30.11.06

Superpopulação congestiona sistema de saúde em Divinópolis


Pronto-Socorro Regional. A instituição que é referência em 54 municípios da região passa por dificuldades de atender a todos os habitantes que procuram. Isso se dá devido ao grande fluxo de pessoas que transitam por Divinópolis.

Segundo dados oficiais, cerca de 15 por cento dos 17000 procedimentos realizados por mês são em habitantes de outras cidades. De acordo com a diretora da instituição, Arlete Medioli, o hospital prioriza as emergências, vindas de onde vier, o que sobrecarrega os atendimentos.

“Nossas pesquisas nos dão dados de procedimentos, e não de pessoas que chegam aqui. Sabemos que os habitantes que procuram o PSR são muito mais do que os 17000 atendimentos que fazemos por mês. Esta estrutura que possuímos em Divinópolis não é suficiente para dar qualidade ideal par a todos os pacientes, seja qual for o lugar em que eles residam, visto que o PSR é referência regional”, salienta a diretora.

Arlete ainda cita que muitas pessoas falsificam endereço por medo de ficar na fila por mais tempo.

“Sabe-se que o número de moradores de outros municípios, atendidos aqui, é muito maior do que o que as pesquisas mostram. Muita gente falsifica informações, dá endereço de parentes, amigos, ou até comércios para conseguirem ser atendidos”, esclarece.

Em Divinópolis, essa pesquisa é feita todo mês, e serve de base para uma espécie de prognóstico de atendimentos do mês seguinte. A diretora explica que a medida é para tentar ordenar as emergências e melhorar a qualidade dos procedimentos realizados na cidade.

“Se todos os habitantes de fora deste município fizessem seus atendimentos nos postos de saúde locais, muito iria desafogar em nosso trabalho. O problema é que muitas pessoas de fora passam mal em sua cidade, pensam que se trata de alguma coisa grave e vêm para Divinópolis com a ilusão que aqui vão ser melhor atendidos, que o problema vai se resolver só por se tratar de um centro maior. São essas pessoas que inviabilizam dados mais precisos de nossa pesquisa e alimentam as grandes filas e reclamações”, conclui Arlete Medioli.

Pensamento do dia

se a morte, para os católicos, representa o nascimento para uma vida eterna, por que nossa sociedade tem tanto medo dela?

29.11.06

Prisão domiciliar. A sociedade moderna está condenada?

qual é a diferença entre as imagens?


A luta pela liberdade marcou época na história mundial. De um povo contra seu ditador, de raça contra pré-conceitos, da sociedade contra a ditadura, enfim, exemplos não faltam. Atualmente estamos fazendo o caminho inverso. Nossa arma anterior nos virou as costas e a sociedade do medo tomou conta dos povos.

Luta-se agora contra o terror, a criminalidade, o desemprego, a insegurança, a opressão ou a violência.

O maior perigo é que estamos num alicerce, onde quem detém o poder, quase feudal, ou quem nos alimenta os medos, parece ser a mesma pessoa que nos alimenta as vontades. Alguém já se perguntou isso? Muitas das respostas a este tipo de questões teriam nome e sobrenome: Estados Unidos, com seu papel de impor democracia e condições seguras para a sociedade viver em paz e harmonia.

Lembremo-nos do que nos diz a história. Essa idéia de cultura do medo foi primeiramente usada pela igreja católica, na época do Iluminismo, para desencorajar os burgueses e recapturas seus fiéis ovelhinhas.

Passaram se séculos e estamos de novo neste dilema, com outra roupagem agora.
Como impor a democracia? Contraditória essa pergunta não é? Democracia não se impõe, muito menos paz, isso se alcança, naturalmente.

Se pensarmos que isso é conversa de intelectual que tem todas as respostas na ponta da língua e que casos como este, só ocorrem na Ásia, longe do Brasil, que é um país que se orgulha muito de não ter guerras, estamos muito enganados.

Vivemos com medo da violência, do desemprego, vivemos inseguros. A cultura do medo é muito forte e influente por essas bandas da América Latina.

Para provar o quão estamos à mercê do nosso medo, citarei uma música recente, de sucesso por aqui, composta por Marcelo Falcão, do grupo O Rappa. Detalhe é que o vocalista é criado no bairro, de classe média baixa, de Xerém, RJ.



MINHA ALMA
“A minha alma está armada e apontada para a cara do sossego.
Pois paz sem voz, paz sem voz, não é paz, é medo.
As vezes eu falo pra vida e as vezes é ela quem diz:
Qual a paz que eu não quero conquistar pra tentar ser feliz.
As grades do condomínio são pra trazer proteção. Mas também trazem a dúvida se é você que está nessa prisão...”


Vivemos presos, submissos, rezando para que nada nos aconteça de mal, ou nos protegendo com cercas, grades, alarmes, coletes e seguranças particulares, enquanto nossos algozes andam soltos. Até que ponto vale a pena ter medo para sobreviver?

