8.10.07

ONG'S versus comercialização

Então, estava eu, tranquilo e sereno trabalhando como em qualquer semana na Camara dos Vereadores de Divinópolis, no encontro regional do PR-MG. Uma ocasião banal, que eu nem sonharia em fazer um tópico incendiário, mesmo eu estando num lugar com diversos alvos, digo, políticos.
Mesmo com tantos políticos, digo, alvos, o que me fez escrever este post foi uma disussão que tive com uma tal de Palmira, moradora da cidade de Itaúna-MG.
Ela tem uma dialétia pessoal interessante para um debate maior. Estavamos conversando num coquetel depois do encontro e ela me disse que criou uma ONG pequena, carregando livros na mochila para estimular a leitura nas comunidades carentes de sua cidade.
Sua iniciativa foi bem sucedida até requerer maiores verbas, mas foi ai que o seu, e o de quase todas as organizações não governamentais, problemas começou.
Com pouco apoio do empresariado, Palmira pensou em recorrer ao apoio político, verbas de políticos, mas os alvos, digo, políticos queriam algo em troca, apoio eleitoreiro, o que acabaria com o sonho de Palmira e deixaria a ONG dela como uma bandeirinha eleitoral barata - foi isso, exatamente, que eu disse a ela.

O engraçado dessa história é que a Palmira tava me falando o quanto é dificil sobrerviver com uma boa idéia sem recorrer a apoio político. Acho que o pensamento de uma ONG tem que ser voltado para o comércio, para não depender dos alvos, digo, políticos eleitoreiros. O greenpeae, vive com sua marca, de uma boa idéia, a ACCCOM, no centro oeste mineiro, comercializa sua boa idéia, qual é a birra dos donos de ONG's quanto a se tornar lucrativo comerialmente?
Essa idéia da Palmiira não é pior que outras, muito pelo contrário, tem uma aceitação social e é relevante. Ela precisa agora, em minha modesta opinião, é desenvolver uma forma de captar doações, recursos para benefício social, a população é solidária e mantém qualquer idéia bem propagada. Criança esperança ou tele tom, estão ai pra confirmar.

9 comentários:

João Barreto disse...

Marcelo, tens que analisar é o papel que as ONG's vem cumprindo. Será coincidêcia o "boom" das ONG's andar junto com o "boom" do Neoliberalismo?

E o Greepeace é uma das maiores lorotas ambientalistas que já vimos.

;)

Pablo Pamplona disse...

Organização não-governamental com ajuda de partido é bem contraditório... mas é bem realidade.

E, sou leigo no assunto, mas... ONGs podem ter fins lucrativos? (em teoria)? Penso que não, só autogestão mesmo.

Pablo Pamplona disse...

Ah! A teoria faz sentido, João...

...desenvolve, por favor? :)

Dgisas disse...

éh, posso dizer que tbem sou leiga no assunto, mas acredito q uma ong devia captar recursos para realizar os seus propósitos e se para isso ela tem q capitar no setor privado ou público, que faça... se for para o bem!
enfim!

estamos sem tempo pra postar lá no (in)violavel, mas logo logo tem outro post..
bjous

carol stary disse...

vender, vender, vender

Marcelo de Freitas disse...

não acho que seja assim carol, to com a de cima.

joao, dw modo algum é coincidencia, ongs a cada dia maios maqueiam interesses maiores, como a eleição de alvos, digo políticos.
acho que para uma ong séria sobreviover é preciso que ela gere rendas para suprir suas necessidades, não para o lucro, mas para a sobrevivência.

joão, a questão do greenpeace pode até ser banal, como achamos, mas eles se mantém, essa é a discussão,
assim como o criança esperança...

carol stary disse...

concordo, é claro, que as ONGs precisem gerar renda de algum modo, mas essa "venda de idéias/ideais" exagerada que algumas delas exercitam é beeem feia, pelo menos eu acho feia.

e outra, falar sobre ONGs em geral é bem complicado, afinal, abrange organizações com fins completamente diferentes.. mas os meios deve sim ser compatível com fins, no mínimo!

carol stary disse...

compatíveis com os fins *

Marcelo de Freitas disse...

então, o que discutimos aqui é o papel da ong para sua sobrevivência, não sua posição ideológica, isto rende outro tópicos, que podem se postados em breve.

agora eu concordo com vc que ongs são diferentes, radicalmente, como o joão expôs em seu comentário, mas este é outro debate