27.2.07

Sem limites para o riso

Sugestão para os navegadores de plantão. A companhia de teatro "os melhores do mundo", de Brasília-DF, a cada dia leva mais espectadores às suas apresentações de teatro. Principalmente após a contratação pelo Programa Zorra Total de dois integrantes do grupo, que apresentam o quadro Jajá e Juju.
A pouco tempo atrás descobri o blog desse pessoal, lá eles divulgam sua agenda e se comunicam com suas platéias. Gostei do que vi no blog, muito bem montado.

Fica a sugestão:

http://www.osmelhoresdomundo.com/blog/blog.cfm

O esquete que escolhi para apresentar a companhia aqui no Incêndio é uma "palestra motivacional", como os integrantes classificam. Na minha opinião é um quadro impagável de humor de qualidade e não apelativo, exibido no Programa do Jô, também da Rede Globo.

8.2.07

Banda underground Aura lança primeiro CD


O evento foi marcado por expressões artísticas de vários segmentos


No sábado (27), a banda Aura lançou seu primeiro disco, “Enquanto houver sentimentos... a vontade persiste!”, no Tribu’s Bar.

Com 11 músicas de autoria própria, o CD transmite o sentimento dos quatro integrantes: Walley Santos (guitarra e vocal), David “diOli” (bateria), Sérgio Rodrigo (baixo e vocais) e Flávio Assis (guitarra e vocais). “Trata-se de encontros e desencontros que são passados através das letras e melodias sinceras tentando de alguma forma sintetizar as influências e experiências da banda”, relata diOli.

O grupo possui influências musicais diversificadas, porém, o ponto básico é o rock alternativo, especificamente nos estilos hardcore, post rock e indie rock (abreviatura de rock independente, em inglês). “São várias bandas desse cenário que o Aura leva em suas composições. A referência dos integrantes varia entre Hot Water Music, Sunny Day Real State, Mineral, Paviment, Sonic Youth, Hurtmold”, explica David.

O lançamento do CD contou com várias atividades extras como uma mostra de fotografias de Welber Skaull e diOli; exposição de poesias de Dieter Roos e diOli; fanzines e materiais diversos sobre cultura underground; apresentação de curta-metragens e do documentário Muito Além do Cidadão Kane; além da presença das bandas Poesia do Descontento (Pará de Minas), Incúria, La Sangria e Mull, estas de Divinópolis.

Foram arrecadados no evento realizado no Tribu’s Bar, alimentos não perecíveis, que serão doados a famílias carentes da cidade.

O festival de lançamento do trabalho da Banda Aura foi organizado pelo Coletivo Pulso, que tenta, em cada evento, oferecer arte e contracultura ligados ao movimento underground da região. “A banda, que passou por várias formações, chega a esse trabalho com mais bagagem e maturidade, devido a troca de experiências, vivências e particularidades entre todos os integrantes”, relata o baterista David.



Coletivo Pulso
Coletivo Pulso


O movimento é formado por pessoas interessadas em música, literatura, poesia, quadrinhos, cinema, arte marginal, contracultura e cultura alternativa da cidade de Divinópolis.

São os próprios integrantes do movimento marginal/alternativo que produzem as atividades do Pulso. Bandas, poetas e artistas se reúnem e organizam as atividades. Além da arte, o grupo se preocupa com debates e palestras de variados temas e abre espaço para apresentação de trabalhos de pessoas interessadas de todo o país. “Produção alternativa é toda que é produzida de forma independente, desvinculada a princípio de produções em grande escala, gravadoras, mídias etc. Uma produção alternativa não necessariamente se mostra voltada contra a cultura de massa, sendo portanto cabível ao 'gênero alternativo', tanto a produção que vise mercado, quanto àquela que busque inovar, re-significar valores e se expressar de forma livre e independente”, salienta o baterista do Aura, David. E diz: “O trabalho do Coletivo Pulso não se restringe a determinada expressão artística: Longe de ser apenas um festival de bandas, é fomentador de diversas demonstrações artísticas, para fortalecer o espaço alternativo de modo que cada vez mais idéias e artistas sejam agrupados e possam se expressar de forma livre e desvinculada de interesses e exigências político-religiosas e mercadológicas”.

Bandas de outras regiões do país, reconhecidas internacionalmente, se apresentaram em Divinópolis: Calibre 12, Ação Direta e Sociedade Armada, ambas de São Paulo, são algumas delas.

Os membros do movimento se encontram quinzenalmente para discutir e elaborar os próximos eventos na região. Contatos com a Banda Aura e o Coletivo Pulso são feitos pelo e-mail coletivopulso@yahoo.com.br.

2.2.07

Dia do publicitário

Profissão que cresce na região tem cada dia
mais influência no cotidiano das pessoas

No Brasil, a publicidade começa a ganhar força a partir do século XIX, quando o desenvolvimento econômico, baseado na agro-exportação, faz com que comércios se especifiquem nas grandes capitais.

Atualmente, a criatividade do publicitário brasileiro faz com que o produto, propaganda, nacional seja um dos mais premiados mundialmente. Washington Olivetto e vários nomes da publicidade brasileira podem ser citados como exemplo.