Conquistamos casas, carros, condições de se viver bem e andamos com medo de que nos roubem no farol fechado. A música diz isso. Será que vale a pena pagar com o medo o preço de ser livre?

Perguntas como essas levam a outras, perigosas, por ir à contramão da história. Vale a pena ser livre ou a ditadura nos propiciava mais segurança? Eis a questão para o gestor do mundo, digo, presidente dos Estados Unidos, Mr. George W. Bush.

Luta Antimanicomial é marcada com vários eventos

A luta antimanicomial é um movimento social para a inclusão do portador de deficiência mental na sociedade. Em Divinópolis, o movimento de luta antimanicomial é coordenado pelo Serviço de Referencia em Saúde Mental (Sersam). Segundo Ataíde Fonseca de Azevedo, psicólogo e gerente do Sersam, "a manifestação acontece todo ano, no dia 18 de maio, em todas as cidades que têm Centros de Apoio Psicossocial (CAPS) e centros de convivência. Nesse dia, em 1987, uma equipe de profissionais da saúde mental da cidade de Bauru chegou à conclusão que se precisava humanizar os hospitais psiquiátricos e criar uma nova estrutura de tratamento. Foi a partir desse movimento que se começou a falar em reforma psiquiátrica no Brasil".

Os centros de tratamento psicossociais contam com o apoio dos serviços de residência terapêutica e o De Volta Para Casa, que consiste em tratamentos voluntários nos quais os usuários não ficam internados. Em Divinópolis, funciona o CAPS 2, o Sersam, que, segundo Ataíde, "é insuficiente para atender ao numero de pessoas da cidade. Ele é referência para 204.000 habitantes de Divinópolis (de acordo com dados do IBGE) e aproximadamente 60.000 dos municípios consorciados (Conceição do Pará, Cláudio, Carmo do Cajuru, São Sebastião do Oeste, Santo Antônio do Monte e Perdigão). Portanto, nós atendemos mais de 250.000. O serviço da já cidade está saturado. É preciso outras estruturas, que a rede básica, formada por postos de saúde e Plano de Saúde da Família (PSF), estejam também engajados no tratamento".

De acordo com o gerente do Sersam, "a responsabilidade sobre o financiamento desses trabalhos é dos três níveis de governo, o municipal (execução e financiamento), o estadual (financiamento) e o federal (financiamento). Os procedimentos feitos pelos CAPS são financiados através de Autorizações de Procedimentos de Auto Custo (Apacs). As verbas são repassadas de setor para setor, vêm do Ministério da Saúde para o fundo municipal da saúde".

Os luta antimanicomial é um movimento que pretende aumentar cada vez mais a autonomia dos centros de tratamentos psicossociais e não precisar depender de internações em hospitais psiquiátricos (manicômios). "Na realidade, auto-suficiência nós nunca teremos. Mesmo se acabarem os centros de internação, ainda iremos depender de outros setores de tratamento para a saúde e inclusão social do paciente. O planejamento se constitui em uma formação de um trabalho em rede, onde o responsável é referência para o usuário, seria o CAPS. E também, trabalharia com outras estruturas da rede social, como a igreja, a família e um grupo religioso. Independente das estruturas deve-se pensar um trabalho que possa atender qualquer área em que a pessoa more", coloca Ataíde.

"No Brasil são 800 CAPS, acredito que todos os estados tenham. Só em Minas Gerais, nós temos 30 serviços de residência terapêutica, mais de 30 serviços substitutivos que englobam todas as áreas de atendimentos psiquiátricos. São 300 equipes de saúde mental auxiliando na atenção primária, e mais de 10 associações de usuários. A própria participação do paciente é importante. Em Divinópolis, existe a associação Sersam", diz o psicólogo.

Para que o tratamento dos doentes seja mais eficiente, é preciso que sua família o acompanhe semanalmente. Quando há uma interação de todos os pontos que envolvem os pacientes, fica mais fácil e eficaz o tratamento. E para que isso aconteça, é preciso que todos colaborem. O intuito do movimento antimanicomial é conscientizar as pessoas que não conhecem os atuais tratamentos psiquiátricos e formar uma sociedade que não exclua essas pessoas.


Seu Rusário, O Inventor

Em uma cidadezinha do interior das Minas Gerais, onde a letra R até hoje é falada com um sotaque um tanto quanto carregado havia, ou ainda há um sujeito que se diz não inventor. Mas se ele que se pronuncia o não criador de nada daquilo que todos dizem que foi de sua criação, como pode se esconder durante vários anos em sua casa, que por sinal também é uma de suas maiores peripécias criativas.

Esse cidadão de quem falo é um senhor chamado Rosário. Mas em sua terra o chamam de Seu Rusário Hidalino o maior inventor de todos os tempos. Aquele que melhorou e “há de melhorar” mais ainda esse mundo, que para ele ficou tão pequeno.

