30.8.07

teorizando: qual é o fundamento, papel de um blog?

Pra que ele serve, afinal?

Antes de começar, digo que meu objetivo, a princípio, não é o confronto teórico, ideológico, mas sim debater a questão prática. em outras palavras: Prefiro a luta armada.

Em postagem anterior, uma discussão sobre o papel de um blog foi levantada, mas como se tratava de um desabafo do amigo incendiário Pablo Pamplona resolvi não me meter demais. Digerindo as informações, aquilo continuava a me incomodar, então resolvi postar algo mais específico para esclarecimentos ou discussões sobre o assunto.
tudo começou quando o leitor do incêndio Rafael Reinehr disse entre outras coisas que: "Nosso papel (de um blog) é encontrar pessoas envolvidas em uma crítica séria e travar contato direto com estas pessoas", veja o comentário completo aqui.
Concordo com quase tudo o que disse Rafael, menos com esta frase.
Acho que o papel de um blog é bem mais "simples" do que sério. O blog é, a meu ver, uma ferramenta de interação, de fácil acesso para propagar pontos de vistas, seja informações "sérias", fofocas, coisas de miguxos, livros, enfim, tudo. O blog serve para dar voz a todos em sua facilidade, dar know how. Deixo bem claro que esta é a minha opinião. Outro texto que se remete a isto é encontrado no excelente blog, ou site, FazSentido.
Acho que, se você busca seriedade deve procurar meios acadêmicos, uma sugestão é o curso de física núclear da UNICAMP-SP.

ps: fazendo um mea culpa: Quando digo ferramenta fácil, digo de forma relativa, alguns blogs são muito complexos e bonitos e eu não me aventuraria em hipótese alguma no pantanoso terreno dos HTML's, coisa que o Pablo perde, digo, gasta horas do seu dia visando deixar o incêndio cada vez melhor, mais organizado para os leitores. E o pior, em minha modesta opinião, é que, em meio de tantos códigos, letras, números, barras o viado consegue o que quer.

ps2: talvez eu não seja a pessoa mais indicada para levantar este debate visto que não sou leitor assíduo da blogosfera, muito pelo contrário, mas, quanto a isso, deixo claro no texto que o assunto abordado serve para "esclarecimentos ou discussões sobre o assunto".

20.8.07

Chamem logo os bombeiros


Um porco da cidade de Hampshire, na Inglaterra ficou preso num atoleiro e não conseguiu sair sozinho, deu trabalho aos bombeiros locais.
Com ajuda de um veterinário, cinco integrantes do corpo de bombeiros deram liberdade ao pobre animal.
Sugiro, em minha modesta opinião que estes caras devem ser contratados pelo Brasil imediatamente, com toda sua guarnição - não que nossos profissionais não sejam qualificados, muito ao contrário, quando mais precisamos eles estão prontamente onde são chamados, nas tragédias, como a do avião da TAM eles se matam de trabalhar, mas, em alguns setores o nosso país precisa desatolar, sair imediatamente da lama. Na polítia, nos três poderes, na polícia e, como tá em moda, na infraero e na ANAC (agencia nacional de aviação civil) precisamos de bombeiros com experiência na arte de desatolar animais.

15.8.07

Lá o buraco é mais embaixo

Caso de influência nos resultados de partidas da NBA é exemplarmente punido.

Crônica baseada numa matéria do G1

Criticar a xenofobia, ou a política norte americana, digo, estadunidense, é uma das coisas que mais faço quando entro em debates sobre a situação global e a influência dos EUA no mundo, mas tenho, às vezes, inveja daquele povo do norte.

Tenho que dar a mão à palmatória quando o assunto é punição. O leitor deste blog que também curte esportes, principalmente futebol, vai entender perfeitamente do que estou falando, e talvez até concordar comigo.

Em 2005, um escândalo envolvendo um dos melhores árbitros brasileiros, o sr Edilson Pereira de Carvalho - réu confesso de influenciar o resultado de sete partidas apitadas por ele e participar de uma banca de apostas - terminou com a anulação dos jogos no Campeonato Brasileiro, vencido pelo Corinthians.

O ex árbitro tupiniquim ficou alguns dias na cadeia e foi banido do futebol, não teve que pagar nada e vive solto e feliz curtindo as maravilhas do Brasil.

Esta semana, um esquema parecido foi desbaratado nos EUA, envolvendo um juiz de primeira linha da NBA - liga profissonal de basquete do país.

