28.12.07

eleição dos piores do ano

O site kibeloco, um dos melhores da net, que eu indico para todos pois sempre é atualizado com humor inteligente e conhecimento político, está realizando, a exemplo de 2006, a eleição dos piores do ano em várias categorias como ator/atriz, cantor(a), esporte, política, mico do ano e outras.
A eleição critica segmentos da tv e da política nacional, como o site. Então, parafraseando o responsável pelo kibeloco, Antônio Tarbet, "Vote consciente e faça justiça. Não podemos deixar passar a única votação do Brasil na qual o eleitor é quem f... o candidato".

o incêndio propaga e sugere que seja feita a democracia

1.12.07

Desabafo de mais um grupo marginalizado

Dj's e pessoas sérias que sabem se divertir em raves podem ficar sem festas no estado

Por causa do acúmulo de drogas em festas rave, denunciado na mídia nacional, os promotores públicos (mais uma vez eles. Quero deixar bem claro que não é perseguição contra a classe, mas de novo precisam de travesseiros as cabeças do século), estão querendo dizimar as festas rave no estado.
leia abaixo o desabafo do DJ TIDUS sobre o assunto:

Absurdo!

Estão vinculando o uso de drogas a um estilo musical e a uma expressao corporal que é sadia!

Estou indgnado com umas materias que têm saido nas midias sobre essas festas rave. Estão dizendo que lá é o paraiso da perdição, das drogas sintéticas e de demais coisas que são prejudiciais a sociedade.
Tá, que tem droga eu acredito, como tem em todo lugar... e isso nunca vai acabar... nao adianta legalizar, nao adianta ensinar na escola, isso é hipocrisia, e quem prega o fim das drogas é, no minimo, demagôgo! A midia estaria explorando o lado negativo de um segmento de entretenimento pra causar terrorismo entre os desenformados sobre essa vertente de festa de música eletrônica. Estamos cientes que pessoas mal intensionadas, FANFARRONAS, estao aproveitando dessas festas pra fazer mil loucuras. e denegrir o nome e o estilo. Também agridem a própria saúde e a mente, mas nao é a maioria, e nao se deve generalizar... certo doutores em ética social?
Nao se deve generalizar! Nestes eventos também tem gente legal/sadia/inteligente. Somos contra os vicios, todos os vicios. Sabemos o mal que as drogas fazem ao organismo e à sociedade, mas, uma coisa não tem nada a ver com a outra.
Até parece que só se consome droga em rave, que trance é musica de malandro. NÁO É, PORRA!!!
O que acho pior em tudo isso é que esse estilo de musica esta começando a ser marginalizado, sofrendo preconceito, e, se continuar assim, acabam as raves e as festas de música eletrônica. E depois, o que mais vão detonar? A culpa é das drogas? A gente sabe que sim e também que não, afinal uma balinha inanimada não tem ação sozinha, precisa de alguém pra consumí-la.
Entao, meninos e meninas OPEN YOUR EYES, OPEN YOUR MIND!!!


veja mais do trabalho e das idéias de Tidus

28.11.07

nem papai noel acredita

Pois é amigo leitor. Ontem estava eu, tranquilo e sereno, em meu trabalho quando me chega um velhinho branquelo e barbudo pedindo com educação e calma um exemplar da última edição do Jornal Magazaine (local que eu trabalho). Disse a ele com toda a calma do mundo que não haviam jornais na redação pois todos ainda estavam nas bancas e que nem a equipe da redação havia recebido seu exemplar. Ele então, deixando o ar calmo de lado, me disse que um pequeno texto dele foi publicado e que queria ver e mostrar aos amigos, afinal o cara fez um agradecimento, pois está sendo o papai noel de um estabelecimento comercial na cidade. O "bom velhinho", por fim, me chamou de mentiroso, virou as costas e saiu.

Minha alma está perdida, nem papai noel acredita mais em mim. Tenho que parar de ofender a religião - não a religiosidade, que eu respeito muito -, se não daqui a pouco chega o coelhinho da páscoa me batendo. Acho até que não vou ganhar presente neste natal.


abaixo segue um pedido ao responsável por este layout bacanão.


Venho por meio desta, solicitar de vossa senhoria que adicione ao lado direito da tela, junto com logomarcas parcialmente incendiadas, a cabeça de papai noel. Além de uma briga pessoal esta é, a meu ver, uma crítica pesada a um sistema que ninguém contesta.

certo de sua compreensão desde já agradeço

atenciosamente e muito formalmente:

Marcelo de Freitas

22.11.07

Professores, policiais e motoristas de ônibus

A princípio nada tem a ver estas três profissões, mas numa discussão com meu grande amigo Boruno fiz uma alusão a casos de alguma semelhança.


Não vou falar de violência, como no sequestro do ônibus linha 174 no Rio de Janeiro, que, por erro da polícia, uma professora morreu e causou comoção nacional.

Quero falar de pagamentos, salários. Quanto as duas primeiras classes, sempre se vê na mídia algo de mobilização sindical para aumento de salários para as profissões, de tamanha importância para a sociedade. No caso dos acadêmicos, são pelo menos quatro anos de estudo para um curso superior que capacite o profissional a dar aulas, não acredito que o profissional formado não saiba das injustiças sociais que a classe é vítima. Resumindo, o profissional formado sabe que em muitas das vezes vai entrar numa fria e receber pouco por isso. O outro caso, que não pode ser descartado é que muitos professores perderam de cara o jogo para a injustiça social e não tiveram chance de fazer um curso superior. Nem por isso são menos dedicados ao aprendizado dos alunos. Quero chegar num ponto crucial, relativizar os efeitos da ideologia pessoal, do dom. Se não todos, a maioria do docente brasileiro sabe o terreno pantanoso que está pisando, e mesmo assim pisa.

Quanto aos policiais, pior. Como disse no início, não é raro ver greves e paralizações por melhores salários e condições de trabalho, mesmo asim muitos se espremem em filas quando sai concurso público da PM. todos querem a comodidade de um emprego público, o fato de se ter um segurança maior em não ser demitido é realmente tentador. Mas o salário e as condições de trabalho; bem, acho que não preciso falar nada. Aqui também as pessoas sabem onde colocam o bedelho, e mesmo assim colocam.

Isso tira o direito que ambos têm de reivindicar melhores condições? Absolutamente não, mas a luta é bem maior para uma vida justa e digna, e não dá pra ficar só reclamando da vida. Acredito no dom de profissionais, tanto de bons professores quanto de bons policiais.

E o que tem o motorista de ônibus a ver? calma gente, ewu ainda não estou tão doido.
Aqui na minha doce e pacata divinóia tambem não é raro vermos o sindicato dos trabalhadores em transporte rodoviario de Divinópolis (SINTTRODIV) querendo aumento e melhores condições.

A diferença crucial é que agora os motoristas se rebelaram contra a principal empresa da cidade. É muito raro ver novas admissões de quem tem carteira D ou E. A empresa ja apelou para os sem experiência, mas nem assim aparecem. Falta condutores e os que trabalham frequentemente fazem hora extra, até dobram o turno, pois dá pra faturar mais.

A conclusão que tiro disso é que a inocência não existe mais, todos sabem o que querem e fazem escolhas para tentar atingir, mas o sistema reprime. Aprendi, em meus caminhos, e agora com os motoristas de ônibus que nem tudo é bosta, que dá pra criar armas contra a repressão. Aposto que os patrões ja querem rever o que foi negado no passado, afinal quem dirige a empresa, literalmente, são os motoristas (e isso é igual em quase toda profissão).

19.11.07

Outro ponto de vista


Pupolação, sempre acostumada com verdades de políticos da nossa região se depara com a dialética