Rusário ou Rosário (como ele preferir) nasceu cresceu, e segundo o povo, haverá de subir ao céu, sem nem mesmo ter saído de sua pequenina, mas nem um pouco pacata cidade. Onde ele e seus conterrâneos são conhecidos pelos grandes e suculentos Marolos. Essa fruta que mais parece um fruto do conde depois de um banho de lama, é o carro chefe dos patrimônios daquele lugar.

Como já falei demais do inventor e sua cidade, vou lhes contar uma das mais de quinhentas mil historias de seus humildes, porem não menos importantes, inventos e peripécias.

Na rodovia que corta a cidade tem um posto de gasolina de uma família de gaúchos. E numa madrugada de sábado para o domingo meu primo e mais um amigo pararam nesse lugar para abastecer e pegar uma cerveja. Quando eles iam saindo o frentista que estava atento a discussão dos dois entrou na conversa:

– Vocês estavam dizendo que precisam regularizar seus documentos com o Detram?

– Sim, eu e meu amigos vamos para a festa do congado e estamos com medo dos ‘Homi’ nos parar. Pois estou a mais de dois anos com o IPVA vencido, e não tenho grana para regularizar essa situação.

– Há mais isso é fácil demais de se resolver.

– É só vocês irem na casa do Seu Rusário, o Inventor. Aquele que criou a primeira extensão sem fio do mundo. E entre seus maiores inventos está a maquina regularizadora, que funciona via Internet.

O que acho mais interessante desse ultimo invento que o frentista fala, é que essa história aconteceu a mais de 15 anos. E no Brasil ninguém tinha Internet direito, e era um troço caro de se conseguir. Mas voltando a história, o moço do posto completou:

– Essa maquina de que eu to falando pode regularizar qualquer tipo de documento, até tira carteira de motorista pra pessoa menor de idade. É uma belezura, só vendo mesmo pra vocês verem o quanto isso pode melhorar o mundo.

– Mas quando vocês forem lá, não digam que fui eu quem lhes contei. Pois ele é muito vingativo e mau-humorado, e não gosta de mostrar, nem menos compartilhar seus inventos com ninguém.

Meu primo meio desconfiado pergunta:

– Mas se ele é tão bravo assim...

– Bravo não, no máximo nervoso. (Disse o carona. Mas essa do Homem Bravo é uma outra história).

–... Se ele é mesmo nervoso demais como vou convencê-lo de me ajeitar esse invento?

– É só você insistir muito. (Disse o frentista)

– Insista o máximo que puder. Seu Rusário é nervoso, mas tem uma fraqueza que o condena.

– Ele é a pessoa mais vaidosa desse mundo. Se você disser que ouviu falar demais dele. E que ele é famoso por toda região, fica fácil de conquistar aquele velho coração.

E os rapazes seguiram em direção a mansão do velho Hidalino. Onde até hoje não se sabe como terminou essa trajetória. Mas uma certeza todos tem. Meu primo foi a festa do congado, e não foi pego pela blitz da policia.


pensamento do dia:

exibiremos a partir de hoje, assuntos a serem debatidos dentro e fora da internet. relevantes, ou não, ao cotidiano de cada um.

O passado não condena, o que condena é o
preconceito


24.11.06

Natal sem fome... E a demagogia continua.





Todo ano é a mesma coisa, enquanto uns comem caviar, reúnem suas famílias para as festas de fim de ano - eterna renovação burguesa – fazem promessas de que tudo vai ser diferente no próximo ciclo (ano, mês, dia), outros vêem um novo tempo nascer sem muita coisa pra comemorar. Resumindo: a vida de homem burguês é um ciclo pautado por promessas quase sempre infundadas.
Para "corrigir" isso, propostas não faltam: Fome Zero é o exemplo do governo federal. Se você, leitor, acha que empresários não ligam para esse tipo de coisa veja o Natal sem fome. Algum ser iluminado por Deus proporciona a felicidade a alguns seres desprovidos por natureza, não é lindo? Se não fosse trágico seria com certeza.
Pensemos de duas formas:
Eu, burguês, empresário, ator renomado, como do bom e do melhor, tenho tudo que quero, mas uso da minha fama e sucesso para beneficiar o próximo, que lindo! Mas faço isso no Natal, tenho compaixão uma vez por ano, como se fosse o castigo depois da hora de confessar meus pecados deste ciclo que está por acabar, para entrar na nova era limpo e liso, igual a bumbum de neném, e poder pecar de novo, pois terei meu perdão no fim, juízo final, e além de tudo, consigo um ótimo marketing pessoal.
Ou então:
Eu, faminto, bebo suco de planta derretida junto com meus oito filhos, passo fome, mas o pior é olhar pra tanta gente do meu sangue sem futuro e sem comida, espero a chuva, a ajuda, o carinho de alguém. Não perco a esperança, mas me fecham as portas, o único direito que tenho e esperar, talvez eu possa sonhar também. Se puder, eu sonho, e em meu sonho, interrompido pelo choro de fome do meu filho, peço para que todo mês seja dezembro e que todo dia seja Natal. Nessa época me sinto gente, nessa época tenho ceia, meus meninos me importunam, não mais com choro, mas com risos e novos brinquedos, bendito seja quem teve essa idéia, se todo dia fosse natal...
Essa história mostra o quanto nossa sociedade é demagoga, se preocupa com seus próprios problemas se esquecem, excluem, problemas maiores e mais graves do que o trânsito, ou a dúvida fútil pelo peito siliconado ou o natural.
Pensemos, de um modo mais amplo, desde a federação até a sociedade civil, nos preocupemos mais com a nossa situação, nem todo dia é Natal.

