
"Ô mineirinho, traz um pão de queijo pra nós", dizem em vários lugares as pessoas, tentando, em vão, copiar nosso charme. Em Brasília, onde visito com mais frequência, Bahia, Rio, todos elogiam por onde passo o "jeitinho de dizer" do mineiro.

Nunca tive problemas pelo sotaque, pelo contrário, arrumei muitas soluções. Amizades, mulheres, não tenho do que reclamar. Somos, os mineiros, um povo alegre, hospitaleiro que come bem e vai a praia, porque não.

Porém, uma expessão do vocabulário mineirês, tão tradicional e autêntica que passa quase despercebida por todos os que a usam, me deixou numa difícil situação. Me referi a uma bela senhorita na capital federal com o vocábulo mais comum para esta ocasião em Minas - o "sá" - mas a jovem se irritou e quase trocamos tapas.

Ah, As mulheres! sempre elas. A bela dona me cobrou várias explicações e até que expliquei que o inocente vocábulo era uma variação de senhora - como o seu irmão e mais conhecido vocábulo masculino "sô" (de senhor) - e resolvi os problemas de linguagem, comunicação, fui um grande galinha.
Como troca o meu nome assim? Disse enfurecida a moça.
Ainda sem entender respondi o famoso "anh? trocar o quê?"
Me chamou de Sá, meu nome é bem diferente, tá pensando em quem? Disparou a metralhadora de perguntas.

Eu, com uma calma pouco habitual, disse que o mineiro é preguiçoso ao falar. "Cê" para "você", "lidileite, quidicarne, etc". Nós aglutinamos palavras para dizê-las mais rapidamente e economizar tempo. Esse, ao meu ver, é o charme.

Se passaram algumas horas até que finalmente o "sá" foi devidamente compreendido e aceito, mas eu, como bom mineiro precavido que sou, já estou com um pé atras quanto ao uso do dialeto mineirês fora do nosso estado. Vai que mais alguém se aborreça, né? Não sou muito fã da discórdia.

23.9.08

O dia incomum do não escrito



Incomum. Assim foi o dia de ontem. Dia que eu, um jornalista, não consegui me expressar por palavras e me tornei incomunicável, o que, em minha opinião, é quase um assassinato.

Em meio a livros, apostilas – teorias e práticas – não foi possível, numa certa ocasião, tornar palpáveis os pensamentos. Em meio a tantas interpretações - de todas as questões, principalmente de direito constitucional e administrativo – não foi possível transformar idéias em turbilhão num simples texto.

A dialética travou. A livre manifestação do pensamento, direito individual tratado como cláusula pétrea num dos incisos do artigo quinto da Constituição Federal, ficou no papel frio da lei. Não pude valer-me desse direito já que não achei fundamentos para sujar um papel. E ele estava lá, áureo, em minha frente, como se fosse cumprir sua missão, mas não; foi pro lixo sem sequer um rabisco.

O que ocorreu? Falta de inspiração? É possível, e até normal, “acontece nas melhores famílias”. Não deveria ser assim na vida de um jornalista. A arte de lidar com palavras escritas, de sujar papéis com mensagens compreensíveis, coesas – cheias ou não de rebuscamento lingüístico, figuras de linguagens, inversões de períodos, apostos – nunca havia me faltado. A situação que a mim vinha a cabeça era a do homem depois de uma transa ruim, onde o fatídico clichê “isso nunca me ocorreu antes” é inevitável. Pensei até em alguns outros como “senhor, porque me abandonaste?”, mas preferi o tradicional.

A minha comunicação com o mundo se deparou com uma barreira que parecia não ter fim. Retiraram me a arma, voz, palavra, escrita. Me senti um inválido, com todos tendo que expressar minhas vontades, filosofias, pensamentos. Logo eu, que sempre zombei da forma pela facilidade em expressar-me, fazer me entender por conteúdos.

Tiraram me a arma como quem tira as pernas de um maratonista, como quem tira de um médico o saber e a responsabilidade de curar, como quem tira de um professor os alunos e o prazer de ensinar, como quem tira de um compositor a melodia e a arte de tocar, enfim, furtaram me. Como? Quem?

