31.12.06

Mensagem bonita de ano novo

Propaguem esta chama em 2007

Fim de ano pra mim é a pior parte do ano, onde a demagogia e a falsidade norteiam as relações humanas. Já escrevi um pouco sobre isso ha algum tempo atrás, inspiração do amigo poeta Nathan de Castro, sobre as campanhas de combate a fome e a pobreza que ganham voz nesta época.

Mas, como chegamos no fim de um ciclo, em que as esperanças se renovam, a vida segue, promessas são feitas e a busca de um mundo melhor é a pauta da sociedade, o fogo do Incêndio Acidental não poderia ficar alheio.

Desejo que nossa fogueira continue crescendo e atingindo a mais pessoas, que mais gente se sinta queimado, que mais gente alastre, propague, e que muito mais gente ajude na construção dessa idéia megalomaníaca.

A todos que, de alguma forma, participaram do desenvolvimento dessa chama e da criação dessa "churrasqueira virtual", desejo um Feliz ano novo.

Quero deixar um abraço aos dois parceiros de piromania, Kentão e Pablo, abração pra vocês

"bebam com moderação, quero fazer festa com a sobra no 1º de janeiro"

30.12.06

Música para todos

Ao som do piano a vida segue no centro de Divinópolis

No quarteirão fechado da Rua São Paulo, entre Avenida primeiro de Junho e Antônio Olimpio de Moraes o som de um piano chama atenção de todos. Motorista, pedestres e lojistas, não há quem não olhe para Circinho.
O músico, natural de Londrina-PR, vem à cidade pela terceira vez para divulgar seu trabalho.
Seu repertório varia entre músicas clássicas, com o a valsa “Danúbio Azul” à músicas populares, como Beatles.
Segundo Circinho, “esse é o melhor modo de divulgar meu trabalho. O contato com o público e o baixo custo possibilitam que eu faça esse som por onde passo. Cem por cento da estrutura é minha, o único apoio que tenho é de uma banca de revistas aqui que me oferece energia elétrica”, diz o músico.
Circinho é deficiente físico, anda de cadeira de rodas, mas roda por todo o país mostrando sua música. Ele diz que não tem muitas dificuldades em fazer seu trabalho. “A maior limitação que encontro é em banheiros públicos, portas estreitas onde ou passo eu, ou passa a cadeira. No meu trabalho nada me limita. Tenho duas filhas, minha própria casa e me sinto bem quando toco meu piano. Esse instrumento chama atenção das pessoas pelo som suave e bonito. Quando passo em um local e me deparo com um pianista tocando eu paro e escuto com maior prazer, mesmo com tantos anos de prática, não me canso de ouvir musicas em piano. Penso que a reação das pessoas que passam por mim aqui em Divinópolis seja parecida”, fala Circinho
O músico acrescenta. “Sou conhecido em várias grandes cidades por onde passo. Campinas, Londrina, Curitiba e aqui em Divinópolis, já vendi mais de 100 mil discos. Sei que muitas pessoas compram pela minha iniciativa, força de vontade, pelo fato de eu ser deficiente físico, mas acho que a maioria de meus clientes compra meus CD’s porque gostam do que eu faço. Em grandes centros, como Divinópolis, a rotina das pessoas é estressante. Com a música instrumental o estresse passa”, relata o músico
O estudante de engenharia e também músico, Michel Esteves, aprovou a iniciativa de Circinho. “O som não prejudica ninguém, não é alto e é muito bom para quem passa por aqui, transmite calma, paz. Vindo de um deficiente físico é muito legal, pois mostra o exemplo de superação e arte. É importante ressaltar que artistas como Circinho, não são vistos somente em Divinópolis, a cultura popular é rica em qualquer parte do Brasil. Com certeza o exemplo do músico é bom, ainda mais no natal, onde as pessoas ficam mais emotivas. Com relação ao comércio da região, a música de Circinho pode influenciar, em parte, no aumento da movimentação. Muitas pessoas gostam de ouvir música. A lição que o deficiente nos passa é que quando Deus dá um dom a uma pessoa não há limites para que isso seja transmitido aos outros”, comenta MichelCircinho já produziu individualmente cinco CD’s e os vende na praça da Rua São Paulo à R$ 10.00

depois de uma longa "prisão intelectual" voltei a ativa.
de acordo com João Nogueira, sambista do rio, "sobre o poder da criação
força nenhuma da natureza interfere".

20.12.06

Dissociação Consciente.