Dia 1º de fevereiro, quinta feira, foi comemorado o dia do publicitário. De acordo com o gerente de marketing da agência divinopolitana Faro Comunicação, Gustavo Bicalho, “a homenagem ao profissional que trabalha nesta área é justa, principalmente quando falamos de interior. Em Divinópolis, e no interior de forma geral, o mercado ainda requer aprimoramento, mas mudou muito em pouco tempo, se desenvolveu, por isso cada vez mais pessoas e empresários notam a necessidade de mostrar sua marca ao seu cliente. Ainda temos grandes dificuldades. A maioria dos comerciantes sabem o que é a publicidade e o marketing, sabem que precisam disso para suas empresas, mas não conseguem vislumbrar benefícios com todo potencial desses estudos”, diz Gustavo.

Bicalho diz que a profissão é desgastada, prostituída, muitas vezes mal vista por empresários, mas que com bons profissionais sendo formados a cada ano, já que na cidade duas faculdades oferecem o curso de publicidade e propaganda, e com o desenvolvimento global do mercado em suas ramificações o publicitário se torna um profissional indispensável a qualquer tentativa mercadológica. “O profissional desta área se depara com um mercado cada vez mais diversificado e, dentro dele, tem que conseguir seu espaço. Antigamente, qualquer pessoa conseguia sucesso empresarial com campanhas 'meia boca', hoje é bem mais complicado, a concorrência é grande. A visão do publicitário como simples modo de alimentar o sistema capitalista de consumo mudou. Não adianta ficar apenas do lado do patrão, a negociação do interesse do produtor com o do consumidor tem que ser feita, por isso o profissional da Publicidade se tornou politizado e, nem sempre, preso somente aos ideais de consumo”, relata o gerente de marketing.

MARKETING EM MÃOS E PUNHOS
Por PABLO PAMPLONA

Seria comum, se não houvesse uma marca. Cotidiano, coisa do dia-a-dia, vemos direto!... mas agora, tem algo diferente – ahh, se tem. Oras, uma mega corporação está assinando aquela ação! Aquilo é propaganda?!

Não seria melhor, se pagassem por uma propaganda na televisão? Outdoors pela cidade, ou duas páginas de um jornal... poderiam atingir uma massa enorme! Esses publicitários estão com um parafuso a menos. Sim, deu a louca. Teatro de rua, grafite, pequenas intervenções na cidade. O tedioso e sempre igual cotidiano de nossa cidade, está sendo quebrado por esses pequenos detalhes.

Como aquele certo dia, que apareceram quatro loucos na cidade de Divinópolis, com seus todos corpos cobertos por uma roupa preta, cheia de pregadores de roupa e palitos de churrasco: e naquele calor do Sol da primavera. Nunca se tinha visto aquilo antes, não por ali. Um espanto, um choque à população, plena terça de manhã. Podemos dizer que eram artistas? Não, eram comunicadores sociais, divulgando o Jornal Vírgula, da FUNEDI/UEMG.

A propaganda está invadindo o meio artístico, mas não só: banheiros públicos, as calçadas, bueiros, ônibus, ou o olho mágico da porta de sua casa. Agora, tudo é alvo para um novo jeito de fazer marketing: a Guerrilha.

O nome é apropriado. São ações diretas, bem direcionadas e posicionadas estrategicamente, a fim de causar estranheza, e persuadir consumidores em potencial. Se “propaganda é a arma do negócio” (Gessinger), o Marketing de Guerrilha (ou propaganda ambiente) pode ser interpretado como punhos e mãos cerradas.

Nesse mundo de informações rápidas, as propagandas convencionais costumam passar despercebidas. São milhares de outdoors pelas cidades, dezenas de spots na televisão, todos passando despercebidos. A poluição visual está pesada e a população, cansada, de tantas imposições. “Compre isso, use aquilo”. A guerrilha traz uma inovação nesse sentido – não é simplesmente propaganda, mas também uma quebra da convencionalidade da sociedade.

Mesmo sendo geralmente barata e de baixo alcance, pode conseguir uma repercussão maior do que a de um spot criativo. A partir do choque que dão ao seu público-alvo, conseguem o boca-a-boca e fidelidade de clientes. Não é algo limitado às pequenas empresas, que não podem pagar por veiculações na televisão. Isso atraiu grandes corporações, como a Nike, Apple, organizações filantrópicas, e até mesmo a Rede Globo.

Não é uma novidade, no mundo das idéias. A guerrilha artística é uma forma de protesto fortíssima, que sempre teve força em grandes cidades. Pixações, graffit, teatro de rua, movimentos sociais, roupagens alternativas, flyers, panfletagem, culture-jamming e outras mídias alternativas, bastante comuns. O que se acrescenta, todavia, é a adaptação dessas formas artísticas e/ou de protesto, ao marketing de marcas e nomes (com ou sem fins lucrativos).

Uma novidade para ser pensada e melhor estudada, no explorar da criatividade de nossa mente. Com a democratização da comunicação que vem acontecendo, deve-se ficar de olho em formas mais inteligentes para passar e repassar informações. Mesmo às vezes em nome do Capital, são meios alternativos, revolucionando o velho e obsoleto esquema Emissor – Receptor da Indústria Cultural.



A todos estudantes e profissionais da área, na pessoa do meu amigo publicitário, co-autor deste texto e incendiário, Pablo Pamplona, desejo longas carreiras de ética e criatividade, afinal, a Propaganda está cada vez mais interativa e presente no cotidiano.