Uma manifestação em frente a casa do legislativo chamou atenção de várias pessoas que passavam pelo quarteirão fechado da rua São Paulo, terça feira, 30 de outubro na pacata, de atividade reacionária, Divinópolis. O autor, José Venâncio Amaral, membro da frente popular compromisso com Divinópolis e presidente do bairro Itaí, mostra num painel a recente história política deste município.
A campanha de eleição do atual prefeito Demétrius Pereira (PSC) e o posicionamento dos vereadores quanto a questão do projeto de lei EM-061, que visava terceirizar os serviços de água e esgoto desta cidade.
José Venâncio, que criticou duramente os vereadores em pronunciamento na Câmara Municipal, de onde saiu algemado e foi proibido de usar a tribuna livre da Casa do legislativo, por ordem do atual presidente da Casa, Milton Donizete (PRTB), tem mesmo algo a dizer.
"Em 1996 cerca de 900 crianças que iam com freqüência ao parque florestal do gafanhoto, onde funcionava um zoológico, corriam perigo. Os cadeados dos animais que ficavam expostos à população estavam comprometidos e o risco de acidentes fatais era iminente, além disso, felinos perigosos como onças e gatos do mato ficavam sem alimentação por vários dias. Dentre estas crianças, que eu não conheço e nunca vi, estava meu filho, que na época tinha 8 anos. Eu comecei a zelar por estas crianças, protegê-las sem aparecer. Quando descobriram fui ameaçado e sofri alguns atentados. Parece que muitas pessoas do ramo político desta cidade não se interessam de fato com a população, mas sim com seus avanços na carreira. Daí pra frente, resolvi deixar as claras as iniciativas escusas de várias pessoas envolvidas na vida pública de Divinópolis através de vídeos. Não estou fazendo nada demais, é minha obrigação tentar esclarecer fatos que são de interesse público", relata José Venâncio.
O lider comunitário coleciona uma série de quatro vídeos produzidos e dirigidos por ele intitulados "Domínio de Canalhas". Segundo ele, os vídeos contam a história desta cidade desde sua fundação, mas dão ênfase no processo de corrupção e roubalheira que a cidade se transformou. "A corrupção em Divinópolis ficou clara no ano de 1982, quando tomou posse como prefeito deste município o atual vereador Aristides Salgado. Este homem fez negociatas, que visavam economizar dinheiro público, mas só gastava mais verbas sem necessidades. Um caso importante foi a terceirização do serviço de coleta de lixo. A prefeitura gastava cerca de 48 mil reais e passou a gastar 150 mil. Que economia é essa?", questiona José Venâncio.
O que mais pesa nas criticas do presidente do bairro Itaí contra Aristides, porém, não é a má administração da verba pública. Segundo ele este mau hábito dos políticos não é exclusividade dele. Todos os gestores municipais tem suas falhas neste quesito. "Atualmente pouquíssimos políticos do cenário municipal são dignos do meu apoio - posso citar dois vereadores que ainda mereçem meu respeito: Anderson Saleme (PR) e Adair Otaviano (PAN) -, mas a questão que envolve o grupo que fazia parte da administração de Aristides, dentre eles, o atual engenheiro João Daldegan e o secretário municipal Mendhelson Nogueira é maior. As queixas são de suborno, emboscadas para acabar com minha vida, envolvimento no assassinato de uma criança mendiga em 1988, em véspera de eleições e omissão na questão do parque florestal, que poderia acarretar na morte de centenas de crianças em 1996, também em véspera de eleições. As mortes seriam armas para sensibilizar a opinião pública e a imprensa local, tirar o foco de um político destruir a carreira dele para fortalecer o grupo. Tudo isso pode ser comprovado em meus filmes.
Quanto a participação de Aristides nos esquemas, não posso comprovar que ele tinha conhecimento, mas o grupo dele tinha, e iria se beneficiar de todas as formas com as sucessivas emboscadas e armadilhas contra a população divinopolitana. Eu passei a ser taxado de louco porque era perigoso, teriam que me matar, e tentaram por sete vezes, para fazer queima de arquivo", denuncia José Venâncio Amaral.
Os vereadores elogiados por Venâncio mantiverm a cautela ao se pronunciarem quanto aos depoimentos. Anderson Saleme diz estar orgulhoso de merecer elogios de uma figura polêmca na cidade. "fico orgulhoso ao receber elogios de qualquer cidadão, demostra que meu trabalho gera frutos, mas é estranha esta situação. Político nenhum presta, só o Anderson e o Adair, acho que não é bem assim, mas agradeço os elogios", comenta.
Adair Otaviano retribui ao líder comunitário. segundo ele, "se trata de uma figura pública interessante, que briga por interesses sociais. ainda não entrou, de fato, na carreira de político, não sei se por falta de chance ou de motivação. Todo mundo acerta e erra na vida e ele continua tentando melhorar a condição social da população", elogia Adair Otaviano.
São quatro filmes de Venâncio que contam histórias escusas do Parque Florestal do Gafanhoto, do Aeroporto Brigadeiro Cabral, de Empreiteiras da cidade e do Rio Itapecerica, respectivamente. A série "domínio de canalhas" em breve contará com mais um vídeo, sobre o projeto de lei EM-061 e a participação política no esquema do esgoto. Os quatro vídeos são comercializados pelo autor e custam cinco reais cada.
Não podemos cair no erro da verdade absoluta em acreditar exclusivamente nisso ou naquilo, mas esta é uma outra visão, que provavelmente nunca teríamos, e por isso, merece respeito.
A repercussão de seus videos ja pode ser ouvida na cidade em alghuns veículos de comunicação e nas ruas.
as críticas foram feitas e são pesadas, vamos ver o seguimento da novela, afinal tem eleição municipal em 2008.
Brevemete postarei os vídeos aqui no Incêndio

5.11.07

CPMF não

ainda bem que nós, travesseiros, ainda não podemos abrir conta em banco

TRAVIS, O TRAVESSEIRO CONFIDENTE
Como o Marcelo, meu dono, disse a mim e a alguns amigos em debates políticos assas inteligentes, em determinados momentos poderemos precisar da ajuda de todos.

vejo isso perfeitamente, recortando meu objeto na discussão política. A esquerda, simplista, não aceita a direita e a direita, igualmente simplista, não aceita a esquerda.
Em determinados momentos um apenas ressalta o dito do outro, mas, por preconceito, lutam com diferentes armas e não chegam a resultado nenhum.
Um destes momentos em que todos, a ampla maioria, falam a mesma língua é visto na atual luta contra a CPMF (contribuição provisória sobre a movimentação financeira), em outras palavras, um sanguessuga fiscal que bebe uma pequena parte do seu dinheiro quando você faz o que for com ele.

Depositou, paga, sacou, paga, extrato, saldo, transferência... impreterivelmente você paga.
Este ano, algumas pessoas começaram a levantar a voz contra este tributo que não escolhe cor, credo, raça ou sexo, atinge a todos. Os empresários perderam a paciência e agora dizem que a luta é do povo. Utilizam do povo para resolver problemas seus, sempre foi assim.
Sidicatos de empresários pressionam o governo, e os bancários, e contam com ajuda da população, opinião pública, para rechaçar a tal contribuição provisória. Os bancários, é claro, querem que ela seja permanente.
Na semana passada, foi realizado no parque do Ibirapuera em São Paulo, um grande evento, gratuito, contra a CPMF. Organizado por grandes empresários e com participação de "artistas" como Zezé di camargo e Luciano, CPM 22 e outros.
Olha que lixo, isso tudo para convocar a população para a luta pelos seus direitos. Muito bem bolado, concordam? Como se alguem se preocupasse com isso.
Mas, como disse no início, por mais que saibamos dos reais interesses das elites, que, neste caso, se encontram com os da população, e isso é muito bem propagado, deve se render apoio a esta causa. O que todos fazem com o seu suado dinheirinho rende bons frutos a algum enternado que fez administração e hoje esta sentado numa cadeira acolchoada num escritório com ar condicionado tomando seu black lable e apenas olhando os números de sua conta corrente crescerem cada vez mais - olhando num programa especial, com senha, para não pagar CPMF.

8.10.07

ONG'S versus comercialização

Então, estava eu, tranquilo e sereno trabalhando como em qualquer semana na Camara dos Vereadores de Divinópolis, no encontro regional do PR-MG. Uma ocasião banal, que eu nem sonharia em fazer um tópico incendiário, mesmo eu estando num lugar com diversos alvos, digo, políticos.
Mesmo com tantos políticos, digo, alvos, o que me fez escrever este post foi uma disussão que tive com uma tal de Palmira, moradora da cidade de Itaúna-MG.
Ela tem uma dialétia pessoal interessante para um debate maior. Estavamos conversando num coquetel depois do encontro e ela me disse que criou uma ONG pequena, carregando livros na mochila para estimular a leitura nas comunidades carentes de sua cidade.
Sua iniciativa foi bem sucedida até requerer maiores verbas, mas foi ai que o seu, e o de quase todas as organizações não governamentais, problemas começou.
Com pouco apoio do empresariado, Palmira pensou em recorrer ao apoio político, verbas de políticos, mas os alvos, digo, políticos queriam algo em troca, apoio eleitoreiro, o que acabaria com o sonho de Palmira e deixaria a ONG dela como uma bandeirinha eleitoral barata - foi isso, exatamente, que eu disse a ela.

O engraçado dessa história é que a Palmira tava me falando o quanto é dificil sobrerviver com uma boa idéia sem recorrer a apoio político. Acho que o pensamento de uma ONG tem que ser voltado para o comércio, para não depender dos alvos, digo, políticos eleitoreiros. O greenpeae, vive com sua marca, de uma boa idéia, a ACCCOM, no centro oeste mineiro, comercializa sua boa idéia, qual é a birra dos donos de ONG's quanto a se tornar lucrativo comerialmente?
Essa idéia da Palmiira não é pior que outras, muito pelo contrário, tem uma aceitação social e é relevante. Ela precisa agora, em minha modesta opinião, é desenvolver uma forma de captar doações, recursos para benefício social, a população é solidária e mantém qualquer idéia bem propagada. Criança esperança ou tele tom, estão ai pra confirmar.

22.9.07

Divinóiacity

Site de pesquisa na internet tem alguns conceitos fenomenais desta cidade

Se eu falar em wikipedia todos conhecem, não há quem ainda não recorreu a alguma ajudinha deste site.
O que o povo pode não conhecer é o seu primo pobre, o desciclopédia, fui informado deste endereço pela minha patroa, Cibele Leite, e achei fantástico, principalmente quando estes fenomenais teóricos se remetem a nossa "querida cidade de divinóiacity".

Quero que prestem atenção na crítica que fazem a nossa mania de grandeza.

ps: digo nossa pois mesmo assim tenho orgulho de viver nesta cidade que é a melhor do mundo, kkkkkkkkkk

Só faltava essa mesmo


Quando o Arnold esuasnêga ganhou a eleição para governador de um dos maiores centros eleitorais dos Eua, a Califórnia, a gente ria dizendo da banalização daquele povo. Mas, como todo produto estadunidense vira febre mundial, contamos com nossos elementos na política também. Frank Aguiar, o cãozinho dos teclados é só um infeliz exemplo.

A última "estrela" que vai se entrelaçar na política é o "cantor" Leonardo (se é que podemos dizer que ele é cantor).

E o cara é humilde mesmo, já quer entrar como governador, assim como o modelo americano

Acredite se quiser.

piadinha maldosa

Puteiro


Um jornalista do Correio Brasiliense descobre que existe um puteiro em
Brasília à qual vão todos os políticos e decide investigar.
Fala com a cafetina e pergunta:
-FHC vinha aqui?
-Sim, claro! Dava gosto, um cavalheiro. As melhores meninas, o melhor
champanhe, as melhores gorjetas. Cada vez que vinha, era uma festa.
-Guido Mantega vem?
-Sim! Mas não é a mesma coisa. Sempre pede desconto, nunca pede champanhe,
pede
guaraná, nunca está de acordo com a conta, sempre se queixa e nos
ameaça com mais impostos.
-Gabeira, também vem?
-Sim, mas não procura meninas e sim meninos.
-E a Dilma?
-Bem, essa é o contrário; procura meninas e não meninos.

-E o Lula?

-Também vem, mas esse fica só um pouquinho. Entra, dá um beijo na mãe
e vai logo embora.

mto boa, tem q ser mto fdp mesmo pra fazer tanta merda, coitada da sertaneja que pariu o mula

7.9.07

Independência? Qual?

ta todo mundo de piada comigo não é? do que estão falando?

