14.3.07

União pela saúde

ACCCOM promoveu o primeiro encontro com secretários de saúde de cidades da região

Na quinta-feira 8 foi realizado no Lions Clube o 1º Encontro de Secretários Municipais de Saúde.

Organizado pela ACCCOM (Associação de Combate ao Câncer do Centro-Oeste de Minas), o encontro teve por objetivo familiarizar as autoridades de saúde e a população das cidades desta região e de outras que solicitam atendimento e mandam seus pacientes para fazer tratamento em Divinópolis.

Estavam presentes o presidente voluntário da Associação, Leides Nogueira da Silva; o coordenador do Hospital do Câncer, dr. Roney Quirino; as médicas oncologistas dra. Aline Lauda Freitas e dra. Angélica Nogueira; o presidente-executivo da Fundação Geraldo Corrêa e coordenador da Ordem Hospitaleira São João de Deus no Brasil, Irmão Augusto Vieira Gonçalves; o coordenador de assistência social da ACCCOM, Osvaldo Batista; o gerente administrativo dr. José Eustáquio Pereira; o deputado estadual dr. Rinaldo Valério e cerca de cinqüenta representantes e secretários municipais de saúde. “A Associação atende a todas as cidades do Centro-Oeste mineiro, além de várias da região do Alto Paranaíba, beneficiando um total de 1.359.000 habitantes, por isso, iniciativas como esta são fundamentais para dar confiança a todos os moradores destas cidades menores, através dos secretários municipais de saúde. A qualidade, referência no Estado, precisa ser conhecida pelas autoridades dos municípios do entorno. Além da transmissão de conhecimento de nossa infra-estrutura, um documento será emitido no fim desta reunião apontando as carências dessa instituição e sugerindo soluções aos governos federal e estadual”, relata Leides Nogueira.

Dr. Roney Quirino criticou a morosidade e a burocracia vigente no país. “Em alguns casos graves, como os atendidos pela ACCCOM, o tempo deve ser bem aproveitado, medidas têm que ser tomadas para agilizar os processos. Assim, conseguiremos a eficácia do atendimento aos pacientes”, explica o médico.

O presidente-executivo do HSJD, Irmão Augusto Vieira Gonçalves, valorizou a realização do evento. “Esta reunião é uma bela iniciativa e ganha ainda mais credibilidade sendo realizada no Dia de São João de Deus, santo português que fundou a Ordem de Hospitais e dedicou sua vida a cuidar dos doentes”.

Doutora Angélica Rodrigues salientou a importância de se prevenir o câncer. Segundo ela, os países que oferecem melhores resultados no combate a essa doença exercem um trabalho constante de prevenção e conscientização. A médica relata que precisa haver grande interação entre prevenção e combate, além de educação continuada, não só da classe médica, mas de estudantes e líderes comunitários.

A ACCCOM tem projetos junto a faculdades da região que, em seu primeiro mês, mostrou resultados acima do esperado no que diz respeito a novos profissionais de várias áreas. Assim a informação e a acessibilidade das pessoas aumentam.

O coordenador de assistência social, Osvaldo Batista, falou que a reunião foi um momento de troca de conhecimentos. “Temos que manter unidos os elos entre todas as cidades em prol da saúde dos habitantes. Estamos sempre disponíveis. Sugiro que venham e tragam as pessoas para conhecer as dependências da ACCCOM, assim a tranqüilidade aumenta, pois todos ficam certos que pacientes serão bem tratados”, relata Osvaldo Batista.


Complexo ACCCOM tem Infra-estrutura modelo


Além de reuniões, o evento contou com a visitação em toda estrutura da Associação. São 1.300 m² construídos e existe projeto de ampliação para 5 mil metros quadrados.

A médica oncologista dra. Aline Lauda Freitas diz que é fundamental ao tratamento do paciente com câncer um acompanhamento social e psicológico. “Não podemos deixar de falar do suporte dado aos pacientes aqui. Em vários casos a importância de nossos profissionais, dentistas, nutricionistas, fisioterapeutas, fonoaudiologistas, psicólogos e tantos outros, se equiparam à função do médico no combate à doença. Também deve ser enaltecido o trabalho de acompanhamento externo, desenvolvido por nossos assistentes sociais e a possibilidade de integração do doente ao meio, com cursos, jogos, bibliotecas, melhorando a qualidade de vida dessas pessoas. Com tamanha potencialidade dessa estrutura é fácil e prazeroso trabalhar”, argumenta dra. Aline.

Os funcionários da captação de recursos da ACCCOM trabalham com metas altas, pois a obra de ampliação está estipulada em R$ 9 milhões.

A coordenadora do setor de marketing e captação de recursos, Dalva de Oliveira, diz que o trabalho na associação é amplo e que não é um simples trabalho para ganhar dinheiro no fim do mês. É a satisfação de cada um dos profissionais em ver essa estrutura grandiosa, e que isso é motivação suficiente. Faz-se um compromisso de alma. “No setor de telemarketing, por exemplo, os funcionários fazem visitas regulares ao hospital. É importante ressaltar que todos são doadores, vestem a camisa da empresa, apóiam essa causa, e, por isso, têm mais facilidade em se relacionar com as pessoas e passar adiante a causa. Além disso, temos a facilitação de doações, por boletos bancários, conta da Cemig e outros. Isso diminui os gastos da ACCCOM e dá credibilidade às doações, que ficam menos sujeitas a desvios”, explica Dalva.

Paula de Oliveira Souza, operadora de telemarketing, argumenta que esse trabalho é uma missão. E diz que algumas pessoas vêem esta profissão como estressante, mas que é muito pelo contrário. Que o povo atende à solicitação das doações com educação, conversa com os profissionais e que cada dia os habitantes estão mais conscientes da importância desse projeto, que tem como objetivo minimizar o sofrimento dos pacientes oncológicos. “Quando ligamos para as pessoas tenho a sensação de que elas abrem o coração, isso é ótimo. Não tenho nada a reclamar, só a agradecer”, diz a operadora de telemarketing.


Conforto aos pacientes oncológicos


Marcos Evangelista Couto é secretário municipal de Saúde da cidade de Araújos. Ele conhecia a estrutura da ACCCOM, mas relata que o encontro com secretários de diversos municípios foi iniciativa proveitosa, não só pelas boas palestras e pela interação com o ambiente, mas para dar maior segurança aos médicos e pacientes. “Às vezes as pessoas não sabem para onde mandar seus pacientes e por isso ficam inseguras. Depender exclusivamente de fazer tratamento em Belo Horizonte causa mais sofrimentos aos doentes, pois as viagens são longas, cansativas. Com a estrutura em Divinópolis todos ficam mais tranqüilos. Tudo é mais perto e as condições são excelentes para a recuperação dos enfermos. Estamos em boas mãos, médicos e pacientes”, fala o secretário.

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