* não cairei na generalização. Quanto ao marketing pessoal, tem muita gente de bem por traz dessa campanha, e de tantas outras, o que falta é a continuidade, problemas não escolhem data para acontecer, se escolhessem, por que teria que ser no nascimento de Jesus?

20.11.06

Criticas ao ensino superior

Nos últimos dias, andando pelos corredores da FUNEDI/UEMG ouvi da boca de um aluno, que trabalha para a instituição, algumas críticas sobre o seu curso e sobre algumas posturas dos seus superiores. Assim que digeri completamente tais informações percebi o quanto elas são perigosas, imagina se todo mundo pensasse assim?????

Eis a reclamação do aluno: “O coordenador do meu curso, assim como os dirigentes do ensino desta faculdade, têm uma parcela de culpa na questão do pequeno número de alunos dos cursos, pois, em um plano educacional se tem que ter a visão mercadológica e uma estratégia de persuasão por parte dos órgãos da instituição”.A respeito disso seguem algumas perguntas:
Estamos sendo coordenados por empreendedores?
Estamos comprando nossos diplomas a prestações?
A educação se orienta pela procura das pessoas ou também é um processo manipulável, pela mídia principalmente? Isto é, estamos em uma academia ou em uma loja onde pagamos para sermos “moldados”, “formados”?
Enfim, vejo que, ao contrario do dito acima, os dirigentes desta instituição de ensino têm que perder uma visão mercadológica, afinal eu pago para aprender e não pelo simples ato de adquirir um tênis ou blusa. Nesse ramo da educação a manipulação informacional, ou como o dito acima, mercadológica, é perigosa. Sem estas armas a instituição perde parte do seu “gado”, o que claramente não lhes é conveniente. Porém, para o aluno, pode facilitar a decisão de que curso fazer, e aonde plantar o futuro, o que pode vir a formar pessoas mais capacitadas e interessadas, pois estas pessoas teriam que procurar as informações, escolhendo, não o que querem os tubarões do ensino, mas o que eles realmente almejam.

Por isso escrevo esse texto, a fim de demonstrar o meu total desconforto com pessoas que, ligadas a esta instituição, fazem com que ela cada vez mais se afunde, não em dívidas (pois muitos aqui deixam de comer para alimentar a esses magnatas do ensino), e sim em sua credibilidade e competência de oferecer um ensino de qualidade, que seja como serviço prestado, pois nem assim o ensino de qualidade é garantido na maioria dos cursos.

Não quero generalizar também, pois nesta instituição há excelentes profissionais em várias áreas, o que deveria ser obrigação, pois pagamos por isso; mas dada a falta de compromisso, ou de competência de muitos, virou uma sublime qualidade dos trabalhadores daqui, de várias áreas, repito. Estas pessoas também são prejudicadas por essas atitudes dos mandantes, pois fazem com que a escola caia em descrença perdendo o contato do alunado e também o seu interesse. Posso dizer que essa “construção em ruínas” se deve a uma má administração, não do dinheiro, mas dos cursos e estruturas, que cada vez mais nivelam por baixo e diminuem as chances dos bons profissionais e alunos designarem seus respectivos papeis dentro da faculdade,.o que prejudica essa “troca” entre eles, necessária ao ensino e tão cobrada, com toda razão, pelos alunos, afinal eles pagam mensalidades.
Este texto foi escrito quando eu fazia parte do Diretório Acadêmico. Estou com muita saudade. Aprendi muita coisa. Mesmo com a discórdia de alguns, eu acho que pudemos acrescentar, e hoje vemos que a luta se faz necessária em todas as fazes, nunca é supérfula, como dizem os atuais gestores. A maior conclusão que tiro disso tudo é: Festa e dinheiro não resolvem problemas sociais, existenciais. Deixo este texto com a consciência de que jamais me sucumbi a interesses contrários aos meus, seja por “troca de favores” ou por qualquer outra coisa.