Aconteceu hoje, sexta feira sete de setembro, em todo o país, uma das piores datas a serem comemoradas em um ano a meu ver. O dia da independência.
Marcado por desfiles em todo o Brasil, sendo que, na capital Brasília, cerca de sete mil pessoas na Esplanada dos Ministérios e um público de mais de trinta mil heróis fizeram o evento. O desfile começou com uma ausência sentida, a do presidente do senado, Renan Calheiros, envolvido em vários escândalos no último ano. Renan não deve mesmo ter muito o que comemorar, nem eu, mas vamos deixar discussões partidárias para outra ocasião "menos importante". Como disse, tirando o fato de termos um feriado prolongado, não vejo nada a ser comemorado nesta data. Veja todos os detalhes da "festa".
Para iniciar o assunto, falemos um pouco de história. O ato libertário do então imperador Dom Pedro I - discutível, mas também não vem ao caso -, fez com que uma grande teia de acontecimentos desse origem a mais um país no mapa mundi. Porém, a meu ver, um país que se orgulha de ser livre desde aquela época (como pode ser visto no artigo primeiro da primeira constituição do Brasil "O Império do Brasil é a associação política de todos os cidadãos brasileiros. Eles formam uma Nação livre e independente, que não admite com qualquer outra laço algum de união ou federação, que se oponha à sua independência." (sic.)) tem que exercer, promover e agir de forma livre, como nos recentes exemplos do Brasil ao declarar sua auto suficiência na produção de petróleo, deixando de se dirigir por interferências dos mercados produtores do ouro preto, ou em pagar totalmente a dívida com o FMI - Fundo Monetário Internacional - que também regulava vários setores de nossa política, principalmente econômica.
Quando não agimos de forma a concretizar a proposta de Dom Pedro, a soberania nacional, liberdade política, como na maioria das vezes, sofremos várias restrições de outras políticas, de outros povos e outras culturas que também buscam cotidianamente a liberdade. Dentro deste aspecto a discussão proposta é: O que seria a independência, soberania nacional?
Numa época onde a miscigenação em todos os aspectos é indiscutível, onde debatemos fenômenos como a globalização, fica um pouco mais complicado achar nosso objeto de debate, mesmo se tratando de políticas nacionais ou econômicas, que só deveriam ser interessantes para o país, como diz a constituição. Porém, num contexto de competição acirrada - principalmente no comércio -, saber fiscalizar o que um outro país faz é estratégia quase indispensável a todos.
Isto, falando em proporções macro, reflete cotidianamente na questão individual, micro. A economia da ampla maioria do globo é regida por ações transnacionais, o capital, que não tem fronteiras, tem poder em todo o mundo, ações na bolsa de NY, maior do mundo, interferem na política nacional em exemplos como reunião mensal do COPOM - Conselho de Política Monetária -, que, dentre outras coisas, calcula a taxa de juros do país e a cotação da moeda nacional, real, em relação ao resto do mundo. Como se falar em soberania ou liberdade nacional?
Com que cara todos comemoram a independência se, em escala macro ou micro estamos sempre presos, mais e mais às rédeas de um sistema global?
Não quero aqui levantar a polêmica de sistemas, mesmo fazendo críticas severas ao Capitalismo, não tenho razões para acreditar que seria diferente no Socialismo ou em qualquer outra coisa que estivesse em vigor no planeta.
Só quero saber o que estão comemorando para me alegrar também. Se o fato de sermos livres e soberanos é lógico e indiscutível pra tanta gente por que me causa tanta revolta e tantos questionamentos?

30.8.07

teorizando: qual é o fundamento, papel de um blog?

Pra que ele serve, afinal?

Antes de começar, digo que meu objetivo, a princípio, não é o confronto teórico, ideológico, mas sim debater a questão prática. em outras palavras: Prefiro a luta armada.

Em postagem anterior, uma discussão sobre o papel de um blog foi levantada, mas como se tratava de um desabafo do amigo incendiário Pablo Pamplona resolvi não me meter demais. Digerindo as informações, aquilo continuava a me incomodar, então resolvi postar algo mais específico para esclarecimentos ou discussões sobre o assunto.
tudo começou quando o leitor do incêndio Rafael Reinehr disse entre outras coisas que: "Nosso papel (de um blog) é encontrar pessoas envolvidas em uma crítica séria e travar contato direto com estas pessoas", veja o comentário completo aqui.
Concordo com quase tudo o que disse Rafael, menos com esta frase.
Acho que o papel de um blog é bem mais "simples" do que sério. O blog é, a meu ver, uma ferramenta de interação, de fácil acesso para propagar pontos de vistas, seja informações "sérias", fofocas, coisas de miguxos, livros, enfim, tudo. O blog serve para dar voz a todos em sua facilidade, dar know how. Deixo bem claro que esta é a minha opinião. Outro texto que se remete a isto é encontrado no excelente blog, ou site, FazSentido.
Acho que, se você busca seriedade deve procurar meios acadêmicos, uma sugestão é o curso de física núclear da UNICAMP-SP.

ps: fazendo um mea culpa: Quando digo ferramenta fácil, digo de forma relativa, alguns blogs são muito complexos e bonitos e eu não me aventuraria em hipótese alguma no pantanoso terreno dos HTML's, coisa que o Pablo perde, digo, gasta horas do seu dia visando deixar o incêndio cada vez melhor, mais organizado para os leitores. E o pior, em minha modesta opinião, é que, em meio de tantos códigos, letras, números, barras o viado consegue o que quer.

ps2: talvez eu não seja a pessoa mais indicada para levantar este debate visto que não sou leitor assíduo da blogosfera, muito pelo contrário, mas, quanto a isso, deixo claro no texto que o assunto abordado serve para "esclarecimentos ou discussões sobre o assunto".

20.8.07

Chamem logo os bombeiros


Um porco da cidade de Hampshire, na Inglaterra ficou preso num atoleiro e não conseguiu sair sozinho, deu trabalho aos bombeiros locais.
Com ajuda de um veterinário, cinco integrantes do corpo de bombeiros deram liberdade ao pobre animal.
Sugiro, em minha modesta opinião que estes caras devem ser contratados pelo Brasil imediatamente, com toda sua guarnição - não que nossos profissionais não sejam qualificados, muito ao contrário, quando mais precisamos eles estão prontamente onde são chamados, nas tragédias, como a do avião da TAM eles se matam de trabalhar, mas, em alguns setores o nosso país precisa desatolar, sair imediatamente da lama. Na polítia, nos três poderes, na polícia e, como tá em moda, na infraero e na ANAC (agencia nacional de aviação civil) precisamos de bombeiros com experiência na arte de desatolar animais.

15.8.07

Lá o buraco é mais embaixo

Caso de influência nos resultados de partidas da NBA é exemplarmente punido.

Crônica baseada numa matéria do G1

Criticar a xenofobia, ou a política norte americana, digo, estadunidense, é uma das coisas que mais faço quando entro em debates sobre a situação global e a influência dos EUA no mundo, mas tenho, às vezes, inveja daquele povo do norte.

Tenho que dar a mão à palmatória quando o assunto é punição. O leitor deste blog que também curte esportes, principalmente futebol, vai entender perfeitamente do que estou falando, e talvez até concordar comigo.

Em 2005, um escândalo envolvendo um dos melhores árbitros brasileiros, o sr Edilson Pereira de Carvalho - réu confesso de influenciar o resultado de sete partidas apitadas por ele e participar de uma banca de apostas - terminou com a anulação dos jogos no Campeonato Brasileiro, vencido pelo Corinthians.

O ex árbitro tupiniquim ficou alguns dias na cadeia e foi banido do futebol, não teve que pagar nada e vive solto e feliz curtindo as maravilhas do Brasil.

Esta semana, um esquema parecido foi desbaratado nos EUA, envolvendo um juiz de primeira linha da NBA - liga profissonal de basquete do país.

O ex-árbitro da NBA Tim Donaghy foi julgado culpado por dois crimes ligados à liga americana de basquete, pela juíza Carol Bagley Amon, da US District Court, nesta quarta-feira. Donaghy responde por fazer parte de um esquema de fraude contra a NBA, crime pelo qual pode pegar até 20 anos de prisão, e por estar metido em apostas na NBA, inclusive em jogos que ele mesmo apitou, o que acumularia mais cinco anos à pena. Ao todo, Tim Donaghy deverá pagar U$ 500 mil em multas, o equivalente a cerca de R$ 1 milhão, e U$ 30 mil em restituição, cerca de R$ 60 mil, diz a matéria da Globo.

Então leitores, reparem as coincidências: o basquete lá é o mesmo que o futebol aqui, os crimes são muito parecidos, mas olha o tratamento dado ao caso num e no outro país! É ou não é substancial a diferença?

Muitos teóricos, como o cientista político estadunidense Stuart Gilman, chefe do programa global de combate à corrupção da ONU, defendem a tese de que a corrupção está intimamente ligada à impunidade, tese que eu, em minha humildade e insignificância, concordo.

Temos que rever em âmbito nacional nosso relacionamento com a questão penal, burocrática e política para tentar melhorar nossa condição de obter justiça, não só em práticas esportivas, como o caso citado, mas na vida social.

vs.

11.8.07

Pensamento

"a gambiarra de hoje é a tecnologia de ponta de amanhã"

e tem um fundo de verdade, kkkkkkkkkk

Hooligans? o problema agora é bem maior

Crônica baseada em matéria do G1, do lado direito do blog.

A torcida de futebol na Inglaterra, que sempre teve fama de violenta, arruaceira e de vandalismo, terá possivelmente uma companhia no mínimo curiosa nos campos do país que inventou o futebol.

Isso porque o grupo radical iraniano Hezbollah pode comprar o time mais rico do país e um dos maiores do mundo, o Manchester United.

A equipe que consagrou David Beckham e que sempre tem em seu elenco vários craques mundiais, atualmente pertence ao americano Malcolm Glazer.

Enquanto no Brasil um clube é patrimônio público, de sua torcida e gerenciado por dirigentes que prestam conta perante à federação de futebol e a justiça federal, lá o patrimônio do clube é particular. O cara é dono da marca, do time, da loja, da tv, de tudo. Não gerencia, é dono.

O grupo iraniano ficou conhecido mundialmente por apoiar a linha dura do presidente do país, Mahmoud Ahmadinejad. Segundo o jornal Inglês "The Sun", o clube também mudaria de nome como relata Mohammad Bagher Kharrazi, secretário-geral do Hezbollah, em declaração publicada pelo tablóide inglês. "Depois que comprarmos o Manchester United, vamos trocar seu nome para Khaybar", diz.

