2.2.07

Dia do publicitário

Profissão que cresce na região tem cada dia
mais influência no cotidiano das pessoas

No Brasil, a publicidade começa a ganhar força a partir do século XIX, quando o desenvolvimento econômico, baseado na agro-exportação, faz com que comércios se especifiquem nas grandes capitais.

Atualmente, a criatividade do publicitário brasileiro faz com que o produto, propaganda, nacional seja um dos mais premiados mundialmente. Washington Olivetto e vários nomes da publicidade brasileira podem ser citados como exemplo.

Dia 1º de fevereiro, quinta feira, foi comemorado o dia do publicitário. De acordo com o gerente de marketing da agência divinopolitana Faro Comunicação, Gustavo Bicalho, “a homenagem ao profissional que trabalha nesta área é justa, principalmente quando falamos de interior. Em Divinópolis, e no interior de forma geral, o mercado ainda requer aprimoramento, mas mudou muito em pouco tempo, se desenvolveu, por isso cada vez mais pessoas e empresários notam a necessidade de mostrar sua marca ao seu cliente. Ainda temos grandes dificuldades. A maioria dos comerciantes sabem o que é a publicidade e o marketing, sabem que precisam disso para suas empresas, mas não conseguem vislumbrar benefícios com todo potencial desses estudos”, diz Gustavo.

Bicalho diz que a profissão é desgastada, prostituída, muitas vezes mal vista por empresários, mas que com bons profissionais sendo formados a cada ano, já que na cidade duas faculdades oferecem o curso de publicidade e propaganda, e com o desenvolvimento global do mercado em suas ramificações o publicitário se torna um profissional indispensável a qualquer tentativa mercadológica. “O profissional desta área se depara com um mercado cada vez mais diversificado e, dentro dele, tem que conseguir seu espaço. Antigamente, qualquer pessoa conseguia sucesso empresarial com campanhas 'meia boca', hoje é bem mais complicado, a concorrência é grande. A visão do publicitário como simples modo de alimentar o sistema capitalista de consumo mudou. Não adianta ficar apenas do lado do patrão, a negociação do interesse do produtor com o do consumidor tem que ser feita, por isso o profissional da Publicidade se tornou politizado e, nem sempre, preso somente aos ideais de consumo”, relata o gerente de marketing.

MARKETING EM MÃOS E PUNHOS
Por PABLO PAMPLONA

Seria comum, se não houvesse uma marca. Cotidiano, coisa do dia-a-dia, vemos direto!... mas agora, tem algo diferente – ahh, se tem. Oras, uma mega corporação está assinando aquela ação! Aquilo é propaganda?!

Não seria melhor, se pagassem por uma propaganda na televisão? Outdoors pela cidade, ou duas páginas de um jornal... poderiam atingir uma massa enorme! Esses publicitários estão com um parafuso a menos. Sim, deu a louca. Teatro de rua, grafite, pequenas intervenções na cidade. O tedioso e sempre igual cotidiano de nossa cidade, está sendo quebrado por esses pequenos detalhes.

Como aquele certo dia, que apareceram quatro loucos na cidade de Divinópolis, com seus todos corpos cobertos por uma roupa preta, cheia de pregadores de roupa e palitos de churrasco: e naquele calor do Sol da primavera. Nunca se tinha visto aquilo antes, não por ali. Um espanto, um choque à população, plena terça de manhã. Podemos dizer que eram artistas? Não, eram comunicadores sociais, divulgando o Jornal Vírgula, da FUNEDI/UEMG.

A propaganda está invadindo o meio artístico, mas não só: banheiros públicos, as calçadas, bueiros, ônibus, ou o olho mágico da porta de sua casa. Agora, tudo é alvo para um novo jeito de fazer marketing: a Guerrilha.

O nome é apropriado. São ações diretas, bem direcionadas e posicionadas estrategicamente, a fim de causar estranheza, e persuadir consumidores em potencial. Se “propaganda é a arma do negócio” (Gessinger), o Marketing de Guerrilha (ou propaganda ambiente) pode ser interpretado como punhos e mãos cerradas.

Nesse mundo de informações rápidas, as propagandas convencionais costumam passar despercebidas. São milhares de outdoors pelas cidades, dezenas de spots na televisão, todos passando despercebidos. A poluição visual está pesada e a população, cansada, de tantas imposições. “Compre isso, use aquilo”. A guerrilha traz uma inovação nesse sentido – não é simplesmente propaganda, mas também uma quebra da convencionalidade da sociedade.

Mesmo sendo geralmente barata e de baixo alcance, pode conseguir uma repercussão maior do que a de um spot criativo. A partir do choque que dão ao seu público-alvo, conseguem o boca-a-boca e fidelidade de clientes. Não é algo limitado às pequenas empresas, que não podem pagar por veiculações na televisão. Isso atraiu grandes corporações, como a Nike, Apple, organizações filantrópicas, e até mesmo a Rede Globo.

Não é uma novidade, no mundo das idéias. A guerrilha artística é uma forma de protesto fortíssima, que sempre teve força em grandes cidades. Pixações, graffit, teatro de rua, movimentos sociais, roupagens alternativas, flyers, panfletagem, culture-jamming e outras mídias alternativas, bastante comuns. O que se acrescenta, todavia, é a adaptação dessas formas artísticas e/ou de protesto, ao marketing de marcas e nomes (com ou sem fins lucrativos).

Uma novidade para ser pensada e melhor estudada, no explorar da criatividade de nossa mente. Com a democratização da comunicação que vem acontecendo, deve-se ficar de olho em formas mais inteligentes para passar e repassar informações. Mesmo às vezes em nome do Capital, são meios alternativos, revolucionando o velho e obsoleto esquema Emissor – Receptor da Indústria Cultural.



A todos estudantes e profissionais da área, na pessoa do meu amigo publicitário, co-autor deste texto e incendiário, Pablo Pamplona, desejo longas carreiras de ética e criatividade, afinal, a Propaganda está cada vez mais interativa e presente no cotidiano.

Um comentário:

Diego disse...

Adorei o blog de vocês. Ótima proposta, e MUITO bem escrito!

Parabéns! Já está nos meus feeds! :)