31.12.06

Mensagem bonita de ano novo

Propaguem esta chama em 2007

Fim de ano pra mim é a pior parte do ano, onde a demagogia e a falsidade norteiam as relações humanas. Já escrevi um pouco sobre isso ha algum tempo atrás, inspiração do amigo poeta Nathan de Castro, sobre as campanhas de combate a fome e a pobreza que ganham voz nesta época.

Mas, como chegamos no fim de um ciclo, em que as esperanças se renovam, a vida segue, promessas são feitas e a busca de um mundo melhor é a pauta da sociedade, o fogo do Incêndio Acidental não poderia ficar alheio.

Desejo que nossa fogueira continue crescendo e atingindo a mais pessoas, que mais gente se sinta queimado, que mais gente alastre, propague, e que muito mais gente ajude na construção dessa idéia megalomaníaca.

A todos que, de alguma forma, participaram do desenvolvimento dessa chama e da criação dessa "churrasqueira virtual", desejo um Feliz ano novo.

Quero deixar um abraço aos dois parceiros de piromania, Kentão e Pablo, abração pra vocês

"bebam com moderação, quero fazer festa com a sobra no 1º de janeiro"

30.12.06

Música para todos

Ao som do piano a vida segue no centro de Divinópolis

No quarteirão fechado da Rua São Paulo, entre Avenida primeiro de Junho e Antônio Olimpio de Moraes o som de um piano chama atenção de todos. Motorista, pedestres e lojistas, não há quem não olhe para Circinho.
O músico, natural de Londrina-PR, vem à cidade pela terceira vez para divulgar seu trabalho.
Seu repertório varia entre músicas clássicas, com o a valsa “Danúbio Azul” à músicas populares, como Beatles.
Segundo Circinho, “esse é o melhor modo de divulgar meu trabalho. O contato com o público e o baixo custo possibilitam que eu faça esse som por onde passo. Cem por cento da estrutura é minha, o único apoio que tenho é de uma banca de revistas aqui que me oferece energia elétrica”, diz o músico.
Circinho é deficiente físico, anda de cadeira de rodas, mas roda por todo o país mostrando sua música. Ele diz que não tem muitas dificuldades em fazer seu trabalho. “A maior limitação que encontro é em banheiros públicos, portas estreitas onde ou passo eu, ou passa a cadeira. No meu trabalho nada me limita. Tenho duas filhas, minha própria casa e me sinto bem quando toco meu piano. Esse instrumento chama atenção das pessoas pelo som suave e bonito. Quando passo em um local e me deparo com um pianista tocando eu paro e escuto com maior prazer, mesmo com tantos anos de prática, não me canso de ouvir musicas em piano. Penso que a reação das pessoas que passam por mim aqui em Divinópolis seja parecida”, fala Circinho
O músico acrescenta. “Sou conhecido em várias grandes cidades por onde passo. Campinas, Londrina, Curitiba e aqui em Divinópolis, já vendi mais de 100 mil discos. Sei que muitas pessoas compram pela minha iniciativa, força de vontade, pelo fato de eu ser deficiente físico, mas acho que a maioria de meus clientes compra meus CD’s porque gostam do que eu faço. Em grandes centros, como Divinópolis, a rotina das pessoas é estressante. Com a música instrumental o estresse passa”, relata o músico
O estudante de engenharia e também músico, Michel Esteves, aprovou a iniciativa de Circinho. “O som não prejudica ninguém, não é alto e é muito bom para quem passa por aqui, transmite calma, paz. Vindo de um deficiente físico é muito legal, pois mostra o exemplo de superação e arte. É importante ressaltar que artistas como Circinho, não são vistos somente em Divinópolis, a cultura popular é rica em qualquer parte do Brasil. Com certeza o exemplo do músico é bom, ainda mais no natal, onde as pessoas ficam mais emotivas. Com relação ao comércio da região, a música de Circinho pode influenciar, em parte, no aumento da movimentação. Muitas pessoas gostam de ouvir música. A lição que o deficiente nos passa é que quando Deus dá um dom a uma pessoa não há limites para que isso seja transmitido aos outros”, comenta MichelCircinho já produziu individualmente cinco CD’s e os vende na praça da Rua São Paulo à R$ 10.00

depois de uma longa "prisão intelectual" voltei a ativa.
de acordo com João Nogueira, sambista do rio, "sobre o poder da criação
força nenhuma da natureza interfere".

27.12.06

Abuso de Poder

Todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público, independentemente de autorização, desde que não frustrem outra reunião anteriormente convocada para o mesmo local, sendo apenas exigido prévio aviso à autoridade competente.
Artigo 5º - XVI, da Constituição da República Federativa do Brasil de 1988


Todo o indivíduo tem direito à liberdade de opinião e de expressão, o que implica o direito de não ser inquietado pelas suas opiniões e o de procurar, receber e difundir, sem consideração de fronteiras, informações e idéias por qualquer meio de expressão.
Artigo 19° da Declaração Universal dos Direitos Humanos


Agora... esse é um vídeo, gravado em 24/11/2006, no terminal Parque Dom Pedro II, centro de São Paulo. Foi uma manifestação pacífica contra o aumento de tarifas do transporte público.