Khaybar fica próximo à cidade sagrada muçulmana de Medina, e foi o local onde Maomé e seus seguidores derrotaram os judeus em 629 d.C.

Não sou contra a presença da religião, nem da política, no esporte. Isso sempre existiu, não com essa força, mas não é novidade. Como exemplo, posso citar outro gigante inglês, o Chelsea, que é sustentado por suspeitos de participar de uma máfia de lavagem de dinheiro na Rússia e tem anistia inglesa.

Sou contra outra coisa; o fato do clube ser de uma pessoa. E a torcida? E a tradição? Mas essa é outra discussão, se é particular qualquer um pode comprar.

A discussão que cabe neste texto é - qual seria o papel político de um clube tão influente no maior aliado dos EUA? Será que estão usando armas culturais, já que matam menos e dão muito mais resultados do que armas de fogo?

Outra coisa, os Diabos Vermelhos, como o time é conhecido, terão que tipo de comportamento? Porque o diabo, pelo que eu saiba, também não crê em Maomé.

6.8.07

Hello Kitty no Congresso Nacional

Na Tailândia agora é assim, policial que não presta um bom serviço à comunidade terá como punição uma faixa rosa estampada com a personagem japonesa "hello kitty" para ser usada sobre o uniforme cinza, que dará contraste a faixa e ênfase a punição.

De acordo com a matéria no portal de notícias da globo G1 - do lado direito do blog - a maioria dos policiais tailandeses ouvidos pelo jornal local dizem que será muito constrangedor usar a faixa rosa, ja que a personagem é muito famosa na Asia e estampa muitas bolsas, papeis de carta e produtos feitos para meninas.

Se a moda pega aqui no ocidente...

Ia ser muito legal ver os carros de polícia pintados como o dos Ursinhos Carinhosos, e os uniformes dos PMs - que não é cinza mas também dá contraste com a tal faixa rosa - mostrando em quem se pode confiar neste serviço tão corrompido no Brasil.

outra idéia que poderia ser apresentada, já que estamos falando de contraste de cores, é estampar a Hello Kity, que também é muito famosa por aqui, nos quase sempre pretos ternos do pessoal do Congresso Nacional. Garanto que pelo menos o Clodovil iria adorar.

28.7.07

Ainda não descobriram

Crise aérea, difícil situação dos empresários e filhos deles em fazer seus vôos e conexões, seus grandes negócios, como a firma de advogacia inter-estadual que investe na tecnologia da vídeo-conferência como saída para o caos aéreo... Isso tudo é muito triste, pois a segurança e o nome de nosso país fica mal visto no mundo, dólar sobe, risco brasil também, macro economia em queda.

O problema maior de tudo isso nem é a crise, nem os mortos da tam ou da gol, nem o medo de voar nem a macro economia, por mais que tudo isso seja chato.

Num passado recente, bem recente, os dados do DETRAN de mortos em rodovias do nosso país alertava a todos, principalmente aos que não tem condições de pegar vôo em air bus super moderno, aos que encaram com coragem os buracos e falta de sinalizações das pistas, que nunca ouviram antes a palavra "grooving". O problema sempre foi todo dos "pobres diabos" - para citar um texto que nem merecia citação ou referência de um autor boçal -, que morriam aos milhares, e continuam morrendo, nos perigos de nossa malha rodoviária cheia de retalhos.

O discurso de autoridades, sempre macro, sonha em arrumar as rodovias para escoar mais facilmente a produção industrial do país, e vida que segue, com os "pobres diabos" em segundo plano.

Bom, até que o air bus super moderno pode ter contribuído muito na mudança de visão das autoridades. Antes que seja queimado na inquisição, deixe-me explicar. Com o caos aéreo, ganha força nas empresas e famílias influentes e "ricos beatos" (para contradizer o mesmo texto citado acima), o transporte rodoviário. Muitos vão de ônibus para seus destinos, outros de táxis, carros alugados ou de propriedade dos próprios magnatas e agora encaram o que, antes, só era problema dos "pobres diabos".

Quanto ao caos aéreo, todos buscam medidas para melhorar e não colocar em risco a vida de brasileiros. Será que o destino do caos rodoviário terá o mesmo ímpeto, já que mata muito mais e há muito mais tempo? Tomara que autoridades descubram rápido o que é perder vidas em acidentes de carro.

24.7.07

Crianças, por favor, não bebam

Crônica baseada numa matéria do G1
Quer saber mais, todo dia tem atualização do portal G1 do lado direito do blog


Engraçado, um empresário brasileiro deve estar se perguntando por que a vila pan-americana, concentração dos atletas dos 42 países que disputam os jogos no Rio de Janeiro, foi construída logo em frente ao seu posto de gasolina. O que poderia dar mais lucro ao empresário deu-lhe foi uma grande dor de cabeça.
Acontece que o lucro esperado até veio, mas não foi abastecendo os carros e motos de quem visitava a vila, mas sim enchendo os tanques dos "atletas" depois das 23:00 (horário em que a boate pan-ameriana fecha). O prefeito do Rio, Cesar Maia, prometeu ao prefeito da vila, Paulo Laranjeira, que iria tomar atitudes para resolver o problema e logo veio a medida. Por irregularidades na documentação e no alvará, que só foram descobertas agora, já que o posto de 60 funcionários funcionava há bastante tempo, está fechado o estabeleimento até o fim dos jogos, digo, do mês. Sei viu, sem querer defender o empresário, mas acho estranha essa descoberta tão pertinente.
Agora diga, leitor: Você não venderia cerveja pros caras? Que mal o cara fez? Ele não tem nada com isso uai, querem beber, azar.
Acha que é só no palácio do planalto que tem cachaceiro, só no Brasil? Que nada, os caras vêm de longe para encher a cara no nosso país e ainda prejudicam o vendedor, que não é atleta e nem pai de nenhum competidor, mas deve pensar em colocar a faixa em seu local de trabalho (e de outros tantos pais de família) com os dizeres em três idiomas: Crianças, não bebam depois das 23.

21.7.07

Novidades no Incêndio

Atenção a todos os visitantes do Incêndio Acidental, para mais uma novidade a partir de agora neste blog. Além de textos, imagens e vídeos, que nos posicionam diante de algum acontecimento, o Incêndio Acidental queima também leituras específicas em outros blogs e notícias em tempo real sobre política, brasil e esportes (apresentadas na barra lateral do blog). Além disso, um balanço com crônicas e opiniões trará a tona, a fogueira, assuntos mais relevantes dentre toda a informação contida nesses espaços.
Boa leitura a todos

11.7.07

esquenta a fogueira


Leitores, ao invés de um texto meu, vou provocar uma fogueira maior, a discussão religiosa se dará através do próprio documento do vaticano, boa leitura a todos.

CONGREGAÇÃO PARA A DOUTRINA DA FÉ

RESPOSTAS A QUESTÕES RELATIVAS A ALGUNS ASPECTOS
DA DOUTRINA SOBRE A IGREJA

INTRODUÇÃO

É de todos conhecida a importância que teve o Concílio Vaticano II para um conhecimento mais profundo da eclesiologia católica, quer com a Constituição dogmática Lumen gentium, quer com os Decretos sobre o Ecumenismo (Unitatis redintegratio) e sobre as Igrejas Orientais (Orientalium Ecclesiarum). Muito oportunamente, também os Sumos Pontífices acharam por bem aprofundar a questão, atendendo sobretudo à sua aplicação concreta: assim, Paulo VI com a Carta encíclica Ecclesiam suam (1964) e João Paulo II com a Carta encíclica Ut unum sint (1995).

O sucessivo trabalho dos teólogos, tendente a ilustrar com maior profundidade os múltiplos aspectos da eclesiosologia, levou à produção de uma vasta literatura na matéria. Mas, se o tema se revelou deveras fecundo, foi também necessário proceder a algumas chamadas de atenção e esclarecimentos, como aconteceu com a Declaração Mysterium Ecclesiae (1973), a Carta aos Bispos da Igreja Católica Communionis notio (1992) e a Declaração Dominus Iesus (2000), todas elas promulgadas pela Congregação para a Doutrina da Fé.

A complexidade estrutural do tema, bem como a novidade de muitas afirmações, continuam a alimentar a reflexão teológica, nem sempre imune de desvios geradores de dúvidas, a que esta Congregação tem prestado solícita atenção. Daí que, tendo presente a doutrina íntegra e global sobre a Igreja, entendeu ela dar com clareza a genuína interpretação de algumas afirmações eclesiológicas do Magistério, por forma a que o correcto debate teológico não seja induzido em erro, por motivos de ambiguidade.

RESPOSTAS ÀS QUESTÕES

Primeira questão: Terá o Concílio Ecuménico Vaticano II modificado a precedente doutrina sobre a Igreja?

Resposta: O Concílio Ecuménico Vaticano II não quis modificar essa doutrina nem se deve afirmar que a tenha mudado; apenas quis desenvolvê-la, aprofundá-la e expô-la com maior fecundidade.

Foi quanto João XXIII claramente afirmou no início do Concílio. Paulo VI repetiu-o e assim se exprimiu no acto de promulgação da Constituição Lumen gentium: "Não pode haver melhor comentário para esta promulgação do que afirmar que, com ela, a doutrina transmitida não se modifica minimamente. O que Cristo quer, também nós o queremos. O que era, manteve-se. O que a Igreja ensinou durante séculos, também nós o ensinamos. Só que o que antes era perceptível apenas a nível de vida, agora também se exprime claramente a nível de doutrina; o que até agora era objecto de reflexão, de debate e, em parte, até de controvérsia, agora tem uma formulação doutrinal segura". Também os Bispos repetidamente manifestaram e seguiram essa mesma intenção.

Segunda questão: Como deve entender-se a afirmação de que a Igreja de Cristo subsiste na Igreja católica?