16.11.06

Como cortar gastos sem despir o país

"Implementar um programa de ajuste fiscal será um enorme exercício de engenharia política, pois se terá que se escolher quem vai perder, ou, na melhor das hipóteses, quem deixará de ganhar", explica Fernado Pimentel, prefeito de Belo Horizonte e possível ministro do segundo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no artigo "O jogo econômico no campo da política". Essa declaração de Pimentel expõe a atual situação econômica nacional. Como fazer com que o país cresça sem cortar os gastos com planos sociais. O prefeito finaliza sua fala dizendo que apenas o presidente Lula tem o respaldo para fazer isso.
Mas, em contrapartida, o presidente declarou que não tem onde cortar mais gastos. E que todo mundo apenas fala em cortes e cortes, nunca em crescimento. Primeiro nos resta saber como cresceremos sem fazer cortes, pelo menos, pequenos cortes em várias partes que chegarão a um valor razoável, para que se inicie o processo de investimento no aumento da produtividade do país. Porém, o problema não é apenas do executivo. Reduzir gastos deve ser uma ação da tríplice coroa nacional, de nada adianta retirar investimentos sociais sem investirmos em um setor que retorne esse dinheiro para o social.
O que resta saber é onde ficarão as reformas que começaram a ser discutidas há quatro anos atrás. Por exemplo, a reforma política que poderia ajudar bastante na redução de gastos, e assim diminuir o que será retirado, momentaneamente, dos programas sociais. Se essas reformas ficarem apenas nas gavetas e nos arquivos de Brasília, poderemos ter que apenas cortar do lado mais fraco (como sempre aconteceu no Brasil), e acabar voltando a um mandato atrás. Mandato este que não permitia desenvolvimento social nem era tão promissor no setor econômico, assim sem chegarmos ao tão sonhado crescimento.
Mas como citou o petista e prefeito de Belo Horizonte, Fernado Pimentel, somente Lula tem o aval para cortar onde é do social. Essa afirmação faz uma analogia com toda a trajetória do presidente, que veio dos pobres. E é o que a oposição mais teme, um corte nos investimentos sociais, e uma reforma política para sanar esse corte emergencial. Para que se resolva essa saia justa em que o país está, só depende da colaboração dos três setores do poder, o que não acontece há mais de 500 anos.

15.11.06

1001 formas de se perguntar a mesma coisa: Manual para o “jornalismo esportivo”

Esta publicação deve existir. Se existe é um best seller em redações de jornais que cobrem esportes. Se ainda não existe, eu é que não quero ganhar os créditos de um livro tão “importante e necessário” para o cotidiano de meus colegas de profissão.
Perguntas como “o que você achou do jogo? Você está feliz com a vitória de seu time? O que faltou para conseguirem vencer?”, entre outras, já estão saturadas no mercado, há que se estabelecer códigos de compreensão entre o segurador de microfone e o esportista, que ultrapassam essa barreira da futilidade.
No Brasil, vários representantes da classe dos esportistas procurados pela imprensa têm origem humilde, pode ser essa a justificativa dos repórteres em perguntar coisas banais, como se eles – nós -, jornalistas, soubéssemos mais.
Com o desenvolvimento da educação no país vêm as respostas que intimidam e afrontam o criativo e iluminado ser que detém o dom do saber, do português bem “dizido e escrivinhado”.
Exemplo disso foi uma das respostas de Edmundo a um repórter mineiro. O jogador, em sua passagem pelo Cruzeiro, deixou marcas no coraçãozinho criativo do pobre rapaz. Após uma derrota foi indagado pelo “perguntador”:

- Edmundo, analise o jogo para os ouvintes.
E a resposta do animal? Bem, no mínimo foi hilário...
- Sou pago para jogar, quem analisa são vocês.

Casos como esses não faltam. A briga de Galvão Bueno, apresentador da rede Globo, com o zagueiro, bastante inteligente, Roque Júnior, está ai para nos provar que o desporto popular também oferece cultura. Depois de críticas do apresentador que disse que o zagueiro não tinha futebol suficiente para jogar na seleção os dois quase chegaram aos tapas na preparaçção da seleção para a copa 2002. detalhe: Roque, atualmente, joga no Bayern Leverkusen da Alemanha. Ele é poliglota, fala fluentemente Inglês, Francês e Italiano, além do Português e, aprende o Alemão*.
A padronização está por toda parte, há que se inovar, produzir algo útil. É necessário se produzir, no mercado saturado, algo novo, será que alguém é capaz? Se for pelo dinheiro, eu digo que o cargo é muito bem remunerado (lei da oferta e procura).
Alguns “aventureiros” fazem, e muito bem feito, seus papeis. Mesmo na rede Globo, rainha mor da padronização, existem Conservani’s, Uchoa’s, Pais Leme’s, Barcelos’s, entre outros para salvar a pele de jornalistas.
A população está a cada dia mais esclarecida, meus garotos. Não cavem respostas polêmicas, não forcem a barra. Um dia ainda encontrarão Edmundos e Roques pela frente.
Atêem fogo aos velhos conceitos, velhas perguntas (tenho pretensão de dizer a todos, à população e aos meus colegas). Se arrisquem no pantanoso terreno do novo, encarem de frente o monstro do pântano e passem-no goela abaixo. Essa é a minha dica.
Pensando bem, fodam-se as dicas. Se virem, mas do jeito que está não pode ficar.