Sugiro que acompanhem o processo das mobilizações de São Paulo, muita coisa importante e "interessante" acontecendo. Aqui, repasso o depoimento em áudio de uma manifestante ferida em 1º de dezembro pela polícia, enviado para o Centro de Mídia Independente.


Onde está o respeito aos nossos direitos?

Será que incomoda?

Um bom puxão de orelha por parte do nosso amigo incendiador do Los Hermanos, Rodrigo Amarante, sobre o "jornalismo preguiçoso". Reparem que fica uma repórter rindo, bem de fundo... também, deveras. Só um detalhe aos meus companheiros jornalistas de incêndio: confio em vocês, olhem lá!

23.12.06

O Show da Vida

A vida é um espetáculo e nós, os protagonistas. No pior sentido das palavras. Às vezes penso que tudo que fazemos é para se sentirmos bem consigo mesmo. Para isso, nada melhor do que obter sucesso em seu meio.

Está chegando o natal, e nada melhor nessa época do que viver em confraternização, ajudar o próximo, perdoar os pecados... Só não entendo o porquê disso logo nessa época. O sorriso estampado na cara, a ceia em família. Caro leitor sorridente, não se sinta ofendido com isso. O problema, todavia, não está na data, mas em nossa necessidade de se dar bem com o mundo à nossa volta.

Mostremos o quão solidário somos, provemos àqueles idiotas que não temos nenhum tipo de preconceito, óh!, como sou humilde.

Já perceberam como funciona o orkut? Milhões de pessoas vão à falsa virtualidade, montam e remontam suas vidas, à medida que preferirem. Quanto mais pessoas, mais popular; quanto melhor for o "quem sou eu", mais criativo; as comunidades, ditando as maiores preferências do sujeito... se você faz parte de alguma das "O Orkut vai dominar o mundo", quer dizer que tem consciência do que faz (?). ...E eu não posso dizer nada ;)

Temo, também, que os movimentos sociais, mobilizações culturais populares, protestos, apenas sirvam para fortalecer nossos personagens. Somos tão egoístas, ao ponto de lutarmos por uma liberdade, para garantirmos nossa segurança? Pensamento Nietzchiano; estamos em busca constante de satisfazer nosso ego... inclusive enquanto digitamos textos de revolta só para parecermos diferentes.

20.12.06

Dissociação Consciente.

Quero meus chinelos.

Não quero ficar aqui!

Quero um chá bem quente.



Não sei bem onde estou.

Queria que me falassem.

Mas ninguém me responde.


Sou quem eu quero ser.

Mas meu corpo não é.

Estamos em desarmonia.


Ele não sai do lugar.

Sou só minha mente.

Somente o que penso.


Mas eu ainda penso.

Sei que penso.

Será que penso?


Será que ainda existo?

Os outros não me entendem.


Porque quero levantar?

Eles não acreditam.

Eles pensam que não quero.


Será que sabem que penso?

Acho que sim.

Sabem, mas disfarçam,

fogem do futuro.


Acham que vou morrer.

Mas nós todos vamos.

Será que estou morrendo?


Vou sair daqui.

Estou sempre no mesmo lugar,

com pessoas diferentes,

em épocas diferentes.

19.12.06

Campanha pede 1 bilhão de árvores contra o efeito estufa

O projeto, lançado por uma ganhadora do Nobel da Paz, pede que os participantes usem um website especial, criado pela ONU, para registrar as árvores plantadas


A ganhadora do Prêmio Nobel da Paz, Wangari Maathai, convocou cidadãos de todo o mundo para plantar 1 bilhão de árvores ao longo de 2007, a fim de combater o aquecimento global. "Isto é algo que qualquer um pode fazer", disse Maathai, durante a conferência das Nações Unidas sobre a mudança climática, que levou delegados de mais de 100 países ao Quênia.

Maathai, que em 2004 tornou-se a primeira negra africana a ganhar um Nobel, disse que o objetivo da campanha é inspirar o cidadão comum a fazer algo pelo ambiente. Mas ela ressaltou que é importante garantir que as árvores prosperem depois de plantadas.

"Uma coisa é plantar uma árvore, outra é fazê-la sobreviver", disse Maathai, que fundou o Partido Verde do Quênia em 1987. "Se você sabe que não vai cuidar da árvore, nem se incomode".

Cientistas atribuem a elevação média da temperatura global ao longo do século 20, de 0,6º C, à acumulação de dióxido de carbono e de outros gases que prendem o calor na atmosfera. Boa parte do aumento da concentração desses gases é atribuída à atividade humana, principalmente indústrias e automóveis.

A África, que já corre diversos riscos de desequilíbrio ambiental, é o continente que mais deverá sofrer com o deslocamento das zonas climáticas e secas.

A destruição de árvores, com a queima da madeira, contribui com o aquecimento global, liberando cerca de 370 milhões de toneladas de gases do efeito estufa a cada ano - cerca de 5% do total global - dizem cientistas. Plantar árvores pode compensar parte do dano ambiental, porque as plantas absorvem gás carbônico.

O projeto de plantio de árvores, organizado pelo Programa das Ações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), mostra que a "ação (contra a mudança climática) não precisa ficar confinada aos corredores das salas de negociação", afirma Achem Steiner, diretor-executivo do Pnuma.

O projeto pede que os participantes entrem no website do Pnuma e registrem as árvores plantadas.


Dica do professor Alexandre Lopes.
Matéria do Estadão.