Resposta: Cristo "constituiu sobre a terra" uma única Igreja e instituiu-a como "grupo visível e comunidade espiritual", que desde a sua origem e no curso da história sempre existe e existirá, e na qual só permaneceram e permanecerão todos os elementos por Ele instituídos. "Esta é a única Igreja de Cristo, que no Símbolo professamos como sendo una, santa, católica e apostólica. Esta Igreja, como sociedade constituída e organizada neste mundo, subsiste na Igreja Católica, governada pelo Sucessor de Pedro e pelos Bispos em comunhão com ele".

Na Constituição dogmática Lumen gentium, subsistência é esta perene continuidade histórica e a permanência de todos os elementos instituídos por Cristo na Igreja católica, na qual concretamente se encontra a Igreja de Cristo sobre esta terra.

Enquanto, segundo a doutrina católica, é correcto afirmar que, nas Igrejas e nas comunidades eclesiais ainda não em plena comunhão com a Igreja católica, a Igreja de Cristo é presente e operante através dos elementos de santificação e de verdade nelas existentes, já a palavra "subsiste" só pode ser atribuída exclusivamente à única Igreja católica, uma vez que precisamente se refere à nota da unidade professada nos símbolos da fé (Creio… na Igreja "una"), subsistindo esta Igreja "una" na Igreja católica.

Terceira questão: Porque se usa a expressão "subsiste na", e não simplesmente a forma verbal "é"?

Resposta: O uso desta expressão, que indica a plena identidade da Igreja de Cristo com a Igreja católica, não altera a doutrina sobre Igreja; encontra, todavia, a sua razão de verdade no facto de exprimir mais claramente como, fora do seu corpo, se encontram "diversos elementos de santificação e de verdade", "que, sendo dons próprios da Igreja de Cristo, impelem para a unidade católica".

"Por isso, as próprias Igrejas e Comunidades separadas, embora pensemos que têm faltas, não se pode dizer que não tenham peso ou sejam vazias de significado no mistério da salvação, já que o Espírito se não recusa a servir-se delas como de instrumentos de salvação, cujo valor deriva da mesma plenitude da graça e da verdade que foi confiada à Igreja católica".

Quarta questão: Porque é que o Concílio Ecuménico Vaticano II dá o nome de "Igrejas" às Igrejas orientais separadas da plena comunhão com a Igreja católica?

Resposta: O Concílio quis aceitar o uso tradicional do nome. "Como estas Igrejas, embora separadas, têm verdadeiros sacramentos e sobretudo, em virtude da sucessão apostólica, o Sacerdócio e a Eucaristia, por meio dos quais continuam ainda unidas a nós por estreitíssimos vínculos", merecem o título de "Igrejas particulares ou locais", e são chamadas Igrejas irmãs das Igrejas particulares católicas.

"Por isso, pela celebração da Eucaristia do Senhor em cada uma destas Igrejas, a Igreja de Deus é edificada e cresce". Como porém a comunhão com a Igreja católica, cuja Cabeça visível é o Bispo de Roma e Sucessor de Pedro, não é um complemento extrínseco qualquer da Igreja particular, mas um dos seus princípios constitutivos internos, a condição de Igreja particular, de que gozam essas venerandas Comunidades cristãs, é de certo modo lacunosa.

Por outro lado, a plenitude da catolicidade própria da Igreja, governada pelo Sucessor de Pedro e pelos Bispos em comunhão com ele, encontra na divisão dos cristãos um obstáculo à sua realização plena na história.

Quinta questão: Por que razão os textos do Concílio e do subsequente Magistério não atribuem o título de "Igreja" às comunidades cristãs nascidas da Reforma do século XVI?

Resposta: Porque, segundo a doutrina católica, tais comunidades não têm a sucessão apostólica no sacramento da Ordem e, por isso, estão privadas de um elemento essencial constitutivo da Igreja. Ditas comunidades eclesiais que, sobretudo pela falta do sacerdócio sacramental, não conservam a genuína e íntegra substância do Mistério eucarístico, não podem, segundo a doutrina católica, ser chamadas "Igrejas" em sentido próprio.

O Santo Padre Bento XVI, na Audiência concedida ao abaixo-assinado Cardeal Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, ratificou e confirmou estas Respostas, decididas na Sessão ordinária desta Congregação, mandando que sejam publicadas.

Roma, Sede da Congregação para a Doutrina da Fé, 29 de Junho de 2007, Solenidade dos Apóstolos São Pedro e São Paulo.

William Cardeal Levada
Prefeito

Angelo Amato, SDB,
Arcebispo tit. de Sila
Secretário

pensamento das férias

Depois de a Igreja católica soltar um doumento que diz que são os únicos plenamente cristãos e causar o maior reboliço com outros religiosos, ortodóxos, protestantes, jesuítas, acho que uma certa cruz merece pegar fogo também né leitor, ou será que só o alemão ex militar de guerra que virou papa que vem pra fogueira?
longe de mim querer ser inquisição...
o que posso fazer é escrever uma crõnica, aguardem.

9.7.07

O poder dos travesseiros irá dominar o mundo

Na primeira postagem de Travis, eu e o Pablo iniciamos uma discussão sobre o poder dos traveseiros na sociedade pós-moderna.
pois é, por mais surreal que isso possa parecer, eles estão dominando.
Quem acompanha a Copa América de Futebol sabe o que estou falando. Depois da vitória de 4x0 da Argentina sobre o Peru, na entrevista coletiva, o treinador da equipe argentina, Alfio Basilie, perguntado sobre a escalação do seu time na próxima partida, contra o México, disse que iria perguntar para tua "almofada", palavra que designa travesseiro em espanhol.
O travesseiro do cara ja escala a seleção de futebol da Argentina, imagina se a moda pega. Será que temos o bush e o bin laden dos travesseiros também?

5.7.07

Enfia o decoro no...

texto de PIPO, no endereço www.osmelhoresdomundo.com/blog/blog.cfm

Me causa espécie, para não dizer asco, assistir Senadores sentindo-se no direito de julgar um colega por quebra de decoro, afirmando que analisarão o mérito da prova, sendo que não são capazes de analisar sequer se é dia ou noite no Brasil. No entanto, fazem papel de juízes, advogados e polícia, sendo que para os três cargos citados exige-se um mínimo de estudo, conhecimento e... decoro, ao contrário do cargo que exercem. No dicionário, decoro significa recato no comportamento, decência, acatamento das normas morais, dignidade, honradez, pundonor, seriedade nas maneiras, compostura, postura requerida para exercer qualquer cargo ou função pública. Ou seja, no caso de Renan Calheiros (filho fora do casamento, favores de empreiteiros e sonegação fiscal) o decoro já foi quebrado, independentemente da origem do dinheiro empregado no pagamento da pensão à sua amante, que até agora ninguém da imprensa nominou assim, como deve ser: amante. Não é necessária a criação de uma CPI para saber que o decoro já foi pro beleléu. O mesmo se aplica no caso do Senador Joaquim Roriz. O ex-governador do Distrito Federal, na disputa ao Senado, declarou patrimônio de R$ 4.489.278,85. A maior parte desse valor vem da posse de 6.227 cabeças de gado bovino, avaliadas em R$ 2,85 milhões. Roriz também declara a propriedade de 662,7419 ha em imóveis rurais. Mas faltou-lhe, em março deste ano, crédito para a compra de uma bezerra por 271 mil reais e o pobre Roriz teve de apelar à um empréstimo. O favor de sacar o cheque foi feito por um ex-comparsa do Banco Regional de Brasília, preso pela Polícia Civil por lavagem de dinheiro. Cadê o decoro? Foi pro saco! Foi pra vala comum do meu Brasil brasileiro! Agora vamos, eu e você leitor, sozinhos, sem a ajuda de uma comissão, sem a ajuda de assessores, analisar o caso do Deputado Distrital Pedro Passos. Aquela voz nos telefonemas gravados pela Polícia Federal é dele? Em caso afirmativo, o decoro está quebrado e tchau Deputado, até mais, passar bem! Foi difícil? Para mim, nem um pouco. Mas o que assistimos diariamente são os iguais do Pedro Passos cozinhando a opinião pública como se precisasse de fato apurar algo em um processo por quebra de decoro. Bastaria perguntar: Senhor Deputado Pedro Passos, você conversou com o senhor Zuleido Veras sobre emendas para as obras tocadas pela empreiteira dele? Sim? É o suficiente. Tchau, Pedro, volte daqui a oito anos, nos braços do povo que seja, mas saia agora! Fora! E certamente Pedro voltaria ovacionado pelos eleitores, porque brasileiro tolera tudo, menos combinar voto no Big Brother. Ah, Isso não!

4.7.07

A FOME


(Por: Marcelo de Oliveira Souza)

A fome não tem número
A fome não tem cara,
A fome não se esconde
A fome fala...

A fome fala pelo estômago
A fome maltrata,
A fome destrata
A fome despreza.

A fome se expande
A fome constante,
A fome animal
A fome torna mau.

A fome bate ao lado
A fome que isola o desocupado,
A fome é a culpada!
A fome nos combate.

A fome bate
A fome sem igual,
A fome que controla o voto
A fome diária...

A fome de ontem
A fome de hoje,
A fome de amanhã e sempre
Quando derrotaremos este monstro ?

1.7.07

Sobre a verdade

o que é verdade?