* Roque Junior, em programa da MTV, citou todos os dados colocados neste texto.

Queimando o preconceito!!!!

Comentem sobre esse entrevista que fiz sobre como acontece entre o preconceito de grupos!!! Mas falem o que for preciso, comentem, expressem seus adores pelo mundo dos excluídos:


Nos bastidores da exclusão

O repórter Luciano Eurides conta tudo sobre o que acontece dentro dos grupos de Gays, Negros e Prostitutas.
por Kennedy Dias

O repórter Luciano Eurides, especializado em cobrir eventos relacionados com movimentos de grupos excluídos em Divinópolis conta um pouco de como acontece o preconceito entre os grupos e da sociedade organizada em padrões héteros, brancos e cristãos com as pessoas que fazem parte destes grupos que são marginalizados.
Luciano, que além de ser bastante engajado em movimentos anti exclusão, se declarou participante de um dos grupos e diz não entender como todos têm que pagar os mesmos impostos, mas não tem os mesmos direitos. A desigualdade sexual e racial, segundo ele, está em todos os grupos e é por isso que aqueles que são marginalizados não conseguem respeito das elites dominantes.
Durante a entrevista o repórter Luciano Eurides contou tudo o que acontece dentro e fora dos movimentos, sempre focando mais o Movimento Gay de Divinópolis (MGD).

Quanto tempo você trabalha como repórter e faz matérias sobre grupos excluídos?
Como repórter são sete anos. Agora com grupos socialmente excluídos já são três anos, e começou aqui em Divinópolis, em específico junto ao movimento Gay da cidade. E assim estaria nascendo a idéia de formar um grupo que trabalhasse dentro desse bloco de pessoas.
E até então essa idéia já era trabalhada em Belo Horizonte, mas em Divinópolis ainda não...
...aí que você começou, então, a fazer matérias sobre o movimento gay?
... é. Aqui em Divinópolis aconteceu a dez anos atrás o Futgay, que era uma brincadeira para arrecadar fundos. E jogavam mulheres versus os gays. E homens mesmo (quando Luciano fala homens ele se refere aos heterossexuais) se vestiam de mulher e jogavam, alguns até eram gays bastante conhecidos aí na cidade. Era tudo coordenado pelo Itamar de Oliveira.
Depois isso acabou.
Com o tempo o Mauro Machado retomou o Miss gay, que também apareceu como uma brincadeira onde a maioria eram homens que se vestiam de mulher, não eram gays, mas que concorriam...aí o Mauro Machado deu uns critérios a mais para o evento, como ser realmente gay para participar. E diante disso, começou então um trabalho.
E nós começamos a dar cobertura jornalística a esse tipo de evento, porque ele cresceu muito. Nos dois primeiros anos ninguém ia, era mais aquele grupinho de pessoas. Mas já estamos com dez anos de Miss Gay e, nos últimos seis já foi um evento regional... A coisa, tomou uma dimensão que ninguém esperava, nasceu de uma brincadeira feita por jornalistas, então sempre esteve no meio. Porém ninguém esperava que chegasse a esse ponto, tanto é que o Mauro Machado hoje só trabalha com isso.

E sobre os outros grupos, quais são os tipos de matérias que você já fez e como elas foram trabalhadas?
Olha, especialmente com relação aos negros, por exemplo: Já é um grupo mais trabalhado, pela igreja, e principalmente hoje existem pastorais dedicadas a isso. Quem trabalhava muito com isso, era a Cida que hoje é do PSTU (Partido Socialista dos Trabalhadores Unificados). Ela trabalhou muito a questão da mulher negra, que realmente havia todo um trabalho diante do fato.

E outros movimentos que aconteceram...
...então você pode dizer que o movimento negro é o mais organizado aqui em Divinópolis...
Pelo menos é o que há mais tempo foi trabalhado. Era um assunto mais fácil de ser tratado, o racismo pela cor da pele já não é mais aceito por ninguém. Existe um combate a esse tipo de preconceito e, o racismo já não cabe na sociedade. E isso tudo já vem a algum tempo...
...mas ainda existe.
Existe, mas já vem a algum tempo sendo trabalhado.
Agora em relação contra o sexo, cria-se uma barreira e fica mais complicado de falar sobre o assunto.

Então, comparando os movimentos gays e negros. Você acha que existe preconceito entre esses dois grupos, de negros para gays ou de gays para negros? E como que isso acontece?
De grupo para grupo não, pode existir de membro para membro. Um grupo, digamos, organizado, também não existe união, que trabalha pela inserção dos negros na sociedade não vão ter a mesma luta pela inserção dos travestis. São lutas consideradas diferentes.
O mesmo acontece no caso das prostitutas. Que por mais que você saiba que ela é uma pessoa normal ela não é aceita dentro da sociedade, principalmente por mulheres em órgãos públicos.