18.12.06

Alguém



O Trabalhador levanta cedo
e andando a caminho do serviço,
Apesar de estar com frio e cansado,
Apesar de estar com fome
Apesar de passar diversas vezes pelo mesmo caminho
Ele pensa em coisas que poderiam ser melhores
Pensa no amanhã, pensa em sua família
Pensa em pessoas que nem conhece
Olha para um lado e para o outro
e o que ele vê, vê apenas um mundo
que parou de girar...

Contribuição de MEO. Se quiser contribuir também no Incêndio, mande o que tem na fogueira!

15.12.06

Histórias de fé

Marias celebram dia de Nossa Senhora da Conceição, padroeira de Divinópolis



As histórias de Maria da Conceição Santos e Maria da Conceição Andrade Freitas têm muito mais que o nome em comum. Na sexta-feira 8, dia da padroeira de Divinópolis, foi aniversário das duas.

Maria da Conceição dos Santos completou 77 anos no último dia 8. A presidente da Sociedade São Vicente de Paula (SSVP) conta que sua história de vida é guiada por Nossa Senhora da Conceição. “Me sinto muito feliz e agradecida por ter nascido neste dia. Hoje sei que toda minha vida foi acompanhada de perto por ela. Este dia é consagrado e respeitado, só posso ter alegrias, privilégios. Sou sua devota. Ela é padroeira também da SSVP, que eu sou presidente há 15 anos. Tenho uma família linda, meus filhos, irmãos, são bênçãos para mim. Todos me querem bem, graças a Deus e a Nossa Senhora eu não tenho inimigos. Dedico isso tudo a ela”, diz Sãozinha, como é conhecida a presidente da SSVP.

Maria da Conceição Andrade Freitas completou 51 anos, também no dia 8 deste mês. A professora aposentada diz que foram muito bem vividos. “A padroeira desta cidade intercede junto a Jesus todas as minhas preces. Ela está sempre ao meu lado, é minha companheira. Meu nome é em homenagem a Nossa Senhora da Conceição. Foi um amigo da família que sugeriu, minha mãe fazia parte de um grupo que a cultuava - os Filhos de Maria – e meu pai também era ligado à mãe de Deus. Em minha casa, só eu tenho nome composto, meu pai não gostava de nomes grandes. Me chamo Maria da Conceição, com muito orgulho”, diz a devota.

Ela fala que a título de Nossa Senhora da Conceição, é o primeiro de Maria. “A partir da Conceição (que vem de concepção) vieram os outros nomes: Fátima, Aparecida etc. Isso me deixa ainda mais feliz de carregar comigo este nome”, explica a ex-professora.

A primeira Maria reconhecida pela Igreja Católica é chamada também de Maria da Conceição, ou da Imaculada Concepção e tem o dia 8 de dezembro dedicado a ela. Todo ano a paróquia Nossa Senhora da Conceição, no Bairro Esplanada, em Divinópolis, celebra uma novena e faz preparação para a grande festa.

Em nota, a coordenação da igreja explica: “A cada ano escolhemos um tema, de acordo com a realidade do momento, para levar os fiéis a uma reflexão consciente. Este ano o tema central é Família, Identidade e Missão. São tantos ataques e tentações que a família sofre nos dias atuais. Violência, drogas, consumismo, desordem moral, que as pessoas perdem os horizontes de valores humanos. A cada ano, mais pessoas freqüentam nossa igreja. Calculamos, em média, que cerca de 2 mil fiéis vêm honrar a Imaculada Conceição”, ressalta a coordenação da igreja.

Além da novena, a comunidade recolhe alimentos não perecíveis e, com ajuda dos vicentinos, distribui aos moradores da região.


Agradecimento especial ao Jornal Magazine
Fotos: MARCELO DE FREITAS

Moralismo Revolucionário

Este texto foi escrito pelo Pira, grande amigo meu de orkut. É um texto contra-revolucionário, vindo de um revolucionário. Não concordo com tudo o que ele diz aqui, mas é sempre bom rever nossos conceitos, ter auto-crítica: "Antes de se fechar em seu dogma estude um pouco sobre as escolas político-econômicas, só depois de ver os dois lados da moeda por completos você tem direito a julgar algo". Sem mais delongas, se alguém mais se interessar em divulgar seu texto, contribua: jogue ele na fogueira!


Faísca de: André Pereira (Pira)


Vejo hoje, com lágrimas nos olhos, um bando de revolucionários alienados, alienados por boas idéias, mas mesmo assim alienados. Uma intensa vontade e necessidade de ser “do contra” e quebrar as regras rege grande parte da nossa juventude ativa, eles o fazem sem ao menos pensar no outro lado, no por que, no motivo, pensam que são donos da verdade e que estão certos, pensam saber algo que nem ao menos tentaram entender, talvez, nem ao menos pensem, só seguem a tendência revolucionária. Não é a toa que os jovens não são levados a sério.