Quero meus chinelos.

Não quero ficar aqui!

Quero um chá bem quente.



Não sei bem onde estou.

Queria que me falassem.

Mas ninguém me responde.


Sou quem eu quero ser.

Mas meu corpo não é.

Estamos em desarmonia.


Ele não sai do lugar.

Sou só minha mente.

Somente o que penso.


Mas eu ainda penso.

Sei que penso.

Será que penso?


Será que ainda existo?

Os outros não me entendem.


Porque quero levantar?

Eles não acreditam.

Eles pensam que não quero.


Será que sabem que penso?

Acho que sim.

Sabem, mas disfarçam,

fogem do futuro.


Acham que vou morrer.

Mas nós todos vamos.

Será que estou morrendo?


Vou sair daqui.

Estou sempre no mesmo lugar,

com pessoas diferentes,

em épocas diferentes.

15.12.06

Histórias de fé

Marias celebram dia de Nossa Senhora da Conceição, padroeira de Divinópolis



As histórias de Maria da Conceição Santos e Maria da Conceição Andrade Freitas têm muito mais que o nome em comum. Na sexta-feira 8, dia da padroeira de Divinópolis, foi aniversário das duas.

Maria da Conceição dos Santos completou 77 anos no último dia 8. A presidente da Sociedade São Vicente de Paula (SSVP) conta que sua história de vida é guiada por Nossa Senhora da Conceição. “Me sinto muito feliz e agradecida por ter nascido neste dia. Hoje sei que toda minha vida foi acompanhada de perto por ela. Este dia é consagrado e respeitado, só posso ter alegrias, privilégios. Sou sua devota. Ela é padroeira também da SSVP, que eu sou presidente há 15 anos. Tenho uma família linda, meus filhos, irmãos, são bênçãos para mim. Todos me querem bem, graças a Deus e a Nossa Senhora eu não tenho inimigos. Dedico isso tudo a ela”, diz Sãozinha, como é conhecida a presidente da SSVP.

Maria da Conceição Andrade Freitas completou 51 anos, também no dia 8 deste mês. A professora aposentada diz que foram muito bem vividos. “A padroeira desta cidade intercede junto a Jesus todas as minhas preces. Ela está sempre ao meu lado, é minha companheira. Meu nome é em homenagem a Nossa Senhora da Conceição. Foi um amigo da família que sugeriu, minha mãe fazia parte de um grupo que a cultuava - os Filhos de Maria – e meu pai também era ligado à mãe de Deus. Em minha casa, só eu tenho nome composto, meu pai não gostava de nomes grandes. Me chamo Maria da Conceição, com muito orgulho”, diz a devota.

Ela fala que a título de Nossa Senhora da Conceição, é o primeiro de Maria. “A partir da Conceição (que vem de concepção) vieram os outros nomes: Fátima, Aparecida etc. Isso me deixa ainda mais feliz de carregar comigo este nome”, explica a ex-professora.

A primeira Maria reconhecida pela Igreja Católica é chamada também de Maria da Conceição, ou da Imaculada Concepção e tem o dia 8 de dezembro dedicado a ela. Todo ano a paróquia Nossa Senhora da Conceição, no Bairro Esplanada, em Divinópolis, celebra uma novena e faz preparação para a grande festa.

Em nota, a coordenação da igreja explica: “A cada ano escolhemos um tema, de acordo com a realidade do momento, para levar os fiéis a uma reflexão consciente. Este ano o tema central é Família, Identidade e Missão. São tantos ataques e tentações que a família sofre nos dias atuais. Violência, drogas, consumismo, desordem moral, que as pessoas perdem os horizontes de valores humanos. A cada ano, mais pessoas freqüentam nossa igreja. Calculamos, em média, que cerca de 2 mil fiéis vêm honrar a Imaculada Conceição”, ressalta a coordenação da igreja.

Além da novena, a comunidade recolhe alimentos não perecíveis e, com ajuda dos vicentinos, distribui aos moradores da região.


Agradecimento especial ao Jornal Magazine
Fotos: MARCELO DE FREITAS

11.12.06

Preconceito Cotidiano

O mundo só terá paz quando as pessoas derem mais atenção ao brilho do olhar e não a cor da pele, aparência e a sexualidade.