O que é a verdade? O dicionário (Aurélio) nos diz que verdade é “conformidade com o real”. Complicado isso, já que determinar o que é ou não “real” não é trivial. O que é real para uns, por exemplo, anjos, fadas e duendes, pode não ser para outros. Segundo essa definição, para determinar o que é verdadeiro, temos que conhecer bem a realidade.
E como fazer isso? Como distinguir, além da subjetividade humana, o que é real ou não? Esse é o problema, separar fato de opinião, o que é real “de verdade” do que é apenas fruto de uma visão pessoal ou de crenças de um grupo de pessoas.
Se tudo o que fazemos está ligado de um modo ou outro a quem somos, como, então, definir o que é verdade?
Uma possibilidade é estabelecer categorias de verdade. No topo, ficam as verdades absolutas, que transcendem o elemento humano.
Elas independem de opinião, de afiliação partidária, de religião, de contexto histórico ou de geografia. São as verdades matemáticas, as que podem ser afirmadas categoricamente como, por exemplo: 2 + 2 = 4. Essa afirmação, uma vez compreendidos os símbolos, é tida como verdadeira.
Ela é verdadeira para nós, para os monges de um monastério no Tibet, para sacerdotes egípcios que viveram há quatro mil anos, ou para supostas inteligências alienígenas que existam pelo cosmo afora. Como esta, existem muitas outras, baseadas em asserções matemáticas que dependem da percepção de objetos no mundo.
Se vemos uma pedra podemos associar uma unidade a ela (“uma” pedra). Se vemos uma podemos ver mais de uma e, com isso, construir uma aritmética. São muito úteis essas verdades matemáticas, mas menos interessantes. Não que a matemática pura seja pouco interessante, pelo contrário.
Existem complicações mesmo nela, inclusive ao nível mais elementar. [...] Mas, por serem verdades absolutas e, portanto, longe da confusa realidade humana, não dão muito espaço para a polêmica.
A coisa fica complicada quando se discute, por exemplo, a realidade física. O Universo, ou melhor, nossa concepção dele, mudou muito nos últimos 500 anos. Para uma pessoa da Renascença, antes de Nicolau Copérnico (1473-1543), o cosmo era finito, com a Terra imóvel no centro. O céu, a morada de Deus, ficava além da esfera das estrelas fixas. Era ela que marcava o fim do espaço.
Após Copérnico e, principalmente, após Johannes Kepler (1571-1630) e Galileu Galilei (1564-1642) nas primeiras décadas do século 17, o Sol passou a ser o centro do cosmo e a Terra um mero planeta. O que era “verdade” para alguém de 1520 não era para alguém de 1650.
E o universo em que vivemos hoje, gigantesco, com centenas de bilhões de galáxias se afastando uma das outras, é completamente diferente do de uma pessoa de 1650. Qual dessas várias cosmologias é verdadeira?
Todas e nenhuma delas. Se definimos como verdade o que construímos com o conhecimento científico que detemos num determinado momento, todas essas versões são verdadeiras. Mas nenhuma delas é a verdade.
Dado que jamais poderemos medir com absoluta precisão todas as facetas do cosmo e da Natureza, é essencialmente impossível obter uma versão absoluta do que seja a realidade física. Conseqüentemente, a ciência jamais poderá encontrar a verdade.
O que podemos fazer — e o fazemos maravilhosamente bem — é usar nossa razão e nossos instrumentos para nos aproximar cada vez mais dessa verdade intangível. É essa limitação que enobrece a ciência, dando-lhe sua dimensão humana.


Este texto foi utilizado na Prova de seleção do Tribunal de Justiça de Minas Gerais e é uma adaptação da coluna de Marcelo Gleiser na Folha de S.Paulo de 15 abril.

20.6.07

Aniversários e dias comemorativos em geral

Travis, o travesseiro confidente

O Homem fica se achando demais, se esbaldando que é o ser mais desenvolvido do planeta, que detém o poder do destino de sua e das demais vidas na Terra, mas estou começando a achar que são muito previsíveis.

Calma leitor, sei que você também está inserido nesta definição, mas, antes de pensar que sou apenas um travesseiro, ou uma pessoa maluca que dá voz a um travesseiro, leia as explicações.

Como exêmplo, vou citar a postagem abaixo, texto do meu dono, Marcelo de Freitas. É tudo a mesma coisa, e serve pra vários feriados, dias santos, aniversários, basta só forçar um pouco a leitura.

Todo ano nas festividades nacionais, estaduais, municipais, pessoais, santos, vem um monte de gente fazendo discursos valorizando a importância de uma nação, estado, município - currais eleitorais - ou de uma pessoa ou entidade religiosa. Falam que não saberiam imaginar suas realidades sem os benefícios dessas instituições e coisa e tal...

BALELA, é impressionante o grau de previsibilidade desse povo, no aniversário do Marcelo eles dão parabéns e muitos anos de vida desde que eu existo, no de Divinópolis alimentam o discurso da força popular e do desenvolvimento da cidade, que povo mais sem criatividade!!!!!

O que tem a comemorar o cidadão de periferia, que vê os homens públicos ao vivo só em véspera de eleição, que tem tantos problemas que destruiria sozinho o orçamento público de um ano, mas que tem que adiar permanentemente seus sonhos, pois não tem possibilidades?

Perceba, leitor, conversa comigo, ou com seu amigo imaginário, quem sabe até com seu travesseiro, este é o mesmo discurso que foi passado na matéria abaixo, com outro enfoque. Por que este outro enfoque não é visto e os personagens nele inseridos nunca aparecem aos olhos de ninguém? Isso sim seria criatividade, diferentes formas de se mostrar uma história. E nem sempre a história será ruim, como a exemplificada, basta olhar a produção de arte, a cidadania, a fraternidade encontrada em comunidades periféricas que dariam inveja a muito conjunto habitacional do centro.

Estou começando a achar que nós, travesseiros, temos uma mente muito mais evoluída do que os humanos, que ainda não foi descoberta, mas que tem uma vantagem, a imprevisibilidade, pois ninguém, ou quase ninguém. nos conhece. Digo isso, leitor, porque os homens são sim muito previsíveis e, com isso, vulneráveis.

Também tenho algumas certezas, uma delas é que prefiro mil vezes continuar sendo o que sou, um travesseiro.

95 anos de emancipação política de Divinópolis

Foto do centro de Divinópolis
Mais uma vez um monte de gente vai às ruas


Ocorreu dia 1º de junho, o tradicional desfile cívico-militar que faz parte das comemorações do aniversário de Divinópolis. Com grande presença da população na principal avenida da cidade, se reuniram diversas autoridades do município.

Neste ano, a administração municipal homenageia a cidade de Itaúna, também localizada na região Centro-Oeste do estado de Minas, com o título de Cidade Irmã. Segundo o prefeito de Divinópolis, Demetrius Pereira, “esta é uma forma de valorizar os laços de amizade e fraternidade na região, todo ano escolheremos algum município para comemorar junto conosco esta data tão importante que é o aniversário de nossa querida Divinópolis”.

Também estiveram na homenagem os deputados estaduais Domingos Sávio (PSDB) e Dr Rinaldo Valério (PSB) e o federal Jaime Martins Filho (PL), ambos ressaltaram a importância da data para a cidade e na região. De acordo com Domingos Sávio, “a cidade deve comemorar seu aniversário reunindo os gestores públicos, como nós, junto da população. A cada dia o desfile fica mais tradicional e bonito, a população compareceu, como de costume, lotando os passeios da Avenida Primeiro de Junho e eu só tenho a agradecer e continuar trabalhando para que a cidade esteja sempre no rumo do desenvolvimento. Além da comemoração tão tradicional, podemos ver que o evento também serve para que comerciantes e famílias em geral tenham oportunidade de complementar os rendimentos familiares e isso também merece atenção especial”, salienta Sávio.

Dr Rinaldo ressalta que, além de cidade irmã, Itaúna tem um grande papel neste desenvolvimento de Divinópolis. “Somos uma cidade-pólo na região, mas muitos de nossos profissionais estudaram em Itaúna, muitos cidadãos itaunenses também moram, estudam e trabalham aqui, por isso, nada mais justo e significativo de comemorar mais um ano de nossa cidade abraçando e reunindo amigos da região”, observa Rinaldo.

A pergunta que fica é, o que tem a comemorar o cidadão que tira de sua comida para pagar IPTU e mora num bairro da periferia, longe dos olhos e das obras de infra-estrutura das administrações municipais?

Apenas mais um relato da rotina nesta cidade

Inácio Vasconcelos – presidente da SAB – Sociedade Amigos da Biblioteca Municipal Ataliba Lago

Divinópolis é uma cidade que tem um amplo manancial de produção de arte e cultura em geral. Vários grupos trabalham com teatro, que serão beneficiados com a Inauguração do Teatro Municipal Usina do Gravatá.

Este novo espaço trará a possibilidade da vinda de outros espetáculos e de um intercâmbio cultural e contribui em muito para o desenvolvimento artístico da cidade e da região.

Literatura, música e dança também são tradicionais no município. Porém este potencial não é tão bem aproveitado. O que é feito na cidade parte da iniciativa dos próprios grupos. Não há, de maneira geral, apoio público e privado a esta causa. Além disso, percebo um certo descuido quanto a uma arte que vem crescendo muito na cidade, o artesanato, e a seu principal personagem, GTO. Precisaríamos de maior apoio e divulgação a este grande patrimônio de Divinópolis. Quero enaltecer a manifestação cultural neste município, como meio de vida que pode render bons frutos, inclusive financeiros, a Divinópolis, enfim, produção de cultura é uma atividade rentável a qualquer município.

31.5.07

Ainda não se trata de peças de museu

Produto impresso deve ser repensado, mas não descartado

por Marcelo de Freitas

Poderia ser mais uma notícia na página policial. A morte do produto impresso, porém é bem mais ampla do que tantas outras anunciadas nos veículos de comunicação. Trata-se de fomentar discussões sobre o papel da mídia, e do próprio jornalismo, com o advento e a massificação da Internet.

Dinamismo é a palavra da vez, pressa e precisão nunca foram tão aliadas. Com a revolução dos sistemas da mídia virtual chegamos a um novo patamar de revolução, ou seria evolução, industrial. Desta vez o conhecimento ultrapassa as barreiras dos laboratórios, escritórios, ultrapassa todas as barreiras físicas e chega a um grupo de pessoas infinitamente superior, e com a característica marcante do “ao vivo”, “em tempo real”.

Como em toda revolução, conceitos são repensados, tarefa não muito fácil quando o assunto tratado é a internet e o relacionamento dos mais diversificados públicos com estes veículos. Repensar conceitos, “verdades absolutas” é o que fez o homem se desenvolver, adquirir infra-estrutura e condições de sobrevivência em sociedade. Porém esta capacidade humana de rever também encaminha a espécie para a dúvida, a dialética, pressiona a humanidade contra um terreno pantanoso onde o direito de escolha, reflexão é o que difere os que seguem e os que atolam.

Retornando à história, percebe-se uma situação parecida no advento da TV. O confronto do novo com o obsoleto é sempre constante, não só em produtos, mas com costumes e com a própria vida humana. No passado o rádio - que já teve seus anos áureos e foi condenado por muitos à extinção - se repensou, estabeleceu novas formas de produção, de ideologias e atualmente compete, num público local, em condições de igualdade com a TV. É o que precisa ser feito com a mídia impressa. O obstáculo físico, por mais infra-estrutura que tiver o veículo, nunca vai dar condições de competição com o virtual, o instantâneo.