Peguemos como exemplo os protestos contra o aumento de tarifa de ônibus em São Paulo. Os revolucionários se enfureceram, foram as ruas protestar e causar danos materiais ao transporte público, grande idéia não? “Para não subir o preço dos ônibus vamos quebrá-los!”, agora os preços sobem para concertar os estragos que vocês fizeram! Agora pensem, será que o preço do transporte público não subiu por causa de um caixa quebrado que não pode manter os ônibus funcionando com o atual acúmulo de capital? Se o preço não subir não há como manter os ônibus funcionando, essa é a verdade. “O acúmulo é suficiente”, vamos ouvir de nossos revolucionários, “a administração que é corrupta!”. Bingo! Protestem contra a administração! Mas espere um pouco, quem elegeu as pessoas que são responsáveis por essa administração? “O povo”, irão dizer, “mas ele foi manipulado pelas emissoras de TV e ainda foi ignorado pelo governo que o quer ignorante para manipulá-lo”. Hum, então agora temos uma bifurcação, protestar contra mídia ou contra o governo? Espera um pouco, quem assiste a essa TV? “O povo”, dirão novamente, “mas é causa da política de pão-e-circo incentivada pelo governo”. Mas pelo amor de qualquer figura que vocês adorem, quem colocou o governo no poder? Novamente dirão “O povo”, eu digo: Vocês!

Uma vez um filósofo indiano chamado Krishnamurti disse: “Você é o mundo”, só que ninguém entendeu – ou leu, vários outros tentarem explicar, mas ninguém entendeu – ou ouviu, então venho aqui novamente tentar demonstrar que o mar é nada mais nada menos do que bilhões de gotas reunidas, e que, sem a gota não há mar.

Voltando a questões políticas, a solução para a melhoria social que estes revolucionários pregam em primeiro plano – porque esta melhoria os afeta diretamente, é adotar uma política neo-liberal, só que estes tolos só conseguem pensar que o neo-liberalismo é uma coisa prejudicial, pois alguém um dia disse isso, ninguém parou para estudar o que é o neo-liberalismo. Com a privatização do sistema de transporte público não haveria desvio de dinheiro e a corrupção seria mínima, pois em uma empresa privada o controle de qualidade é mantido a rédeas curtas, o dono não vai querer prejuízo, mas quando o dono é o governo, ele gera o prejuízo para enriquecer, pois a base que sustenta o transporte vem dos seus impostos e não do bolso dele. A privatização barateia o produto e melhora o serviço, fora que faz do mercado de trabalho um lugar mais justo posto que não haverá político nenhum para colocar seus parentes em cargos da empresa. O neo-liberalismo continua sendo tão mal assim? Antes de se fechar em seu dogma estude um pouco sobre as escolas político-econômicas, só depois de ver os dois lados da moeda por completos você tem direito a julgar algo.

Ah! Adoramos criticar as grandes empresas não? Porque não criticamos também as emergentes? Afinal, um dia serão grandes empresas e também explorarão a mão de obra. Ah sim! Esperemos virarem grandes empresas, quem dará atenção ao nosso protesto a uma empresa pequena? Nós precisamos aparecer e nos sobressairmos perante aos outros revolucionários, se me virem protestando contra a Antártica vão me ignorar!

Os revolucionários se perdem em suas hipocrisias e se prendem em suas morais idiotas. “A Nike explora mão de obra na Ásia, por isso eu uso All Star que é da Converge”, só um adendo, a Converge pertence à Nike, protestar contra a Nike e usar All Star é pura hipocrisia! “O McDonalds utiliza de mão de obra infantil na China para produzir seu brinquedos, os trabalhadores recebem um salário de fome para trabalhar até 18h por dia sem ter nenhuma segurança”, realmente, sinto pena deles, mas tenha certeza que não foi diferente o modo com que foram produzidas as peças do computador que você está usando neste momento. Se a tua desculpa para boicotar alguma coisa é a exploração de trabalho, ao menos não seja hipócrita a ponto de definir que exploração você aceita ou não, exploração é exploração! Os nossos revolucionários boicotam estas empresas porque seguem essa tendência da moda, se tornou uma necessidade para ser aceito no grupo revolucionário, um dogma a se seguir, a condição para fazer parte do grupo, da seita, da religião. Pobres alienados hipócritas, realmente, não merecem serem levados a sério.

Dói cutucar feridas, não? Um mestre nesta arte, Nenê Altro, considerado um traidor, um dia disse: “Boicote a água, assim você vai ser o rebelde mais fodido da sua turma. Boicote a água, pois dentro da torneira vai um pedaço de couro de um animal indefeso. E vai ser mais um radical, vai poder apontar o dedo, vai julgar, julgar, julgar. E todos vão te achar presa, vai ser o mais diferente e vai fazer mais tatuagens com frases de orgulho, e todos vão te achar presa. Boicote, boicote, boicote a água!!! Enquanto isso, longe de seu condomínio, as pessoas se submetem ao trabalho semi-escravo para poder dar a seus filhos o mesmo tanto de comida que você não quer mais e deixa no prato que sua empregada lava e que acaba no lixo... Mas o que isso importa? Você agora é o mais radical, o mais militante, o mais cheio de razão! Vai dar entrevistas, vai chamar atenção e nunca mais vai ser só mais um na multidão”, e também, “Olha o bonzão encostado na esquina, todo radical, no maior visual, na jaqueta de couro frases de anarquia e em contradição, se sente o tal, xinga todo mundo, mexe com as meninas, rouba e justifica em palavras bonitas. Com os seus amigos bate por preconceito e assim ergue a bandeira de seu movimento. Como levar a sério? Olha o nerdão, guerreiro da internet, todo radical, postando no Orkut, em seu fotolog mais de 500 links a causas radicais e movimentos. Mas quem é que resiste a uma boa fofoca e falar mal de tudo pra se sentir o foda? Escondido atrás de um teclado e de um monitor o guerreiro que pretende mudar o mundo. Como levar a sério? É tudo uma piada que perdeu a graça, não há como levar a sério mais nada, tanta besteira junta e conversa pra boi dormir, ninguém sabe ficar na sua e só se divertir”. Taparam os ouvidos e apontaram os dedos, tornaram-se o que são contra, a verdade foi mais do que puderam agüentar e para manter seus egos intactos preferiram ignorá-la e se apoiar em novas mentiras, e assim tudo continuou na mesma, como o sistema sempre quis. “Tente conceber, tente vislumbrar, que é tão igual quanto os que odeia” disse Rodrigo, vocalista do Dead Fish, já apontando o perigo de nos tornamos o que somos contras, os extremos sempre se confundem, quando se usa a mesma arma que o inimigo usa para vencê-lo você acaba se tornado ele.