O ex-árbitro da NBA Tim Donaghy foi julgado culpado por dois crimes ligados à liga americana de basquete, pela juíza Carol Bagley Amon, da US District Court, nesta quarta-feira. Donaghy responde por fazer parte de um esquema de fraude contra a NBA, crime pelo qual pode pegar até 20 anos de prisão, e por estar metido em apostas na NBA, inclusive em jogos que ele mesmo apitou, o que acumularia mais cinco anos à pena. Ao todo, Tim Donaghy deverá pagar U$ 500 mil em multas, o equivalente a cerca de R$ 1 milhão, e U$ 30 mil em restituição, cerca de R$ 60 mil, diz a matéria da Globo.

Então leitores, reparem as coincidências: o basquete lá é o mesmo que o futebol aqui, os crimes são muito parecidos, mas olha o tratamento dado ao caso num e no outro país! É ou não é substancial a diferença?

Muitos teóricos, como o cientista político estadunidense Stuart Gilman, chefe do programa global de combate à corrupção da ONU, defendem a tese de que a corrupção está intimamente ligada à impunidade, tese que eu, em minha humildade e insignificância, concordo.

Temos que rever em âmbito nacional nosso relacionamento com a questão penal, burocrática e política para tentar melhorar nossa condição de obter justiça, não só em práticas esportivas, como o caso citado, mas na vida social.

vs.

11.8.07

Pensamento

"a gambiarra de hoje é a tecnologia de ponta de amanhã"

e tem um fundo de verdade, kkkkkkkkkk

Hooligans? o problema agora é bem maior

Crônica baseada em matéria do G1, do lado direito do blog.

A torcida de futebol na Inglaterra, que sempre teve fama de violenta, arruaceira e de vandalismo, terá possivelmente uma companhia no mínimo curiosa nos campos do país que inventou o futebol.

Isso porque o grupo radical iraniano Hezbollah pode comprar o time mais rico do país e um dos maiores do mundo, o Manchester United.

A equipe que consagrou David Beckham e que sempre tem em seu elenco vários craques mundiais, atualmente pertence ao americano Malcolm Glazer.

Enquanto no Brasil um clube é patrimônio público, de sua torcida e gerenciado por dirigentes que prestam conta perante à federação de futebol e a justiça federal, lá o patrimônio do clube é particular. O cara é dono da marca, do time, da loja, da tv, de tudo. Não gerencia, é dono.

O grupo iraniano ficou conhecido mundialmente por apoiar a linha dura do presidente do país, Mahmoud Ahmadinejad. Segundo o jornal Inglês "The Sun", o clube também mudaria de nome como relata Mohammad Bagher Kharrazi, secretário-geral do Hezbollah, em declaração publicada pelo tablóide inglês. "Depois que comprarmos o Manchester United, vamos trocar seu nome para Khaybar", diz.

Khaybar fica próximo à cidade sagrada muçulmana de Medina, e foi o local onde Maomé e seus seguidores derrotaram os judeus em 629 d.C.

Não sou contra a presença da religião, nem da política, no esporte. Isso sempre existiu, não com essa força, mas não é novidade. Como exemplo, posso citar outro gigante inglês, o Chelsea, que é sustentado por suspeitos de participar de uma máfia de lavagem de dinheiro na Rússia e tem anistia inglesa.

Sou contra outra coisa; o fato do clube ser de uma pessoa. E a torcida? E a tradição? Mas essa é outra discussão, se é particular qualquer um pode comprar.

A discussão que cabe neste texto é - qual seria o papel político de um clube tão influente no maior aliado dos EUA? Será que estão usando armas culturais, já que matam menos e dão muito mais resultados do que armas de fogo?

Outra coisa, os Diabos Vermelhos, como o time é conhecido, terão que tipo de comportamento? Porque o diabo, pelo que eu saiba, também não crê em Maomé.

6.8.07

Hello Kitty no Congresso Nacional

Na Tailândia agora é assim, policial que não presta um bom serviço à comunidade terá como punição uma faixa rosa estampada com a personagem japonesa "hello kitty" para ser usada sobre o uniforme cinza, que dará contraste a faixa e ênfase a punição.

De acordo com a matéria no portal de notícias da globo G1 - do lado direito do blog - a maioria dos policiais tailandeses ouvidos pelo jornal local dizem que será muito constrangedor usar a faixa rosa, ja que a personagem é muito famosa na Asia e estampa muitas bolsas, papeis de carta e produtos feitos para meninas.

Se a moda pega aqui no ocidente...

Ia ser muito legal ver os carros de polícia pintados como o dos Ursinhos Carinhosos, e os uniformes dos PMs - que não é cinza mas também dá contraste com a tal faixa rosa - mostrando em quem se pode confiar neste serviço tão corrompido no Brasil.

outra idéia que poderia ser apresentada, já que estamos falando de contraste de cores, é estampar a Hello Kity, que também é muito famosa por aqui, nos quase sempre pretos ternos do pessoal do Congresso Nacional. Garanto que pelo menos o Clodovil iria adorar.