Elizane Flávia Santos do movimento Hip Hop

Kennedy Dias


Carolina tem 25 anos e há dois trabalha em uma das mais badaladas boates de Divinópolis, diz que a melhor coisa que aconteceu em sua vida foi poder ser independente e pagar suas contas com seu próprio dinheiro. Luciano Eurides é jornalista especializado em esportes e com uma grande experiência em cobrir matérias sobre movimentos socialmente excluídos como Gays, negros e profissionais do sexo. Elizane Flávia Santos é professora de dança, participa há mais de dez anos do movimento Hip Hop e sua principal luta é pela paz e igualdade entre os homens. Essas pessoas representam uma pequena parte dos vários brasileiros que trabalham em busca de conforto e de respeito.

Luciano é um ótimo jornalista esportivo, mas se destacou muito esse ano cobrindo eventos do movimento gay, que começou com a semana de conscientização e terminou com a famosa parada. Ele diz que um dos maiores preconceitos que o grupo homossexual enfrenta é em relação aos impostos: eles pagam 47 e têm direito apenas a 27.

O movimento nunca teve união, segundo Luciano. Eles apenas lutam para diminuir o preconceito contra a classe. O repórter diz “que, os Gays, demonstram internamente uma série de rejeições e rixas que fazem com que o grupo fique mais frágil”.

O jornalista acredita que o preconceito não existe de grupo para grupo e diz que pode existir de membro para membro. Luciano diferencia essa questão afirmando que “um grupo organizado que trabalha pela inserção dos ‘negros’ na sociedade não terá a mesma luta pela inserção dos travestis. São lutas consideradas diferentes”.

O mesmo exemplo acontece com as prostitutas, chamadas hoje de profissionais do sexo. Luciano explica que: “Por mais que você saiba que ela é uma pessoa normal, ela não é aceita dentro da sociedade, principalmente por mulheres em órgãos públicos”. Carolina afirma que o pior de ser prostituta é “quando você fica doente em um lugar que já está trabalhando há mais de três meses”. A situação piora em cidades pequenas, onde todas as pessoas se conhecem.

Carol (como gosta de ser chamada pelos clientes) diz que apesar de todos os problemas que enfrenta, ela consegue bastante dinheiro no final de cada noite, cerca de 400 reais em dias mais movimentados. Só que reclama muito dos travestis. “Essas bibas estão tomando boa parte da clientela, e os homens estão cada dia mais, gostando de gays”.

As prostitutas vivem à margem da sociedade, tanto é que elas passam imperceptíveis muitas vezes, segundo Luciano. “Aquela que vai ter um filho, por exemplo, faz o pré-natal e o parto sem que você fique sabendo da sua profissão. Ninguém sabe na cidade, porque possivelmente não a conhece”.

Luciano não é travesti, mas também não é heterossexual e, ao se incluir no grupo gay, diz que existem várias classificações internas, e que os transexuais e os travestis não são muito bem aceitos pelo resto do grupo. Segundo ele, para um travesti ter uma profissão ou ele é cabeleireiro ou garoto de programa, o que cria uma enorme rixa com as mulheres que também se prostituem. Será que é necessário que um homossexual seja rico, “chique” e famoso como, por exemplo, o Clodovil para ser respeitado.

Existem ainda os gays que preferem negros, mas é uma minoria que aproxima desse grupo, de acordo com Luciano. Ele lamenta que o maior preconceito é em relação a quem se prostitui, “principalmente em órgão públicos e por pessoas que se dizem da paz, do bem e são os guardiões da moral”.

Luciano lembra que o preconceito interno é o pior e que em “casas especializadas existem propagandas para acabar com o preconceito. Há anúncios de festas com entrada mais barata para negros, gordos ou com algum tipo de diferença”. Ainda existem gays que fazem anúncios em revistas excluindo outros grupos, por exemplo, “não quero negros, gordos e baixinhos”.

Elizane Santos é uma jovem dançarina e professora de Hip Hop que acredita que a prostituição e a homossexualidade são escolhas que as pessoas fazem, e não uma necessidade – no caso das prostitutas – ou porque nasceram assim – refere-se aos homossexuais, mas diz que algumas pessoas podem ser por genética sim. “Acredito que existem mulheres que gostam, sim, de ser prostitutas, e há alguns gays que dão impressão de ser por sem-vergonhice mesmo”, ressalta.

Apesar de não conhecer nenhuma prostituta negra em Divinópolis, Elizane diz que quem escolhe essa profissão é porque prefere o caminho mais fácil. “Elas falam que é por necessidade, eu não concordo com isso não. Exitem muitos outros caminhos que as pessoas podem seguir, mas esse sempre está ali pronto para ser escolhido”. Mesmo sabendo que essas pessoas têm que se relacionar com o mais variado tipo de cliente, desde ricos a pobres, sujos a limpos, carinhosos e violentos.