Os revolucionários ajudam de forma incrivelmente revolucionária o sistema a se manter. O sistema precisa de pessoas que causem confusão para que ele possa se afirmar em defesa daqueles que são prejudicados, não conseguem perceber que só fortalecem o Estado desta maneira? Criticam os hippies e os apolíticos, mas se existe alguém capaz de derrubar o Estado são eles, eles ignoram sua existência e vivem livremente como se nada houvesse, não gastam forças com ele, pois sabem que suas forças só aumentariam a força do Estado. Tantas revoluções houveram e todas só serviram para aumentar o poder do Estado, massacres na Rússia, massacres na China, massacres em Cuba, massacres em todas as partes por onde a revolução passou, esse nome se tornou desculpa para substituir poderes e fazer banhos de sangue.

Hakim Bey está certo ao falar sobre o espírito da revolução e a sua beleza, mas este espírito parece viver ativamente somente em sua massa de manobra, que é facilmente esquecida pelos líderes após a revolução. Mikhail Bakunin um dia afirmou “o poder corrompe”, um tanto quanto hipócrita por parte dele dizendo isso para criticar qualquer forma de autoridade quando ele mesmo era uma, ele tinha poder sobre as massas revolucionárias, era alguém que elas seguiam, sua palavra valia mais do que a da massa de manobra, a massa não pensa e nunca pensou. Não devemos ser massa, devemos ser indivíduos!

Talvez Nietzsche esteja certo ao afirmar que o ser humano já deu o que tinha que dar e agora deve ser superado, é tão mais fácil abrir mão do trabalho de pensar quando outros podem fazer isso por nós não é? A servidão voluntária é uma realidade, nos deixamos a mercê dos outros para sermos controlados, não somos independentes, até mesmo eu, para dar mais credibilidade a este ensaio, fui forçado a usar nomes famosos.

Temos que pensar como gota e não como mar, eu afirmo, a revolução não traz mudança, apenas continua o ciclo, reforma então nem se fala, o que precisamos é de evolução, e só conseguiremos isso pensando como gota.

Não, não devemos pensar em mudar o Estado, devemos pensar em mudar o individuo, Gabriel, o Pensador, não se equivocou em dizer “Muda que quando a gente muda o mundo muda com a gente, a gente muda o mundo na mudança da mente, e quando a mente muda a gente anda pra frente, e quando a gente manda ninguém manda na gente”, o segredo para o mar está na gota.

A revolução é um processo de imposição violento, um grupo decide por toda a população que rumo a política do país vai seguir, que direito tem esses revolucionários de interferir na vida de outros e decidir por eles? Nós podemos revolucionar apenas a nós mesmos, a partir do momento que a nossa revolução atrapalha os outros nós nos tornamos ditadores. Mostremos o caminho ao próximo, mas não podemos esperar que ele siga ou não, devemos respeitar a sua escolha, porém, desde que este respeite a nossa. Cada ser é uma estrela, todos juntos fazemos o grande e majestoso céu, quando todo cidadão ignorar a existência do Estado ele simplesmente deixará de existir, não devemos responder ao Estado de maneira alguma, ele não existe, não há porque se preocupar. O Estado é o amigo imaginário das pessoas, e em alguns casos, o inimigo, mas olhe a sua volta, está vendo as fronteiras? Não, elas não existem.

Mostremos o caminho ao próximo de forma direta e coesa, não é preciso demagogia para mostrar que assim que pararmos de acreditar em duendes eles deixarão de existir. Se ninguém precisa de Estado, se ninguém quer o Estado, o Estado deixa de existir de forma concreta, pois não fizemos revolução nem reforma, nós evoluímos.

Sim, por cutucar a ferida de tantos egos agora serei tachado como traidor, neo-liberal, reacionário, positivista e até mesmo fascista. Não me surpreenderia que o leitor, em sua ignorância, formasse esta idéia de mim, mas tudo bem, o meu objetivo é esmagar a moral revolucionária esquerdista e libertária, este é o meu dever como ser pensante, criticar ao máximo a minha verdade para saber até onde ela pode ser considerada verdade. Será que este ensaio será revolucionário demais para você? Se revoltar com uma crítica é uma atitude conservadora, mudá-la é reformista, criar uma nova é ser revolucionário, crescer com ela é evoluir.

