28.11.07

nem papai noel acredita

Pois é amigo leitor. Ontem estava eu, tranquilo e sereno, em meu trabalho quando me chega um velhinho branquelo e barbudo pedindo com educação e calma um exemplar da última edição do Jornal Magazaine (local que eu trabalho). Disse a ele com toda a calma do mundo que não haviam jornais na redação pois todos ainda estavam nas bancas e que nem a equipe da redação havia recebido seu exemplar. Ele então, deixando o ar calmo de lado, me disse que um pequeno texto dele foi publicado e que queria ver e mostrar aos amigos, afinal o cara fez um agradecimento, pois está sendo o papai noel de um estabelecimento comercial na cidade. O "bom velhinho", por fim, me chamou de mentiroso, virou as costas e saiu.

Minha alma está perdida, nem papai noel acredita mais em mim. Tenho que parar de ofender a religião - não a religiosidade, que eu respeito muito -, se não daqui a pouco chega o coelhinho da páscoa me batendo. Acho até que não vou ganhar presente neste natal.


abaixo segue um pedido ao responsável por este layout bacanão.


Venho por meio desta, solicitar de vossa senhoria que adicione ao lado direito da tela, junto com logomarcas parcialmente incendiadas, a cabeça de papai noel. Além de uma briga pessoal esta é, a meu ver, uma crítica pesada a um sistema que ninguém contesta.

certo de sua compreensão desde já agradeço

atenciosamente e muito formalmente:

Marcelo de Freitas

22.11.07

Professores, policiais e motoristas de ônibus

A princípio nada tem a ver estas três profissões, mas numa discussão com meu grande amigo Boruno fiz uma alusão a casos de alguma semelhança.


Não vou falar de violência, como no sequestro do ônibus linha 174 no Rio de Janeiro, que, por erro da polícia, uma professora morreu e causou comoção nacional.

Quero falar de pagamentos, salários. Quanto as duas primeiras classes, sempre se vê na mídia algo de mobilização sindical para aumento de salários para as profissões, de tamanha importância para a sociedade. No caso dos acadêmicos, são pelo menos quatro anos de estudo para um curso superior que capacite o profissional a dar aulas, não acredito que o profissional formado não saiba das injustiças sociais que a classe é vítima. Resumindo, o profissional formado sabe que em muitas das vezes vai entrar numa fria e receber pouco por isso. O outro caso, que não pode ser descartado é que muitos professores perderam de cara o jogo para a injustiça social e não tiveram chance de fazer um curso superior. Nem por isso são menos dedicados ao aprendizado dos alunos. Quero chegar num ponto crucial, relativizar os efeitos da ideologia pessoal, do dom. Se não todos, a maioria do docente brasileiro sabe o terreno pantanoso que está pisando, e mesmo assim pisa.

Quanto aos policiais, pior. Como disse no início, não é raro ver greves e paralizações por melhores salários e condições de trabalho, mesmo asim muitos se espremem em filas quando sai concurso público da PM. todos querem a comodidade de um emprego público, o fato de se ter um segurança maior em não ser demitido é realmente tentador. Mas o salário e as condições de trabalho; bem, acho que não preciso falar nada. Aqui também as pessoas sabem onde colocam o bedelho, e mesmo assim colocam.

Isso tira o direito que ambos têm de reivindicar melhores condições? Absolutamente não, mas a luta é bem maior para uma vida justa e digna, e não dá pra ficar só reclamando da vida. Acredito no dom de profissionais, tanto de bons professores quanto de bons policiais.

E o que tem o motorista de ônibus a ver? calma gente, ewu ainda não estou tão doido.
Aqui na minha doce e pacata divinóia tambem não é raro vermos o sindicato dos trabalhadores em transporte rodoviario de Divinópolis (SINTTRODIV) querendo aumento e melhores condições.

A diferença crucial é que agora os motoristas se rebelaram contra a principal empresa da cidade. É muito raro ver novas admissões de quem tem carteira D ou E. A empresa ja apelou para os sem experiência, mas nem assim aparecem. Falta condutores e os que trabalham frequentemente fazem hora extra, até dobram o turno, pois dá pra faturar mais.