Sempre ouvi, e ainda ouço dos mais velhos da minha família, que a coisa mais importante que eu tenho e que nunca irão me roubar é o conhecimento. Ainda acredito fielmente nisso. Estes livros insanos de direito aqui do meu lado não me deixam mentir. Por isso venho, por meio desta, comunicar que, mesmo no fracasso de um dia incomum, sujo papéis com meras letras e, a priori, com um assunto muito estranho – a falta de assunto virou o próprio tema, metalinguisticamente.

Venho mostrar que burlei a barreira abstrata quase intransponível que me mostrava o “eu incomum, incomunicável” (este “eu” chato, mudo, sem inspiração e inválido) que se apoderou de mim por um momento.

Espero que ele não volte, prefiro minha rotina de pensamentos e ações, palavras, termos, gestos. Prefiro o normal, comum. O incomum é muito danoso, chato. O incomum do atleta, por exemplo, é o ócio; do médico é o não doente; do professor é o não aprendiz e deste pobre mortal que teima em ser jornalista é a não comunicação. E como é bom comunicar, falar de algo, do nada ou mesmo de um fracasso sem precedentes. Esta é a minha potencialidade e é pra isso que eu sirvo.

E que venham mais questões de direito.

11.9.08

11 de setembro, dia instigante para a legislação brasileira



Novo debutante brasileiro, o CDC merece aplausos


Se não sou grande defensor da legislação brasileira, e decididamente não sou, sei que a culpa não é dela, a lei. Nossa constituição atual é cantada em verso e prosa como uma das melhorers do mundo e exêmplo para outras de países bem mais desenvolvidos, como a alemanha, por exemplo.

Como exemplo de bons serviços, a cartilha do procon de Juiz de Fora, MG

A culpa que temos por ser um povo latino, quente e não admitir textos frios, generalistas etc, a culpa de nosso governo que não a aplica em todos os casos, a culpa da desigualdade social e informacional que não possibilita cobranças a este modo, enfim, poderia ficar citando muitos fatores que não nos possibilitam ser, ao menos, parecidos com a Alemanha, quanto a aplicabilidade da legislação. Porém, hoje é um dia de festa para mim. há 18 anos era criado o Código de defesa do Consumidor.


Nunca precisei dele, de seu órgão chefe, o PROCON, mas sei que ele está lá e não consigo nem cogitar a possibilidade de nossa sociedade viver nos dias atuais sem ele. Estava eu debatendo com minha prima enquanto voltávamos do cursinho como seria a vida quando nascemos, época que não existiam os tais direitos do consumidor. Claro que nossa sociedade era diferente outrora, mas não tenho dúvidas da quantidade de Ricardo Eletros e Magazine Luizas que existiam passando a perna na sociedade.

Claro que também tenho noção que podíamos estar bem melhores, mas ai são outros 500, é outra história. O que falo é que se o tal órgão não coíbe totalmente as injustiças provocadas pelas diversas empresas que se interessam com seu próprio lucro em detrimento à população, é um freio natural e uma hipótese, talvez a maior que temos enquanto consumidores, de reclamar de um serviço, produto, entidade e por isso merece apalusos. ainda mais se levarmos em conta que várias leis são criadas e engavetadas em todas as esferas do poder público - ferderal, estadual e, principalmente municipal.

Por isso quero dizer, parabéns Código de Defesa do Consumidor, parabéns Procon, muitas felicidades e muitos anos de vida

11 de setembro, dia instigante para a história mundial

Brasília, 11 de setembro de 2008.


Há sete anos, ocoreu um dos maiores atentados à sociedade capitalista estadounidense desde a segunda guerra mundial. Desse dia em diante todos os professores de história devem atualizar seus conceitos e ensinamentos, o que deve deixar alguns com cabelo em pé. Além de falarem das revoluções francesas, americanas, inconfidência mineira, feudalismo e essas coisas, têm também que falar sobre este dia. 11 /9 mudou a vida de todos, mesmo dos mais alienados dos rincões mais longínquos do planeta. Toda a economia mudou, a política se reformulou em torno das consequencias dos aviões dos amigos do Bin Laden, que atingiram as torres gêmeas e o pentágono, derrubando aquela e destruíndo parte de um bloco deste.