E enquanto você lê isso e acha que faz alguma coisa, as crianças ainda morrem de fome.

12.12.06

Libertação e consumismo

Já lhes falei aqui sobre o Coletivo Pulso. Ele veio a partir do movimento punk de Divinóia, a fim de incendiar a ideologia libertária e fortalecer a cultura underground da cidade.

No dia 25 desse mês, segunda-feira, será realizado o segundo festival organizado pelo Coletivo: o Aqui Não Existe Natal 4.... ...em pleno natal. E não deixemos despercebido que esse festival é uma tradição: é a quarta vez que o movimento realiza essa manifestação.

Desta vez, contamos com a presença das bandas Declínio Social (Divinópolis), Mercúrio nos Olhos (BH), Devaste (Itaúna) e Meillin (Divinópolis). Também vai rolar uma exposição de fanzines e fotos, sarau de poesia e duas palestras: “O Mal Estar na Civilização 'Freud'”, com Sara Cristina e “Esperanto: Língua de Ninguém”, com Bira Ferreira. A entrada é apenas dois reais e um kilo de alimento não perecível.

Se querem minha opinião, o Pulso é possivelmente a única organização, na cidade, que faz algo produtivo e tão verdadeiro. Quem sou eu para falar isso no meio de outros 200 mil habitantes, mas não é fácil achar uma ação tão forte. Àqueles que ainda não conhecem o Pulso para saber disso, tenham certeza - essas atitudes vão levar a cidade para a frente.

11.12.06

Preconceito Cotidiano

O mundo só terá paz quando as pessoas derem mais atenção ao brilho do olhar e não a cor da pele, aparência e a sexualidade.

Elizane Flávia Santos do movimento Hip Hop

Kennedy Dias


Carolina tem 25 anos e há dois trabalha em uma das mais badaladas boates de Divinópolis, diz que a melhor coisa que aconteceu em sua vida foi poder ser independente e pagar suas contas com seu próprio dinheiro. Luciano Eurides é jornalista especializado em esportes e com uma grande experiência em cobrir matérias sobre movimentos socialmente excluídos como Gays, negros e profissionais do sexo. Elizane Flávia Santos é professora de dança, participa há mais de dez anos do movimento Hip Hop e sua principal luta é pela paz e igualdade entre os homens. Essas pessoas representam uma pequena parte dos vários brasileiros que trabalham em busca de conforto e de respeito.

Luciano é um ótimo jornalista esportivo, mas se destacou muito esse ano cobrindo eventos do movimento gay, que começou com a semana de conscientização e terminou com a famosa parada. Ele diz que um dos maiores preconceitos que o grupo homossexual enfrenta é em relação aos impostos: eles pagam 47 e têm direito apenas a 27.

O movimento nunca teve união, segundo Luciano. Eles apenas lutam para diminuir o preconceito contra a classe. O repórter diz “que, os Gays, demonstram internamente uma série de rejeições e rixas que fazem com que o grupo fique mais frágil”.

O jornalista acredita que o preconceito não existe de grupo para grupo e diz que pode existir de membro para membro. Luciano diferencia essa questão afirmando que “um grupo organizado que trabalha pela inserção dos ‘negros’ na sociedade não terá a mesma luta pela inserção dos travestis. São lutas consideradas diferentes”.

O mesmo exemplo acontece com as prostitutas, chamadas hoje de profissionais do sexo. Luciano explica que: “Por mais que você saiba que ela é uma pessoa normal, ela não é aceita dentro da sociedade, principalmente por mulheres em órgãos públicos”. Carolina afirma que o pior de ser prostituta é “quando você fica doente em um lugar que já está trabalhando há mais de três meses”. A situação piora em cidades pequenas, onde todas as pessoas se conhecem.

Carol (como gosta de ser chamada pelos clientes) diz que apesar de todos os problemas que enfrenta, ela consegue bastante dinheiro no final de cada noite, cerca de 400 reais em dias mais movimentados. Só que reclama muito dos travestis. “Essas bibas estão tomando boa parte da clientela, e os homens estão cada dia mais, gostando de gays”.

As prostitutas vivem à margem da sociedade, tanto é que elas passam imperceptíveis muitas vezes, segundo Luciano. “Aquela que vai ter um filho, por exemplo, faz o pré-natal e o parto sem que você fique sabendo da sua profissão. Ninguém sabe na cidade, porque possivelmente não a conhece”.

Luciano não é travesti, mas também não é heterossexual e, ao se incluir no grupo gay, diz que existem várias classificações internas, e que os transexuais e os travestis não são muito bem aceitos pelo resto do grupo. Segundo ele, para um travesti ter uma profissão ou ele é cabeleireiro ou garoto de programa, o que cria uma enorme rixa com as mulheres que também se prostituem. Será que é necessário que um homossexual seja rico, “chique” e famoso como, por exemplo, o Clodovil para ser respeitado.

Existem ainda os gays que preferem negros, mas é uma minoria que aproxima desse grupo, de acordo com Luciano. Ele lamenta que o maior preconceito é em relação a quem se prostitui, “principalmente em órgão públicos e por pessoas que se dizem da paz, do bem e são os guardiões da moral”.

Luciano lembra que o preconceito interno é o pior e que em “casas especializadas existem propagandas para acabar com o preconceito. Há anúncios de festas com entrada mais barata para negros, gordos ou com algum tipo de diferença”. Ainda existem gays que fazem anúncios em revistas excluindo outros grupos, por exemplo, “não quero negros, gordos e baixinhos”.