A mídia impressa, assim como a sociedade de maneira geral, chegou num dos pontos de dúvida. Doravante o questionamento do “know-how” deverá ser revisto. Repensar as condições de se viver, e – voltando à mídia impressa – de continuar existindo como veículo de difusão de opiniões é a condição de travessia deste pântano. Estagnar, continuar, alimentar o formato existente, é alongar mais o sofrimento e a morte do obsoleto diante do novo.

Dentro da vasta lista de alternativas para o fortalecimento da mídia impressa, uma já é conhecida e muito utilizada por grandes corporações, que possuem publicações diárias e semanais. A utilização da grande rede como forma de alastrar, difundir opiniões e atribuir o conhecimento ao nome da empresa comunicacional. Portais de internet são grandes armas da mídia impressa. Bem usadas podem ser o atestado de sobrevivência dos impressos em geral.

Outras dúvidas, a partir deste caminho, assombram a continuidade do impresso:

O que publicar na internet? A mesma coisa do impresso? Será que, a exemplo do rádio, chegou a hora do impresso se repensar e estabelecer novos padrões, ou despadronizar?

Um exemplo claro das potencialidades do impresso diante desta dúvida é o livro, que também corre riscos com o desenvolvimento e a difusão do conhecimento on-line.

Do livro, poucos suscitam a possibilidade de extinção. O papel do livro impresso na sociedade também está em xeque mas poucos debatem. Isso se deve a certeza de que a publicação impressa irá continuar com toda sua potencialidade e aceitação. Certeza que também têm, tinham, os jornalistas quanto ao jornal de papel.

O conhecimento é diverso, e todos devem ter acesso, mas deve ser repensado cotidianamente, assim como o modo de transmissão desses conhecimentos. Mídia impressa, rádio, livros, internet, e a mídia em geral devem ser pensados cotidianamente.

8.5.07

sugestão de filme


neste fim de semana prolongado um filme me chamou a atenção. Ainda não foi o Homem Aranha 3 que levou vários mortais ao cinema.
O Plano Perfeito conta a história de um assalto a banco em Nova Yorque. a história é muito bem contada e o expectador é forçado a interagir constantemente com os personagens, assim como em outros grandes filmes como Jogos Mortais ou Blow Up.
o expectador constrói a historia simultaneamente com as descobertas do detetive, negro, outro fato bacana do fime.
gostei muito do filme, muito inteligente. Fica a sugestão

7.5.07

Entender é complicado, e talvez desnecessário

Travis, o travesseiro confidente

a partir desta semana, meu travesseiro assinará sua própria coluna neste blog.
Isto porque ele está de saco cheio de poder se comunicar comigo, entender este mundo e não vislumbrar alternativas para ele.


Eu não nasci neste mundo, não pertenço a esse conjunto de leis, códigos criados para a sociabilização do homem. De onde eu venho tudo é mais simples e restrito, a comunicação não existe.

Por vontade do meu dono, eu aprendi essa coisa louca do que os habitantes da terra chamam de linguagem, já que de onde eu venho, a única coisa que precisamos é aturar o peso da cabeça das pessoas, aqui podemos ser gordos, acho que as pessoas gostam mais.

Já pedi ordenados extras ao Marcelo de Freitas, meu dono, pois além da baba e do peso da cabeça doida dele, tenho que aconselhá-lo e entendê-lo. Elaboramos uma linguagem que, por mais surreal que pareça, nos possibilita a troca de informações, o que é ótimo, visto que aprendo outra cultura, infinitamente maior do que a minha, mas as nêuras e psicoses do cotidiano humano são complicadas de entender.

Um pequeno exemplo do que digo é o da constante "rotularização" do mundo humano. Tudo bem que os que bebem na fonte da semiótica dirão que tudo é simbólico, icônico, ou que para todas as coisas temos a imagem de uma representação simbólica das próprias coisas. Tá bom, muito teórico pra mim, que nem cabeça tenho. Não é disso especificamente que eu falo. O que digo é que para a sociabilização, é preciso que se prove sempre, não há como escapar dos estereótipos, o que pode ser bom quando falamos de beleza ou de crescimento profissional, ou de status tipo: Sou jornalista, ou então, fulana de tal é linda ou a socialyte beltrana. Isso abre várias portas, mas minha análise é que apenas alimentam um sistema vigente, de dominação do belo, mesmo quando este é o inútil. Doenças são criadas e perigosamente alimentadas pela busca incessante do padrão ideal a sobrevivência no sistema vigente.

É complicado perceber que neste mundo, o negro é diferente, a mulher, o gordo, o magro, nada disso parece ser apenas detalhes, tudo é reparado com grandes prejuízos ao humano, no serviço, na sociabilização com os outros, enfim, parece que o sistema consolidou uma nova "raça ariana", melhor do que as outras pela simples caraterística, inata, da padronização, o que torna o mundo a cada dia mais burro, tapado a novos modos de pensar e de se analisar os problemas.

O desperdício de experiências, virtudes, transforma a sociedade "ariana" em cavalos que só enchergam pra frente, mas com tanto desenvolvimentismo, não só econômico, mas político, social, financeiro, é necessário olhar cada vez mais para os lados.

A última vez que tentaram padronizar ao redor de uma raça e um ideal, chegamos num dos pontos mais trágicos da convivência social no planeta, é isso que os homens querem?

Quem pode entender.

13.4.07

Em pleno vôo

Empresa de Divinópolis faz serviços nas alturas

por Marcelo de Freitas


Limpeza de vidros externos em edifícios altos, instalação de publicidades e refletores nos topos dos prédios, são serviços que ninguém via necessidade há pouco tempo atrás.

Com o desenvolvimento do mercado em geral e do setor publicitário, empresas prestadoras de serviços diversificados se tornaram parte fundamental dentro do mercado.

A Risco Zero trabalha com prestação de serviços diversos nas alturas. Segundo seu fundador, Ralf Poeis, a iniciativa é pioneira na região, já que a empresa investe pesado em segurança de trabalho e em cursos para seus profissionais. “Na prática de esportes como o rapel, foi constatado que as estruturas externas dos prédios precisa de limpeza. Esse trabalho inovador é fundamental nos dias de hoje. Temos alguma concorrência aqui, mas com nosso padrão de segurança e nossos cursos profissionalizantes, somos os primeiros a entrar no mercado da cidade e da região. Por isso, com menos de três meses de fundação, a Risco Zero conseguiu fechar serviços com grandes clientes, como o Goiás Shopping e a Rodoviária de Divinópolis. Antes dessa iniciativa, o serviço feito de limpeza de vidros externos de um edifício, por exemplo, eram executados por pessoas de bermuda e chinelos, com cordas inapropriadas, arriscando a vida da pessoa que limpa e o nome da empresa que compra o serviço. Nós investimos em estudos, cursos, apresentação de projetos, temos técnicas de escalada, rapel e somos preparados para realizar este serviço sem riscos”, relata Ralf.

Além de serviços externos, a empresa tem projeto de construir um Centro de treinamento e encontro de escaladores da cidade e região para incentivar a prática do esporte. O local também serviria para oferecer cursos como salvamento em alturas, e dos esportes envolvidos – rapel, escalada, tiroleza. Segundo Ralf, “vários cursos, como da Academia Militar de BH ou o do Corpo de bombeiros de Divinópolis, não podem emitir certificados para os alunos. Com a formação dos cursos realizados por funcionários da Risco Zero a comprovação de prática da modalidade poderá ser emitida. É outra frente de nossa empresa, que visa atingir ao público jovem, principalmente em academias e faculdades”, esclarece.

Os equipamentos que a empresa possui são suficientes para a quantidade de trabalhos. Ultrapassam R$4 mil e são sujeitos a vistoria do Batalhão do Corpo de Bombeiros semestralmente. O fundador da empresa relata. “são equipamentos caros, temos a necessidade de inovar sempre, para se aproximar a cada dia do risco zero. Ainda estamos em fase de iniciação, tudo é mais difícil, visto que o mercado ainda não nos conhece, mas fechamos alguns grandes contratos em Divinópolis e cidades como Itaúna e Pará de Minas. Com a construção de nossa sede, ainda sujeita a apoio e patrocínio, tanto os serviços vão melhorar quanto a prática de esportes radicais ficará mais acessível, visto que os materiais da empresa serão disponibilizados nos diversos cursos”, conclui Ralf Poeis.

27.3.07

Disco de Ouro!?

Quero assistir o Papa no Faustão ou no Gugu, recebendo seu Disco de Ouro!

23.3.07

Diálogo da eternidade

Hoje, num diálogo super produtivo, os incendiadores chegaram a análises unânimes, O Pensamento, out concours:

[...]
Kennedy
- Não dá pra imaginar, por exemplo, o Fernando Henrique cagando! Eu não consigo!
Pablo
- Verdade! Ele deve ser um cyborg!
Gra
- É, ele e o Serra são cyborgs de outro planeta, que vieram pra conquistar o... Brasil!
Pablo
- São humildes, né...
Gra
- Não querem muito não. São de um planeta pequeno. Já o Bush, veio de um planeta maior, aí quer dominar o mundo!
Kennedy
- Tenho uma teoria de que o bush é uma erva daninha, só que geneticamente modificada...
Marcelo
- Não, o Bush é pior que isso. Ele é uma evolução da borboleta, bruxa! Primeiro, era um casulo, ai virou um lagarto venenoso e depois virou o Bush! Foi a borboleta mais perigosa que a natureza já produziu...
Pablo
- Tipo um Pokémon...


Aprendemos na faculdade, tem base?


A que ponto ele chegou!

21.3.07

Preparativos para a FENACER 2007


Reunião entre autoridades define o papel de cada um nos dias de FENACER

Festa Nacional da Cerveja, uma das maiores festas de Minas Gerais ocorre em Divinópolis no fim do mês de abril.

Como em todas as grandes festas, turistas vêem em grande quantidade para se divertir. Além do entretenimento e de todos os shows, não se pode deixar de lado os problemas causados pelo acúmulo de pessoas, como maior violência e o caos no trânsito.