Por um lado a aventura aérea da Al qaeda foi um presente para os políticos americanos, que nem devem ter se machucado com as tantas mortes nos prédios em Nova Yorque. Falo isso embasado na indústria americana, que dava sinais de fraqueza naquele ponto e pôde se revitalizar de uma forma sem precedentes alicerçada na indústria bélica, que atualmente é o setor da economia que mais tem recursos do poder americano, e uma força relevante dentro dele, que precisa ser cotidianamente alimentada para continuar impulsaionando outros ramos da política e da economia deste país, como a crise da aviação (2001-2003) e a recente crise imobiliária.
Como diz o escritor e jornalista José Luiz Teixeira, "Podem escrever aí: seja qual for o candidato a ser eleito agora, Barack Obama ou John MacCain, ele será sempre impelido a declarar guerra. Se não houver motivo, eles criam", simples assim: a guerra é um negoção pra eles, como dizem meus amigos de Divinópolis-MG.


Se por este lado é de fato um negoção, tem seus efeitos colaterais cada dia mais vistos, e mais intransponíveis. A crise imobiliária já citada se deve em parte ao neonazismo que cresce vertiginosamente junto ao tio san. Vários estrangeiros, com medo, retornam às suas pátrias com medo da violência crescente.
Para não ficar pela metade, mesmo não sendo o assunto a ser debatido neste texto, digo que a outra parte desta crise é o aumento dos juros daquele país para controlar a inflação (como ocorre mensalmente por aqui), que gerou grande aumento de dívidas com empresas privadas que, com ajuda do governo, financiavam casas àquela população.


Voltando ao assunto central, os efeitos colaterais não param por ai. Com a desobediência dos EUA às convenções que proibiam guerra - como a ONU, por exêmplo, que não aprovou a guerra do Iraque - a cultura estadounidense já não é bem vinda como antes. Em todas localidades que se tem notícia existem incômodos a americanos. Mesmo nas olimpíadas, que se impediu a população de fazer qualquer coisa que não aplaudir, houve vaias à delegação americana. No esporte, área que eu tenho maior contato, em toda competição o atleta americano é o mais visado com vaias e por ai vai se diluindo mundialmente, pelo menos a priori, a chance que eles tinham e queriam de se tornar a cultura mundial, padrão, do planeta em globalização.


Ainda bem que sou brasileiro e daqui não quero sair para morar, Como bom pacifista e diplomático, da mesma maneira que o jornalista já cidado, quero enaltecer um antigo dito nacional. "Em caso de guerra, mato ou morro. Ou corro para o mato, ou fujo para o morro".

27.6.08

Medida sócio-educativa

Só no Brasil mesmo se pode ouvir coisas do tipo da matéria que saiu no jornal da Globo semana passada, por isso o brasileiro é bem humorado. o que você faria se se deparasse com algo neste tipo, leitor? Eu, pode apostar, ri muito.

Falo do ex-governador de São Paulo, Claudio Lembo, que foi condenado em um processo movido pela CVM - Comissão de Valores Monetários - a pagar cerca de R$100 mil por vazar informações sigilosas sobre as ações do banco estatal Nossa Caixa.

Lembo solicitou então uma punição que ainda vai, espero eu, ser motivo de piadas na internet durante muito tempo. O advogado e ex governador se propôs a escrever uma carta aos 27 governadores reconhecendo o erro e seu desconhecimento das normas da CVM. O avanço da tecnologia ajudou um pouco já que o ex governador mandou um e-mail para os 27 "coleguinhas de sala". Além disso, Lembo terá que dar entrevistas e reconhecer em público o lapso.

Se a moda pega:

Não sei quanto a vocês, mas a primeira coisa que me veio a mente foi o Bonner e a Fátima lendo algumas cartinhas:


População, não sabíamos que haviam rivalidades no Rio de Janeiro, apenas chamamos três garotos para um passeio, tá em moda isso, e nos esquecemos aonde pegamos os rapazes, os morros são muito similares. (chefe do exército/zona leste do Rio de Janeiro)

ou então

Meus queridos conterrâneos, todas as benfeitorias realizadas em meu governo para os habitantes de São Paulo foram fraudadas. O dinheiro utilizado para as obras poderia ser menor, mas a obra fiou bem feita e é o que importa. Desconheço a legislação que me fala que isso é crime, afinal, é o preço da modernidade (Paulo Maluf)

entre outras...

