26.1.07

Arte na rua

fotos por Marcelo de Freitas

Exposição na biblioteca pública abre espaço para grafiteiro


O graffite, forma artística de se fazer intervenções urbanas, ganha cada dia mais adeptos em Divinópolis. Escolas, ruas, faculdades e até a Câmara Municipal tem peças deste tipo.

A Biblioteca Municipal Ataliba Lago, em seu calendário cultural de janeiro, abre suas portas para uma exposição de pinturas em látex sobre papel de Eduardo Pix.
Eduardo Rodrigues da Silva, 28, é natural de São Paulo, mas vive em Divinópolis desde 1996. O artista é autodidata. Tudo que aprendeu foi através de leituras sobre o assunto. Pix conta que adora a tranqüilidade de Divinópolis. “Essa cidade me acolheu muito bem, os habitantes daqui são voltados para novidades que aparecem, elogiam quando o trabalho é bem feito. Aqui também não tem tanta manifestação contrária, a liberdade que tenho pra sair pintando é bacana. Isso não ocorre em outras cidades”, diz Eduardo.

Apesar da distinção entre pichadores e grafiteiros o artista usa em seu nome “Pix”, termo que faz referência a pichações, segundo ele, “isto é uma forma de mostrar para todos que não estou preocupado com rótulos”, argumenta.

Ele enaltece a abertura do espaço da biblioteca para suas pinturas. “A mostra Mulheres, em um local central como este, é interessante. Em BH, por exemplo, para divulgar seus trabalhos tem que se ter portfólios e contatos. Aqui não, a chance de divulgar minhas obras apareceu naturalmente e eu espero que muita gente veja o que fiz. Esta mostra é parte de um recomeço em minha carreira. Minha namorada, que sempre se interessou pelo que faço, me surpreendeu com seu livro, Cartas a Theo de Vincent Van Gogh, que mostra as correspondências em que o gênio da pintura contava a seu irmão as dificuldades que passava para continuar pintando. Se ele teve tantas coisas que o atrapalhavam, não vou ser eu a ter um trabalho facilitado. Faço meu trabalho porque me identifico com o que é feito. Já pensei em ganhar dinheiro com isso e seguir esta profissão, mas hoje o que vejo é os prejuízos que tomei com a pintura, mesmo assim continuo a produzir minhas obras”, relata Pix.

Cada quadro exposto na biblioteca tem suas peculiaridades. “Pinto mulheres belas para não as perder de vista. Todas as obras desta exposição contam com mulheres reais. Recorto em jornais, revistas ou vejo na televisão e as desenho. Num dos quadros resolvi pintar minha namorada, Simone, gostei muito do resultado. Em outro, conto a história de um apaixonado que viajou longas distâncias para vislumbrar a mulher amada em um outdoor, e no que mais gostei, faço uma crítica à política, como paródia do quadro que existe na Capela Cistina, onde Deus cia os Homens. Em minha pintura, uma serpente, que representa Satanás, concebe os políticos”, explica o artista.



Biblioteca a todo vapor nas férias

Tânia Santos, coordenadora da Biblioteca Pública Ataliba Lago, conta que, mesmo nas férias, as atividades não param no espaço público. “Temos várias atividades culturais que visam atrair leitores de todas as idades para cá. O Crochê, que funciona toda terça feira, os jogos de tabuleiro – xadrez, damas - e as exposições artísticas e de filmes tem esses objetivos. Adorei a mostra artística que abrimos ao público neste mês, muito bom o trabalho do rapaz. Este espaço serve pra isso. Mostrar a arte das ruas da cidade, abrir aos artistas que não tem grandes oportunidades. È muito bom ver que nossas salas estão cheias nessas férias. Abrimos neste ano também o empréstimo especial, para que a leitura seja feita em casa durante este mês. A criança é um público a se dar mais atenção, pois é nesta fase que o gosto pela leitura deve ser aprimorado”, diz a coordenadora.Tânia nos conta também dos planos para 2007, que incluem a compra de novos livros: “pretendemos pra esse ano adquirir mais títulos e levar a biblioteca às ruas, praças e bairros dessa cidade, seria legal. Eu volto as atividades na Ataliba Lago depois de muito tempo de trabalho na biblioteca comunitária do bairro Danilo Passos. É muito bom estar de volta”, diz Tânia Santos.

22.1.07

_ Um tapa na cara de quem sempre bateu sem pensar. De quem se corrompeu e simbolicamente defende o poder elitista brasileiro. Ao GRANDE JORNALISTA, CINEASTRA e ENLOUQUENTE COMENTARISTA DA REDE GLOBO, Arnaldo Jabor.
Kennedy Dias



O dia em que Arnaldo Jabor se olhou no espelho...
... e se viu.

Por Jorge Filó

Este cordel que apresento
Sem nenhuma pretensão
E mesmo que lhe pareça
Ser verdadeira a versão
Ainda que eu não garanta
É uma mera ficção.

Assim começa o cordel
Justo na reflexão
Tô falando do espelho
Da nossa imaginação
Que as vezes num belo dia
Prega em nós grande lição.

Como se Arnaldo Jabor
Num exame de consciência
Um belo dia acordasse
Com toda sua eloqüência
E em conversa mostrasse
Sua verdadeira essência.

"Caros amigos leitores
Eu sou Arnaldo Jabor
Cineasta e jornalista
Direitista e traidor
Também sou um caga-pau
Xeleleu e delator.

Do clã Roberto Marinho
Sou baba-ovo da hora
Digo só o que eles querem
Creio e nego, sem demora
Sou um neo-liberalista
Por enquanto, ate agora..

Um dia já fui esquerda
Era na luta engajado
No cinema brasileiro
Contestei fui contestado
Hoje meu cinema é outro
Pelo poder fui comprado.

Hoje voto na direita
No maior descaramento
Nego tudo que outrora
Mostrava em meu pensamento
Glauber Rocha tando vivo
Seria o meu tormento.

Mudei de convicções
As antigas companhias
Agora sou um amigo
Das grandes oligarquias
Digo tudo qu`eles mandam
Mentiras, patifarias.

É assim que a coisa anda
É assim que o mundo gira
Sou um lobo carniceiro
A serviço da mentira
Se eu não tirar o meu
Chega outro vem e tira.

Faço uso da palavra
Pra defender meu quinhão
Quero mais é que se fôda
Quem defende esta nação
Meu caviá garantido
Para quê preocupação.

Sou perverso no que digo
E ainda sou respeitado
Pois a mentira é quem dita
Dita por quem ta do lado
Dos grandes exploradores
Do poder televisado.

Faço do verbo navalha
Quero mais é ta por cima
Vai viver sempre enganado
Aquele que subestima
A minha capacidade
De cagar uma obra-prima.

Agora devo ir embora
Meu trabalho me espera
Vou inventar outra estória
Para parecer de Vera
E quem ler sempre acredita
Na minha nova quimera."

Este cordel esquisito
Que acabamos de ler
É fruto do pensamento
Que acabo de escrever
Me chamo Jorge Filó
Em mim você pode crer.

Um forte abraço do poeta Jorge Filó.
Recife - Pernambuco - Brasil

6.1.07

Musica boa e inteligente

Pessoal do Incêndio, venho hoje com uma sugestão, dica de um belo trabalho de nossa amiga Isabella Santos, também estudante de jornalismo.
essa menina, sempre ligada a música, reune em seu blog, mto bacana, por sinal, comentários e textos sobre o assunto. fala da conjuntura atual, novidades e muitas coisas mais

AUMENTEM O SOM
www.vittrolla.blogspot.com