11.8.07

Hooligans? o problema agora é bem maior

Crônica baseada em matéria do G1, do lado direito do blog.

A torcida de futebol na Inglaterra, que sempre teve fama de violenta, arruaceira e de vandalismo, terá possivelmente uma companhia no mínimo curiosa nos campos do país que inventou o futebol.

Isso porque o grupo radical iraniano Hezbollah pode comprar o time mais rico do país e um dos maiores do mundo, o Manchester United.

A equipe que consagrou David Beckham e que sempre tem em seu elenco vários craques mundiais, atualmente pertence ao americano Malcolm Glazer.

Enquanto no Brasil um clube é patrimônio público, de sua torcida e gerenciado por dirigentes que prestam conta perante à federação de futebol e a justiça federal, lá o patrimônio do clube é particular. O cara é dono da marca, do time, da loja, da tv, de tudo. Não gerencia, é dono.

O grupo iraniano ficou conhecido mundialmente por apoiar a linha dura do presidente do país, Mahmoud Ahmadinejad. Segundo o jornal Inglês "The Sun", o clube também mudaria de nome como relata Mohammad Bagher Kharrazi, secretário-geral do Hezbollah, em declaração publicada pelo tablóide inglês. "Depois que comprarmos o Manchester United, vamos trocar seu nome para Khaybar", diz.

Khaybar fica próximo à cidade sagrada muçulmana de Medina, e foi o local onde Maomé e seus seguidores derrotaram os judeus em 629 d.C.

Não sou contra a presença da religião, nem da política, no esporte. Isso sempre existiu, não com essa força, mas não é novidade. Como exemplo, posso citar outro gigante inglês, o Chelsea, que é sustentado por suspeitos de participar de uma máfia de lavagem de dinheiro na Rússia e tem anistia inglesa.

Sou contra outra coisa; o fato do clube ser de uma pessoa. E a torcida? E a tradição? Mas essa é outra discussão, se é particular qualquer um pode comprar.

A discussão que cabe neste texto é - qual seria o papel político de um clube tão influente no maior aliado dos EUA? Será que estão usando armas culturais, já que matam menos e dão muito mais resultados do que armas de fogo?

Outra coisa, os Diabos Vermelhos, como o time é conhecido, terão que tipo de comportamento? Porque o diabo, pelo que eu saiba, também não crê em Maomé.

2 comentários:

Rev. Peterson Cekemp disse...

É complicado mesmo. Talvez seja hora dos muçulmanos usarem das mesmas armas culturais que os americanos. A terceira guerra quente, ou a segunda fria, está só começando...

Marcelo de Freitas disse...

gostei da metáfora amigo