9.6.08

culpa dividida


Segundo o relatório do IPT - instituto de pesquisas tecnológicas - 11 principais motivos contribuíram para a tragédia do metrô de São Paulo - Linha Amarela.

Dia doze de janeiro de 2007, a maior cidade do Brasil ficou manchada. Uma tragédia que matou sete pessoas e deixou vários feridos e desabrigados ocorreu na ampliação de uma das linhas de metrô subterrâneo de São Paulo. Foi a primeira vez que uma obra como aquela foi realizada por empresas terceirizadas na cidade e ponto, retomando a crítica feita neste blog pelo poeta Nathan de Castro.

Um ano e meio depois ainda analisam provas, pedras, lama para acharem culpados explicações para a sociedade e para as muitas mudanças provocadas por este fato lamentável.

Mudanças de história, de vida, de endereço de cidadãos simples que não aparecem cotidianamente na mídia, a não ser quando há excesso de vontade, de zelo, das autoridades. Falo isso porque o Consórcio Via Amarela, composto pelas empresas Odebrecht, OAS, Queiroz Galvão, Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez, classificou em pesquisa divulgada em 27/3 como "fatalidade" o ocorrido.

O relatório do ITP, divulgado semana passada, prova o contrário, pois evidencia onze aspectos que contribuíram para o fato. o documento não isenta nem o governo da cidade, gestão José Serrra (PSDB). O fato também está sendo investigado por um órgão ligado à polícia, que deve dar seu parecer em agosto. Mas o mais importante, a meu ver, não é atribuir responsabilidades, explicar o inexplicável e nem punir os culpados severamente, apesar de todos merecerem a punição que ainda não veio.

Estamos alimentando o mesmo erro esperando que outros prédios, outros sonhos, outras vidas caiam diante de nós. De nada adianta a história se não pudermos utilizá-la como prevenção de próximas tragédias. Continuamos no mesmo erro de empurrar com a barriga e apontando para o próximo. e nos esquecendo de reconstruir relações de respeito mútuo, indispensáveis ao convívio social.

2.6.08

ansiedade pouca é bobagem

Amigos leitores do Incêndio Acidental. Alguns de vocês devem ter notado a minha ausência neste blog, outros não, mas para todos eu devo dizer que sinto muita falta de ter com quem conversar, mesmo que virtualmente.
Isso ocorreu depois que tranquei minha faculdade e retornei a casa de minha mãe em BH. Parece que neste processo perdi mais do que grandes amigos, aulas, aprendizado e trabalho. Perdi também a vontade, inspiração, tesão mesmo por escrever. Mesmo assim não parei de ler o blog e nem os demais endereços que eu gosto. Estou, na medida do possível, sabendo das novidades de política e esporte, meus dois hobbys, e me atualizando como todo bom profissional. ( tá, agora fiquei um pouco mais longe deste rótulo).
Alguns devem se perguntar, que raios eu estou falando isso em letras aqui? a explicação é muito simples e caberia em poucas palavras.
Peço para que os leitores torçam por mim em minha nova jornada que se começa amanhã. Farei uma operação para correção do meu alto estrabismo, meramente plástica, estética, já que os médicos não estão certos se isso irá aumentar a minha visão. O fato é que esperei isso durante muito tempo e sei que pode abrir alguns caminhos para mim. Sei também que, em breve, retorno com mais ênfase aos meus serviços de pitaqueiro deste endereço eletrônico, não que a inspiração tenha voltado, talvez ela nem existiu um dia, mas realmente sinto falta dessa fogueira, das críticas feitas aqui, das discussões propagadas e das amizades.
Espero que possa contar com a torcida de todos deste endereço e espero também que esteja recuperado brevemente e volte aos meus trabalhos que eu nunca poderia ter deixado de fazer. A satisfação em alimentar este blog filho de uma idéia meio "nas cochas" é muito grande.
obrigado amigos!