A conclusão que tiro disso é que a inocência não existe mais, todos sabem o que querem e fazem escolhas para tentar atingir, mas o sistema reprime. Aprendi, em meus caminhos, e agora com os motoristas de ônibus que nem tudo é bosta, que dá pra criar armas contra a repressão. Aposto que os patrões ja querem rever o que foi negado no passado, afinal quem dirige a empresa, literalmente, são os motoristas (e isso é igual em quase toda profissão).

19.11.07

Outro ponto de vista


Pupolação, sempre acostumada com verdades de políticos da nossa região se depara com a dialética



Uma manifestação em frente a casa do legislativo chamou atenção de várias pessoas que passavam pelo quarteirão fechado da rua São Paulo, terça feira, 30 de outubro na pacata, de atividade reacionária, Divinópolis. O autor, José Venâncio Amaral, membro da frente popular compromisso com Divinópolis e presidente do bairro Itaí, mostra num painel a recente história política deste município.
A campanha de eleição do atual prefeito Demétrius Pereira (PSC) e o posicionamento dos vereadores quanto a questão do projeto de lei EM-061, que visava terceirizar os serviços de água e esgoto desta cidade.
José Venâncio, que criticou duramente os vereadores em pronunciamento na Câmara Municipal, de onde saiu algemado e foi proibido de usar a tribuna livre da Casa do legislativo, por ordem do atual presidente da Casa, Milton Donizete (PRTB), tem mesmo algo a dizer.
"Em 1996 cerca de 900 crianças que iam com freqüência ao parque florestal do gafanhoto, onde funcionava um zoológico, corriam perigo. Os cadeados dos animais que ficavam expostos à população estavam comprometidos e o risco de acidentes fatais era iminente, além disso, felinos perigosos como onças e gatos do mato ficavam sem alimentação por vários dias. Dentre estas crianças, que eu não conheço e nunca vi, estava meu filho, que na época tinha 8 anos. Eu comecei a zelar por estas crianças, protegê-las sem aparecer. Quando descobriram fui ameaçado e sofri alguns atentados. Parece que muitas pessoas do ramo político desta cidade não se interessam de fato com a população, mas sim com seus avanços na carreira. Daí pra frente, resolvi deixar as claras as iniciativas escusas de várias pessoas envolvidas na vida pública de Divinópolis através de vídeos. Não estou fazendo nada demais, é minha obrigação tentar esclarecer fatos que são de interesse público", relata José Venâncio.
O lider comunitário coleciona uma série de quatro vídeos produzidos e dirigidos por ele intitulados "Domínio de Canalhas". Segundo ele, os vídeos contam a história desta cidade desde sua fundação, mas dão ênfase no processo de corrupção e roubalheira que a cidade se transformou. "A corrupção em Divinópolis ficou clara no ano de 1982, quando tomou posse como prefeito deste município o atual vereador Aristides Salgado. Este homem fez negociatas, que visavam economizar dinheiro público, mas só gastava mais verbas sem necessidades. Um caso importante foi a terceirização do serviço de coleta de lixo. A prefeitura gastava cerca de 48 mil reais e passou a gastar 150 mil. Que economia é essa?", questiona José Venâncio.
O que mais pesa nas criticas do presidente do bairro Itaí contra Aristides, porém, não é a má administração da verba pública. Segundo ele este mau hábito dos políticos não é exclusividade dele. Todos os gestores municipais tem suas falhas neste quesito. "Atualmente pouquíssimos políticos do cenário municipal são dignos do meu apoio - posso citar dois vereadores que ainda mereçem meu respeito: Anderson Saleme (PR) e Adair Otaviano (PAN) -, mas a questão que envolve o grupo que fazia parte da administração de Aristides, dentre eles, o atual engenheiro João Daldegan e o secretário municipal Mendhelson Nogueira é maior. As queixas são de suborno, emboscadas para acabar com minha vida, envolvimento no assassinato de uma criança mendiga em 1988, em véspera de eleições e omissão na questão do parque florestal, que poderia acarretar na morte de centenas de crianças em 1996, também em véspera de eleições. As mortes seriam armas para sensibilizar a opinião pública e a imprensa local, tirar o foco de um político destruir a carreira dele para fortalecer o grupo. Tudo isso pode ser comprovado em meus filmes.
Quanto a participação de Aristides nos esquemas, não posso comprovar que ele tinha conhecimento, mas o grupo dele tinha, e iria se beneficiar de todas as formas com as sucessivas emboscadas e armadilhas contra a população divinopolitana. Eu passei a ser taxado de louco porque era perigoso, teriam que me matar, e tentaram por sete vezes, para fazer queima de arquivo", denuncia José Venâncio Amaral.
Os vereadores elogiados por Venâncio mantiverm a cautela ao se pronunciarem quanto aos depoimentos. Anderson Saleme diz estar orgulhoso de merecer elogios de uma figura polêmca na cidade. "fico orgulhoso ao receber elogios de qualquer cidadão, demostra que meu trabalho gera frutos, mas é estranha esta situação. Político nenhum presta, só o Anderson e o Adair, acho que não é bem assim, mas agradeço os elogios", comenta.
Adair Otaviano retribui ao líder comunitário. segundo ele, "se trata de uma figura pública interessante, que briga por interesses sociais. ainda não entrou, de fato, na carreira de político, não sei se por falta de chance ou de motivação. Todo mundo acerta e erra na vida e ele continua tentando melhorar a condição social da população", elogia Adair Otaviano.
São quatro filmes de Venâncio que contam histórias escusas do Parque Florestal do Gafanhoto, do Aeroporto Brigadeiro Cabral, de Empreiteiras da cidade e do Rio Itapecerica, respectivamente. A série "domínio de canalhas" em breve contará com mais um vídeo, sobre o projeto de lei EM-061 e a participação política no esquema do esgoto. Os quatro vídeos são comercializados pelo autor e custam cinco reais cada.
Não podemos cair no erro da verdade absoluta em acreditar exclusivamente nisso ou naquilo, mas esta é uma outra visão, que provavelmente nunca teríamos, e por isso, merece respeito.
A repercussão de seus videos ja pode ser ouvida na cidade em alghuns veículos de comunicação e nas ruas.
as críticas foram feitas e são pesadas, vamos ver o seguimento da novela, afinal tem eleição municipal em 2008.
Brevemete postarei os vídeos aqui no Incêndio