Elizane Santos é uma jovem dançarina e professora de Hip Hop que acredita que a prostituição e a homossexualidade são escolhas que as pessoas fazem, e não uma necessidade – no caso das prostitutas – ou porque nasceram assim – refere-se aos homossexuais, mas diz que algumas pessoas podem ser por genética sim. “Acredito que existem mulheres que gostam, sim, de ser prostitutas, e há alguns gays que dão impressão de ser por sem-vergonhice mesmo”, ressalta.

Apesar de não conhecer nenhuma prostituta negra em Divinópolis, Elizane diz que quem escolhe essa profissão é porque prefere o caminho mais fácil. “Elas falam que é por necessidade, eu não concordo com isso não. Exitem muitos outros caminhos que as pessoas podem seguir, mas esse sempre está ali pronto para ser escolhido”. Mesmo sabendo que essas pessoas têm que se relacionar com o mais variado tipo de cliente, desde ricos a pobres, sujos a limpos, carinhosos e violentos.

“As pessoas falam sobre preconceito, mas no caso de prostituição, é ruim para própria pessoa, pois a sociedade infelizmente exclui mesmo” afirma Elizane. Ela ressalta que uma pessoa negra que se prostitui sofre preconceito em dobro. “Agora,” diz, “se essa pessoa for branca ela será melhor atendida pelas outras”.

Carol não é negra, mas diz que o preconceito seria o mesmo se fosse, apesar de acreditar que a cor da pele é uma das maiores fontes de exclusão no mundo. Ela diz: “Nós, putas, pelo menos ganhamos dinheiro e só depois vem à discriminação, Gays e negros não ganham nada, apenas são mal tratados”.

Já Luciano explica que o movimento negro é mais bem organizado e isso faz com que o preconceito diminua. Ele diz que quem mais trabalha com a valorização dos negros são as pastorais e as igrejas. Apesar da “alma” negra ainda ser considerada inferior, pois, se um negro é boa pessoa ele é tão bom que parece ter “alma” de branco.

Sobre os negros o assunto é mais fácil de ser tratado, segundo Luciano. “O racismo pela cor da pele já não é mais aceito por ninguém. Existe um combate a esse tipo de preconceito e o racismo já não cabe na sociedade. E isso tudo já vem há algum tempo”. Já em relação ao sexo, cria-se uma barreira, “fica mais complicado de falar sobre o assunto”, diz Luciano Eurides.

As pessoas concordam e apóiam os gays e as prostitutas, a partir do momento em que esses casos não são com eles nem com seus parentes, afirma Elizane, fazendo relação com o preconceito pela cor. “Muitas mães gostam de negros até que seus filhos se envolvem com uma mulher negra. Esse fato é muito comum” lamenta.

Carolina, que gosta de ser chamada de Carol não foi registrada com esse nome nem fala seu nome verdadeiro para seus clientes e patrões, assim como fazia a tão conhecida Raquel Pacheco ou para ex-clientes, Bruna Surfistinha.

Apesar de dizer que gosta de trabalhar com o sexo, Carol quer em um ano sair “dessa vida”. Ela ressalta que, apesar da grana ser boa, nem sempre é bem tratada pelas “pessoas que se dizem normais”. As pessoas de quem ela fala nem sempre são tão elegantes e educadas como ela, que, apesar de não seguir os padrões de etiqueta é uma garota muita atenciosa e educada.

Carol só tem 25 anos, mas aparenta ter uns cinco a mais. Diz que já consumiu muita droga e cigarro. Mas que só gosta de ser garota de programa devido ao bom dinheiro que consegue. Apesar de não trabalhar com clientes de luxo, ela não cobra menos que 100 reais por pessoa. E conta que tem em média uns três clientes por noite, e começa a trabalhar na sexta e pára no domingo.


10.12.06

Repressão e liberdade nas ondas

Todo o indivíduo tem direito à liberdade de opinião e de expressão, o que implica o direito de não ser inquietado pelas suas opiniões e o de procurar, receber e difundir, sem consideração de fronteiras, informações e idéias por qualquer meio de expressão.
(Declaração Universal dos Direitos Humanos, 1948, Art. XIX)


A mídia radiofônica pode ser o meio mais potente de transmitir cultura e informação regional (comunitária). Esta foi, inclusive, a primeira faísca do Incêndio Acidental. Queríamos propagar fogo através das ondas, mas acabamos mudando nosso foco para a Web, por dois motivos bem simples.

Primeiro, pensamos que não deveríamos nos restringir só a um pequeno espaço regional: para quê nos limitar a Divinéia, se temos o mundo inteiro na tela do computador? Segundo porque, ao contrário da internet, a mídia radiofônica está cada vez mais voltada para fins comerciais.

Por quê, isso? As rádios comerciais são poderosas, têm grande poder de fogo. Mas acontece que as rádios comunitárias (livres) estão sempre "roubando" sua audiência. Portanto, acabam sendo tachadas de "piratas".