Há os que gostam da festa na cidade, que ganha repercussão em várias capitais, e há os que acham os problemas maiores do que as vantagens.

No ultimo dia 13 estiveram presentes no 23 batalhão da PM autoridades, como o promotor do meio ambiente Marcio José de Oliveira, o secretário desta pasta, Humberto Pozzolini, representantes da PM e do corpo de bombeiros, além de representantes da organização da Fenacer 2007, para discutir as medidas que devem ser tomadas para os dias do evento.

Foi-se a época que a cidade ficava só com prejuízos nos grandes eventos. Pelo menos foi isso que ficou claro na reunião desta terça, 13.

Em pauta estavam assuntos como segurança, policiamento, atendimento ao público, meio ambiente e limpeza da cidade. Vários dados foram mostrados, como o aumento do número de prisões e a poluição que a festa acarreta com liberação de carbono, contribuindo para o aquecimento global.

De acordo com Dr Marcio José de Oliveira, “todos que estão aqui querem o melhor para o cidadão. Essa reunião é de suma importância para que possamos esclarecer, diante de autoridades competentes e da mídia em geral as obrigações de cada um. Sabemos que os órgãos públicos têm carências, por isso, em certos momentos da reunião ocorrem discussões, mas estamos aqui para chegar a um consenso”, relata o promotor.

O secretário do meio ambiente, representante do prefeito no encontro, Humberto Pozzolini, relata que o movimento na cidade aumenta consideravelmente neste período, por isso a prefeitura precisa da ajuda. “Duas questões foram abordadas com relação à um mesmo problema, ambas solicitadas pelo corpo de bombeiros da cidade. O maior número de plantonistas no Pronto Socorro Regional, lugar para onde são levadas as pessoas quer se machucam no parque e disponibilização de ambulâncias para melhor transporte das vítimas. Sabemos que é de extrema necessidade a resolução destes problemas, mas se a prefeitura se comprometer com isso, ficará em apuros. Quanto às ambulâncias, temos que levar em conta a cidade inteira, por exemplo, minha mãe não vai a shows no parque de exposições, se ela passar mal e precisar de ambulância como vai ser?”, esclarece Pozzolini.

O encontro serviu para elaboração de um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta), que será assinado pelo prefeito ou por seu representante legal Dr Kelsen Rios. Dentre os principais pontos do termo, podem ser citados a obrigatoriedade do organizador do evento em ajudar nos gastos da prefeitura com a limpeza das ruas da savassi. O valor ficou estipulado em R$ 1.500, que foi o total gasto no ano passado. Outro ponto importante foi que a organização da festa ficará responsável pelo plantio de árvores, para suprimir os efeitos da alta liberação de carbono, a conta de quantas árvores deverão ser plantadas ficara sob responsabilidade da SEMMAD.

O próximo passo será no dia 17/4. Outra reunião marcará a assinatura do termo e suas possíveis modificações.

14.3.07

Me da um abraço?

Abraçar
faz bem à saúde “Terapia do Abraço”, uma forma de tratamento que utiliza o abraço. “Um abraço faz com que você se sinta bem o dia todo”, garante. Mas o verdadeiro abraço é a expressão de uma disponibilidade interior para acolher os outros com que nos encontramos pelos caminhos da vida. Uma forma simples de oferecer apoio, ajuda. É uma terapia que se baseia na criança que nos habita. No lado espontâneo, irracional, instintivo, que existe em cada um de nós. E abraçar bem é algo que se aprende e não custa nada.


Esse cara sabe o que é isso:





União pela saúde

ACCCOM promoveu o primeiro encontro com secretários de saúde de cidades da região

Na quinta-feira 8 foi realizado no Lions Clube o 1º Encontro de Secretários Municipais de Saúde.

Organizado pela ACCCOM (Associação de Combate ao Câncer do Centro-Oeste de Minas), o encontro teve por objetivo familiarizar as autoridades de saúde e a população das cidades desta região e de outras que solicitam atendimento e mandam seus pacientes para fazer tratamento em Divinópolis.

Estavam presentes o presidente voluntário da Associação, Leides Nogueira da Silva; o coordenador do Hospital do Câncer, dr. Roney Quirino; as médicas oncologistas dra. Aline Lauda Freitas e dra. Angélica Nogueira; o presidente-executivo da Fundação Geraldo Corrêa e coordenador da Ordem Hospitaleira São João de Deus no Brasil, Irmão Augusto Vieira Gonçalves; o coordenador de assistência social da ACCCOM, Osvaldo Batista; o gerente administrativo dr. José Eustáquio Pereira; o deputado estadual dr. Rinaldo Valério e cerca de cinqüenta representantes e secretários municipais de saúde. “A Associação atende a todas as cidades do Centro-Oeste mineiro, além de várias da região do Alto Paranaíba, beneficiando um total de 1.359.000 habitantes, por isso, iniciativas como esta são fundamentais para dar confiança a todos os moradores destas cidades menores, através dos secretários municipais de saúde. A qualidade, referência no Estado, precisa ser conhecida pelas autoridades dos municípios do entorno. Além da transmissão de conhecimento de nossa infra-estrutura, um documento será emitido no fim desta reunião apontando as carências dessa instituição e sugerindo soluções aos governos federal e estadual”, relata Leides Nogueira.

Dr. Roney Quirino criticou a morosidade e a burocracia vigente no país. “Em alguns casos graves, como os atendidos pela ACCCOM, o tempo deve ser bem aproveitado, medidas têm que ser tomadas para agilizar os processos. Assim, conseguiremos a eficácia do atendimento aos pacientes”, explica o médico.

O presidente-executivo do HSJD, Irmão Augusto Vieira Gonçalves, valorizou a realização do evento. “Esta reunião é uma bela iniciativa e ganha ainda mais credibilidade sendo realizada no Dia de São João de Deus, santo português que fundou a Ordem de Hospitais e dedicou sua vida a cuidar dos doentes”.

Doutora Angélica Rodrigues salientou a importância de se prevenir o câncer. Segundo ela, os países que oferecem melhores resultados no combate a essa doença exercem um trabalho constante de prevenção e conscientização. A médica relata que precisa haver grande interação entre prevenção e combate, além de educação continuada, não só da classe médica, mas de estudantes e líderes comunitários.

A ACCCOM tem projetos junto a faculdades da região que, em seu primeiro mês, mostrou resultados acima do esperado no que diz respeito a novos profissionais de várias áreas. Assim a informação e a acessibilidade das pessoas aumentam.

O coordenador de assistência social, Osvaldo Batista, falou que a reunião foi um momento de troca de conhecimentos. “Temos que manter unidos os elos entre todas as cidades em prol da saúde dos habitantes. Estamos sempre disponíveis. Sugiro que venham e tragam as pessoas para conhecer as dependências da ACCCOM, assim a tranqüilidade aumenta, pois todos ficam certos que pacientes serão bem tratados”, relata Osvaldo Batista.


Complexo ACCCOM tem Infra-estrutura modelo


Além de reuniões, o evento contou com a visitação em toda estrutura da Associação. São 1.300 m² construídos e existe projeto de ampliação para 5 mil metros quadrados.

A médica oncologista dra. Aline Lauda Freitas diz que é fundamental ao tratamento do paciente com câncer um acompanhamento social e psicológico. “Não podemos deixar de falar do suporte dado aos pacientes aqui. Em vários casos a importância de nossos profissionais, dentistas, nutricionistas, fisioterapeutas, fonoaudiologistas, psicólogos e tantos outros, se equiparam à função do médico no combate à doença. Também deve ser enaltecido o trabalho de acompanhamento externo, desenvolvido por nossos assistentes sociais e a possibilidade de integração do doente ao meio, com cursos, jogos, bibliotecas, melhorando a qualidade de vida dessas pessoas. Com tamanha potencialidade dessa estrutura é fácil e prazeroso trabalhar”, argumenta dra. Aline.

Os funcionários da captação de recursos da ACCCOM trabalham com metas altas, pois a obra de ampliação está estipulada em R$ 9 milhões.

A coordenadora do setor de marketing e captação de recursos, Dalva de Oliveira, diz que o trabalho na associação é amplo e que não é um simples trabalho para ganhar dinheiro no fim do mês. É a satisfação de cada um dos profissionais em ver essa estrutura grandiosa, e que isso é motivação suficiente. Faz-se um compromisso de alma. “No setor de telemarketing, por exemplo, os funcionários fazem visitas regulares ao hospital. É importante ressaltar que todos são doadores, vestem a camisa da empresa, apóiam essa causa, e, por isso, têm mais facilidade em se relacionar com as pessoas e passar adiante a causa. Além disso, temos a facilitação de doações, por boletos bancários, conta da Cemig e outros. Isso diminui os gastos da ACCCOM e dá credibilidade às doações, que ficam menos sujeitas a desvios”, explica Dalva.

Paula de Oliveira Souza, operadora de telemarketing, argumenta que esse trabalho é uma missão. E diz que algumas pessoas vêem esta profissão como estressante, mas que é muito pelo contrário. Que o povo atende à solicitação das doações com educação, conversa com os profissionais e que cada dia os habitantes estão mais conscientes da importância desse projeto, que tem como objetivo minimizar o sofrimento dos pacientes oncológicos. “Quando ligamos para as pessoas tenho a sensação de que elas abrem o coração, isso é ótimo. Não tenho nada a reclamar, só a agradecer”, diz a operadora de telemarketing.


Conforto aos pacientes oncológicos


Marcos Evangelista Couto é secretário municipal de Saúde da cidade de Araújos. Ele conhecia a estrutura da ACCCOM, mas relata que o encontro com secretários de diversos municípios foi iniciativa proveitosa, não só pelas boas palestras e pela interação com o ambiente, mas para dar maior segurança aos médicos e pacientes. “Às vezes as pessoas não sabem para onde mandar seus pacientes e por isso ficam inseguras. Depender exclusivamente de fazer tratamento em Belo Horizonte causa mais sofrimentos aos doentes, pois as viagens são longas, cansativas. Com a estrutura em Divinópolis todos ficam mais tranqüilos. Tudo é mais perto e as condições são excelentes para a recuperação dos enfermos. Estamos em boas mãos, médicos e pacientes”, fala o secretário.