5.11.07

CPMF não

ainda bem que nós, travesseiros, ainda não podemos abrir conta em banco

TRAVIS, O TRAVESSEIRO CONFIDENTE
Como o Marcelo, meu dono, disse a mim e a alguns amigos em debates políticos assas inteligentes, em determinados momentos poderemos precisar da ajuda de todos.

vejo isso perfeitamente, recortando meu objeto na discussão política. A esquerda, simplista, não aceita a direita e a direita, igualmente simplista, não aceita a esquerda.
Em determinados momentos um apenas ressalta o dito do outro, mas, por preconceito, lutam com diferentes armas e não chegam a resultado nenhum.
Um destes momentos em que todos, a ampla maioria, falam a mesma língua é visto na atual luta contra a CPMF (contribuição provisória sobre a movimentação financeira), em outras palavras, um sanguessuga fiscal que bebe uma pequena parte do seu dinheiro quando você faz o que for com ele.

Depositou, paga, sacou, paga, extrato, saldo, transferência... impreterivelmente você paga.
Este ano, algumas pessoas começaram a levantar a voz contra este tributo que não escolhe cor, credo, raça ou sexo, atinge a todos. Os empresários perderam a paciência e agora dizem que a luta é do povo. Utilizam do povo para resolver problemas seus, sempre foi assim.
Sidicatos de empresários pressionam o governo, e os bancários, e contam com ajuda da população, opinião pública, para rechaçar a tal contribuição provisória. Os bancários, é claro, querem que ela seja permanente.
Na semana passada, foi realizado no parque do Ibirapuera em São Paulo, um grande evento, gratuito, contra a CPMF. Organizado por grandes empresários e com participação de "artistas" como Zezé di camargo e Luciano, CPM 22 e outros.
Olha que lixo, isso tudo para convocar a população para a luta pelos seus direitos. Muito bem bolado, concordam? Como se alguem se preocupasse com isso.
Mas, como disse no início, por mais que saibamos dos reais interesses das elites, que, neste caso, se encontram com os da população, e isso é muito bem propagado, deve se render apoio a esta causa. O que todos fazem com o seu suado dinheirinho rende bons frutos a algum enternado que fez administração e hoje esta sentado numa cadeira acolchoada num escritório com ar condicionado tomando seu black lable e apenas olhando os números de sua conta corrente crescerem cada vez mais - olhando num programa especial, com senha, para não pagar CPMF.