Elas são as que sofrem mais preconceito?
Principalmente em órgão públicos e por pessoas que se dizem da paz do bem e da moral.
As prostitutas vivem à margem da sociedade, tanto é que elas passam imperceptíveis muitas vezes. Aquela que vai ter um filho, por exemplo, faz o pré-natal e o parto sem que você fique sabendo da profissão dela. Ninguém sabe na cidade, porque possivelmente não a conhecem...
...elas têm que se deslocarem para outras cidades para fazer algum tipo de tratamento...
...é o chamado processo cigano...
...como que funciona?
...elas têm que sempre passar de uma cidade para outra. Uma pelo comércio, o corpo não de ficar muito tempo em uma casa, mas aí ela passa a mudar de cidade e talvez de estado. E isso vira uma rotina em sua vida...
...e é difícil jornalisticamente falando você ter uma fonte nesse grupo, porque a pessoa não se estabelece na cidade, e quando estabelece cria-se certo status. Em Divinópolis, por exemplo, tem a Rosa Palmeirão que há muitos anos está na cidade, e já tem um status maior, ela já “conquistou um respeito” da sociedade. Agora as suas funcionárias não, continuam naquele nível baixo e tem que passar por esse processo.
Hoje elas estão em Divinópolis amanhã em Perdigão depois em Araujo e assim por diante. Se você possivelmente for a Bom Despacho pode encontrar uma delas.
Tem casos e casos. Existe também hoje a prostituição mais elitizada que é o caso das faculdades. Garotas universitárias que precisão pagar as faculdades fazem o famoso, garota de programa social, mais...

...seria uma coisa menos profissional?
...não...
...ou mais inocente que as prostitutas que usam a profissão como trabalho fixo?
...é, muda apenas o ambiente de trabalho. Tanto aquelas casas de prostituição especializadas que servem a todo tipo de pessoas que procurar, quanto aquela que se oferece através de internet, telefone e na faculdade em troca do dinheiro. Ela tem uma chance de escolher...
...ela é autônoma...
...autônoma, e tem chance de escolher. Mas isso vai até onde está sua condição financeira.
Normalmente esse tipo de prostituição fica mais oculto por um tempo maior, do que aquelas mulheres que ficam expostas na casa especializadas.

Esse fato cria uma rixa entre as universitárias e as das casas especializadas?
Com certeza, aí existe preconceito.
Elas são tidas como patricinhas, verbete é usado ai na rua pelos adolescentes normalmente. Mas porque patricinhas, devido a elas terem uma condição financeira, fazerem faculdades, serem formadas ou mesmo porque andam na rua normalmente e ninguém, a não ser os usuários de seus serviços, as reconhecem. Elas buscam a classe social mais alta da cidade.

Na questão do preconceito interno. Existe dentro do grupo gay esse tipo de preconceito?
Tem, e muito! E muito!
...tem como você detalhar isso...
Tem! “Vamo bora”!
Dentro do movimento gay são distribuídos certos atributos, e certos status. Vamos colocar assim: Existe o gay que é tido como um todo; o travesti é aquele homem que se veste de mulher o tempo todo, porque o que é só eventualmente é o transformista.
Então temos o travesti, aquele que passa o dia inteiro montado e tem o comportamento diário como mulher. E aquele que para alguma eventualidade se transforma é o transformista. E com isso definimos os dois mais característicos.
...esses são os mais visíveis socialmente...
...isso, mais visíveis. Agora, têm os ativos e os passivos, subgrupos dentro das classificações.
Então retomando, temos as lésbicas e os transexuais. As lésbicas são mulheres que relacionam entre si. Os bissexuais são homens que relacionam com homens e mulheres, e também mulheres com mulher e homem.
Os transexuais são os que fizeram a mudança de sexo. Esse subgrupo é o menor e é o que mais sofre preconceito.

Por quê?
Porque o próprio gay não aceita que o outro seja diferente dele, ele tem que ser igual (risos). É uma questão muito complicada até mesmo de explicar. É visível dentro do próprio grupo um gay que não aceita outro, se referindo a ele como “aquele veado!”. Ele quer dizer que está buscando é homem e o cara se torna veado. E eles não se aceitam dentro do mesmo grupo.
O travesti é conhecido dentro do grupo como traveco. Como muitos falam o Miss Trava. E isso foi o próprio grupo que ridicularizou um subgrupo. E eles acham assim: “Nasci homem vou morrer homem, porém gosto de homem”. Ou mesmo o caso das lésbicas que acham que os travestis são cópias, das mulheres, e que eles nem deveriam existir.