Enquanto as rádios livres tentam transmitir cultura, as rádios comerciais transmitem o que o "povão" quer. Mas elas não sabem de uma coisa: o povão quer cultura. Por isso, acabam perdendo audiência. Ahh, mas isso não poderia ficar assim, não mesmo! Não bastam os milhares de ouvintes, não bastam as dezenas de milhares que eles lucram com publicidade! Por isso, as rádios livres são caçadas e, por isso, nos encontramos numa ditadura.

Não sou o melhor para falar sobre o assunto. Passo aqui um vídeo feito pela Rádio Muda, uma rádio livre dos alunos e comunidade relacionada à UNICAMP.


Não precisa dizer mais nada, né? Precisa sim. Só para complementar, e dar um gostinho artístico ao post, um soneto do poeta Nathan de Castro. Este aí foi feito há algum tempo, depois de uma "conversinha" que tivemos sobre o assunto... enganei ele direitinho, viram só? ;)

Rádio Pirata
© Nathan de Castro

Ninguém sabe a paixão que anda comigo,
quando a saudade estende a sua mão...
Vazio é pouco para o verso amigo,
nesses tolos momentos de emoção.

Finjo que é nada, mas no peito eu ligo:
rádio pirata do meu coração...
Por tanto amor, talvez encontre abrigo
na música que exalta a solidão.

Mas só encontro samba, rock e frevos
que falam de esperança aos meus projetos
tão pobres, tão silêncios, tão sem trevos...

Não tenho a sorte, nem sei de amuletos!
Somente sonhos e esse mar de enlevos
levando em ondas turvas os meus sonetos!

7.12.06

Pensamentos

A vida passa e o Sol permanece o mesmo
MEO (Michel Esteves)


Você corre atrás do sol, mas ele está afundando e andando em voltas, para leventar atrás de você novamente
Roger Waters, Pink Floyd


Contribuição de Michel; se você também tem alguns pensamentos, textos de sua autoria ou pitacos, jogue o que tem na fogueira!

Nós não vamos desistir

Como eu já havia dito, estou num mato sem cachorro. Um publicitário entre jornalistas, num blog aparentemente jornalístico. Mas que se dane: nem por isso, deixarei de passar pra vocês várias publicidades interessantes que encontro por aí. Lhes apresento Sentimental, da Greenpeace.




Nosso verde está acabando, sendo bloqueado pelo cinza do concreto. Mas ainda há esperança. Isso que é propaganda: simples, direta, mas com uma mensagem pesada. Só não sei qual empresa a produziu; se souberem, nos diga. Dica do professor Fred Vieira.

4.12.06

pensamento do dia

vou abrir outra exceção aqui:
Citarei uma frase de um amigo. O acessor do presidente da Câmara Municipal de Divinópolis, Roberto Clementino.
Faço isso porque acho muito importante pensar nisso um dia, mês, ano, eternidade, pra que nunca mais tenhamos tantos motivos para criticar nosso país.

"Marcelo, o (Fernando) Collor deve voltar a ser presidente desse país, mesmo que nós não queiramos. Olhe para isso:
elegemos em brasília um corrupto, em são paulo o Maluf e o Clodovil, no Rio Grande do Norte o Severino Cavalcanti e em alagoas o Collor.
Nada impede a mídia de botar o cara lá no Planalto de novo."

PS: Brasília elegeu um cara que esta no inquérito da quebra ilegal de sigilo do painel da Câmara federal numa votação em segredo.
O deputado mais bem votado em SP está envolvido no superfaturamento milionário do prédio do TST na capital paulista, e por ai vai...
pensemos nisso então.

3.12.06

pensamento do fim de semana

desculpem a minha ausência no dia de ontem, mtos parentes de longe e mto o que fazer:

"Não brinque com o fogo (incêndio). ele (nós) não sabe (mos) brincar!"

contribuição de nosso grande amigo Tejota
www.putamerda.com.br

2.12.06

Filhos bastardos

A humanidade é desumana; temos inúmeros problemas rondando a sociedade mundial. Desigualdade, corrupção, abuso de poder, manipulação de mídias, precariedade na saúde... Podemos fazer uma lista gigantesca de cagadas do Homem.

Até ao que me lembro, a maioria desses problemas tem uma coisa em comum: sempre existiu e, talvez, não estejamos no ponto mais trágico. Fora um.

A cada dia que passa, o meio ambiente está sendo detonado pela necessidade social de obter lucro após lucro. Desmatamento, queimadas, poluição, buraco na camada de ozônio e a fins: será que não há limites na estupidez humana? O dinheiro é tão importante? Para que tanto desenvolvimento tecnológico, se falta envolvimento com a vida?

Criamos uma grande inimiga, e ela está se vingando. Somos filhos bastardos, rebeldes sem causa, e no sentido extremo da expressão. Por que diabos fomos mexer com nossa mãe Natureza?

Odeio pensar assim, mas acho que falta pouco para o fim da humanidade. Não será nada religioso, e pouco podemos fazer para impedir isso. "Só quando a última gota dos rios secar, o último peixe for pescado e a última árvore for derrubada, o Homem verá que dinheiro não se come"*. Mas, afinal, depois de fazermos tanta merda no nosso meio ambiente, será que o mundo sentiria nossa ausência?

Salvemos a natureza, e ela não nos destruirá.



* não sei de quem é essa frase, se alguém souber, nos diga.

1.12.06

Pensamento do dia

"encare de frente o sol, e as sombras ficarão às suas costas"

frase lida no orkut de alguém, que não me recordo