Ah, antes que eu me esqueça, Pablo, grande compadre, vou poder olhar reto para a câmera 3, não é o máximo!!!!!!!!!!!!!
kkkkkkkkkk

8.4.08

Propaganda Eleitoral: Sobre o post a baixo!

Hum...desorganizarei novamente, ou melhor, incendiarei. (para entender essa frase entre: www.desorgazine.blogspot.com)

Gostei muito da idéia de termos candidatos fantasmas, afinal existem tantas coisas que já são fantasmas nesse país, e olha que elas existem a vários anos. Não é Sarney!
Sobre as campanhas publicitárias políticas eu tenho uma opinião um pouco distanciada, porém paralela a que o Pablo nos mostrou.
Entendo que durante todo processo de democratização e desmocratização (ditadura), ou desmotivação e repressão, a publicidade e propaganda política foram essenciais para chegarmos até o atual estado de democracia, que convenhamos não é muito nem mesmo suficiente.
Mas como diz o velho barbudo, "o espírito não acompanha suas próprias criações" (ou seja, o homem não tem inteligência nem capacidade suficiente para comandar suas criações, as máquinas).
E se entendemos a propagação de idéias ou ideais, propaganda, uma criação humana, devemos ter em mente que não conseguimos dominá-la perfeitamente.
Mas vamos ao que realmente interessa, criticar a propaganda política é essencial para aumentarmos a transparência das propostas dos candidatos e também a qualidade do que temos que engolir através dos meios de comunicação.
É de extrema importância que tenhamos nos mais variados meios a propaganda política e que ao invés de proibirem-as faça a devida fiscalização contra supostos abusos de uso de imagem e de ataques a fé pública, que é o que caracteriza crime eleitoral.
Agora se vierem me dizer que utilizando um blog, veiculo este que é de livre acesso para criação e produção de conteúdo, um candidato tem mais vantagens sobre outro, eu realmente tenho que proferir-lhes um sutil palavreado de baixo calão: VAI TOMÀ NO C@#$@Ú!
Essa ferramenta é como todas deveriam ser, livre. Nada mais que isso, quem souber usar melhor que lucre mais, ou não estamos em uma nação capitalista?

obs: Burrice eleitoral deveria ser proibida!

14.3.08

o caso veja

Como jornalista não poderia ficar de fora de um assunto muito comentado no meio da comunicação. o caso da revista Veja. Poderia ficar muito tempo aqui escrevendo sobre estudos de designs para persuadir a população. Um exemplo é a conclusão que chegaram que a cor vermelha na capa seria fundamental arma para acabar com qualquer um. Quer criticar, taca no vermelho, esta é só uma das falcatruas.
Mas, oportuna e humildemente, vou deixar, a exemplo do Pablo, a discussão pra quem entende mais do assunto. O jornalista Luis Nassif, um dos pioneiros do jornalismo para web. Vale a pena ler os dois links.

27.2.08

Fim da divida externa. Nossos problemas se acabaram-se

Esta semana ocorreu um fato pelo qual muitos brasileiros rezaram a vida inteira.
Um presidente, no caso o mula, anunciou que tem a receita para pagar toda a dívida externa do país. Mesmo com este dinheiro, que sabemos que é muito desde que nascemos, a nação não terá de novo a ficha limpa, isto porque Lula diz que não vai pagar na íntegra, não me perguntem porque...
Diante do incrédulo e do nebuloso, quero fundamentar a discussão aqui.

editorial

Sim amigos incendiários, estou crescendo na profissão, mesmo antes da formatura, já tenho um portfólio considerável mais ainda não estou satisfeito.
A última novidade é que ganhei status no meu veículo de trabalho. Tornei me o editor do Jornal Magazine, meu primeiro editorial num jornal impresso, de circulação regional. Pelo menos nesta mídia, pequena mas válida, cresci na cadeia alimentar, não sou mais foca.
Grandes coisas, quero continuar crescendo e, para isso, conto com este ponto de debates. Jogo, pois, no fogo o tão falado editorial, que já até me rendeu alguns elogios.