“As pessoas falam sobre preconceito, mas no caso de prostituição, é ruim para própria pessoa, pois a sociedade infelizmente exclui mesmo” afirma Elizane. Ela ressalta que uma pessoa negra que se prostitui sofre preconceito em dobro. “Agora,” diz, “se essa pessoa for branca ela será melhor atendida pelas outras”.

Carol não é negra, mas diz que o preconceito seria o mesmo se fosse, apesar de acreditar que a cor da pele é uma das maiores fontes de exclusão no mundo. Ela diz: “Nós, putas, pelo menos ganhamos dinheiro e só depois vem à discriminação, Gays e negros não ganham nada, apenas são mal tratados”.

Já Luciano explica que o movimento negro é mais bem organizado e isso faz com que o preconceito diminua. Ele diz que quem mais trabalha com a valorização dos negros são as pastorais e as igrejas. Apesar da “alma” negra ainda ser considerada inferior, pois, se um negro é boa pessoa ele é tão bom que parece ter “alma” de branco.

Sobre os negros o assunto é mais fácil de ser tratado, segundo Luciano. “O racismo pela cor da pele já não é mais aceito por ninguém. Existe um combate a esse tipo de preconceito e o racismo já não cabe na sociedade. E isso tudo já vem há algum tempo”. Já em relação ao sexo, cria-se uma barreira, “fica mais complicado de falar sobre o assunto”, diz Luciano Eurides.

As pessoas concordam e apóiam os gays e as prostitutas, a partir do momento em que esses casos não são com eles nem com seus parentes, afirma Elizane, fazendo relação com o preconceito pela cor. “Muitas mães gostam de negros até que seus filhos se envolvem com uma mulher negra. Esse fato é muito comum” lamenta.

Carolina, que gosta de ser chamada de Carol não foi registrada com esse nome nem fala seu nome verdadeiro para seus clientes e patrões, assim como fazia a tão conhecida Raquel Pacheco ou para ex-clientes, Bruna Surfistinha.

Apesar de dizer que gosta de trabalhar com o sexo, Carol quer em um ano sair “dessa vida”. Ela ressalta que, apesar da grana ser boa, nem sempre é bem tratada pelas “pessoas que se dizem normais”. As pessoas de quem ela fala nem sempre são tão elegantes e educadas como ela, que, apesar de não seguir os padrões de etiqueta é uma garota muita atenciosa e educada.

Carol só tem 25 anos, mas aparenta ter uns cinco a mais. Diz que já consumiu muita droga e cigarro. Mas que só gosta de ser garota de programa devido ao bom dinheiro que consegue. Apesar de não trabalhar com clientes de luxo, ela não cobra menos que 100 reais por pessoa. E conta que tem em média uns três clientes por noite, e começa a trabalhar na sexta e pára no domingo.


4.12.06

pensamento do dia

vou abrir outra exceção aqui:
Citarei uma frase de um amigo. O acessor do presidente da Câmara Municipal de Divinópolis, Roberto Clementino.
Faço isso porque acho muito importante pensar nisso um dia, mês, ano, eternidade, pra que nunca mais tenhamos tantos motivos para criticar nosso país.

"Marcelo, o (Fernando) Collor deve voltar a ser presidente desse país, mesmo que nós não queiramos. Olhe para isso:
elegemos em brasília um corrupto, em são paulo o Maluf e o Clodovil, no Rio Grande do Norte o Severino Cavalcanti e em alagoas o Collor.
Nada impede a mídia de botar o cara lá no Planalto de novo."

PS: Brasília elegeu um cara que esta no inquérito da quebra ilegal de sigilo do painel da Câmara federal numa votação em segredo.
O deputado mais bem votado em SP está envolvido no superfaturamento milionário do prédio do TST na capital paulista, e por ai vai...
pensemos nisso então.

3.12.06

pensamento do fim de semana

desculpem a minha ausência no dia de ontem, mtos parentes de longe e mto o que fazer:

"Não brinque com o fogo (incêndio). ele (nós) não sabe (mos) brincar!"

contribuição de nosso grande amigo Tejota
www.putamerda.com.br

1.12.06

Pensamento do dia

"encare de frente o sol, e as sombras ficarão às suas costas"

frase lida no orkut de alguém, que não me recordo