>Ditadura do pão de queijo

Regimes de governo caracterizados pelo mando unilateral de algum governante não estão em moda no cenário político. Desde o nazi-fascismo, passando pelas ditaduras militares em vários países e por mandatos do regime soviético, nada sobreviveu para exemplificarmos.

Parecia que a exceção seria a pequena ilha no Mar do Caribe. Cuba, país de posição geográfica estratégica para incomodar a grande potência americana, aos trancos e barrancos mantinha ares de coronelismo, satisfazia às necessidades do manda-chuva Fidel Castro. Como sabemos, nada é infinito e o tempo foi o mais rigoroso adversário do líder cubano.

Na terça-feira 19, Fidel Castro, que exerceu seu mandato por 49 anos, anunciou para o mundo inteiro que não exerceria mais a Presidência de Cuba. Ele, talvez, fosse o último dos representantes de uma ditadura tradicional, comandada à mão-de-ferro.

Atualmente, o coronelismo se modernizou. Ditaduras são criadas a todo momento e maquiadas pela mais importante arma do século XX - capaz de deixar qualquer jaburu capacitado para desfilar nos mais fashions eventos de moda do mundo -, a mídia.

No mundo, temos exemplo de ditaduras moderninhas, a denominada globalização. No Brasil, até há pouco tempo, o baiano Antônio Carlos Magalhães ditava moda na boa terra.

Aqui em Divinópolis, não é diferente. O poderio do ´Excelência`, pai do prefeito, ex-deputado estadual Geraldo da Costa Pereira, ganhou notoriedade no jornal O Tempo e está aí, para quem quiser comprovar.

Temos a nossa versão de ditadura, menos imposta que as outras, pelas proporções das lideranças citadas não poderia ser diferente, mas de qualquer forma, a versão míni pão de queijo da nossa ditadura caseira gera graves problemas à sociedade. Basta uma olhada para os lados, para vislumbrar problemas de administração numa cidade que não sabe quem governa. Pai e filho ficam escondidos em seus palácios de muros altos, cercados por seguranças armados, ouvindo dos bobos da corte a descrição do jardim do éden e enquanto isso a população se acumula nas filas de reclamação, de falta de atendimento, do esquecimento público e da violência.

Mas está na hora de começarem a se lembrar, pois daqui a oito meses temos que ser como ovelhinhas bem cuidadas e conduzir mais representantes a seus respectivos gabinetes. Ainda bem que, como disse em outros tempos, nada é infinito.

7.2.08

Experiência Política


Neste início de ano, ocorreu comigo um fenômeno muito estranho. Enfurnado na situação política de minha pequena Divinóia, venho noticiando várias irregularidades, denunciando, apurando, papel de um jornalista que se preze. Valorizando também as boas atitudes, que são mínimas, mas exigem reconhecimento.
Ocorre que estou sendo vítima de elogios políticos, e isso é um problema. Aonde eu chego é "parabéns, continue assim, vindo de um deputado, vereadores e até de majestade prefeito."
Chegou ao ponto de minha mãe ficar sabendo lá nas bandas de Belo Horizonte e me ligar toda contente e oriçada "meu filho, que bom, ninuém ainda te chamou para algum partido político?" disse ela ao telefone. (sim, minha mãe é doida, faz direito e acha que a democracia vai nos salvar. Acho que é por isso que sou assim, digamos, revoltado).
O fato é que a gente, nesse meio, descobre muita coisa. descobri e criei uma teoria que, dentro da sua pequenez, se propoe a nortear problemas da eleição em caráter nacional. Megalomania, eu tenho, mas acho que posso sim utilizar este conceito do Oiapoque ao Chuí. Conceito elaborado após uma eleição para presidente da Câmara Municipal na legislatura 2008.


Eleição é tudo igual. Oposição, situação, todos corrompem na busca por mais forças, lideranças comunitárias, partidárias, apoio político, votos. A única e fundamental diferênça é que quem perde denuncia fraudes do oponente e quem ganha enaltece o caráter democrático"


Acho que vivemos num lixo político e não tenho tantas espectativas, como a minha mãe, e vocês, leitores?