O alvo dos travestis é o homem hétero?
Sim mas existem casos de travestis casados com travestis. O hétero é uma busca deles.
O primeiro problema é o preconceito que eles sofrem com relação ao emprego. Uma empresa não contrata um travesti como secretária – acho isso uma coisa muito rara, se é que existe. Eu nunca vi em toda minha vida, nem tive a graça de conhecer alguém que conhecesse isso. E eles trabalham na noite, prostituição ou como cabeleireiros em salões de beleza.

E isso cria problemas e preconceitos com as prostitutas, por uma questão de mercado?
Cria sim. Em uma casa noturna é raro você ver um travesti trabalhando, normalmente você encontra um gay não travestido, com roupas de homem e que vai servir as vontades dali.
Agora existem as boates especializadas para o mundo gay, onde você encontra de tudo dentro do mundo homossexual. E em grandes cidades existem várias dessas casas, aqui existe apenas uma que é o Gloss e lá acontecem shows, e tem a Tribus que começou a receber o público, mas não é especializada ainda.
E na Tribus quem geralmente freqüenta são os chamados bofes ou ueres.
Explica melhor essas classificações aí.
O uere é o gay novinho, o iniciante...
...uma categoria entes do bofe?
...não, o bofe é ativo e o uere é passivo.

Dentre todos os eventos que você já cobriu, é normal que gays queiram negros ou negros queiram gays brancos? Por que, no mundo hétero, os relacionamentos entre brancos e negros existem, mas são poucos. Como que funciona isso no mundo gay?
Temos que desmistificar isso. Existe o preconceito sim, mas a relação dos gordinhos, peludos, mais velhos (monas). Existe uma especificação, eu quero isso ou aquilo. E existem os que preferem negros, mas é uma minoria que aproxima desse grupo.
Em eventos não é normal esse tipo de preconceito. Pois um tipo de pessoa que tem um gosto que exclui seu próprio grupo ou a outros, não costumam ir aos eventos.
Nas casas especializadas existem propagandas para acabar com o preconceito. Com anúncios de festas com entrada mais barata para negros, gordos ou com algum tipo de diferença. Mas ainda existem gays que fazem anúncios em revistas excluindo outros grupos, por exemplo, não quero negros, gordos e baixinhos.
E o maior problema é que hoje no Brasil são 37 impostos e nós gays temos bem menos direitos do que os demais. Parece que são 47 impostos no total e que o gay só tem direito a 27, dez a menos que os héteros.

14.11.06

Riscando o fósforo

Queridos incêndiadores sou Kennedy Dias (Ken Dias), vim para comentar e contrapor as nossas próprias idéias, para que, tenhamos discussões tanto construtivas como incendiárias.
Espero poder contribuir para o desenvolvimento cultural pessoal e alheio. Minha proposta é falar sobre cultura e política nacional e internacional.
Obrigado, mas minha apresentação sempre será breve!

13.11.06

Queimaduras pesadas, porém agradáveis

Idealizamos um programa polêmico e agradável, crítico e embasado. Para tantos adjetivos e idéias, a produção do programa deve contar com nomes de peso, capazes de negociar com as diferenças culturais, políticas, ideológicas.

São três, os principais cabras que fazem do planejamento do Incêndio uma verdadeira fogueira de São João. Por mais estranho, contraditório ou louco que possa parecer, esses estudantes fazem da chama, do choro inútil e da polêmica, uma banalização. Isto é, fazem festa no velório alheio.

O velório atual é o da sociedade, da caça ao errado, da legislação internacional, que não pode ser tratado de maneira indiferente. Todos nós, inclusive os audistas, temos posições a respeito da guerra, mesmo que não saibamos nem o que nos diz respeito. A cultura do medo tomou conta da sociedade pós 11/09.

Estamos voltando no tempo, condenados à forca?????? Se estamos, esta é uma sociedade muito maior e mais perigosa que a Igreja feudal. Com que justificativa fazemos isso? Agora sim, é "por um motivo justo, a paz mundial". Pára tudo!!!!!! Quem foi o babaca que disse isso? Não era exatamente disso que falávamos também no passado? Perigo, as armas atuais destroem em massa, muito mais rapidamente que a pneumonia de séculos atrás.

Esse tema deixaremos para outro texto, deve ser mais bem aprofundado. Por enquanto divulgamos nossas experiências, personalidades, nossas idéias, ou a nossa falta de noção de perigo, como queiram.

Essa é só uma das potencialidades de fogueira, somos perigosos piromaníacos, leitor! Há de sobrar faíscas para todo mundo: mídia, sociedade, cultura, guerra, política e tudo mais que pega fogo. Inclusive para você que lê. Não deixaremos de encendear nem a nós mesmos, o fogo amigo também será visto nesse endereço. Incêndio Acidental, tá preparado?

Vamos então à apresentação.


Sou o Marcelo de Freitas, curso o sexto período de jornalismo. Faço do meu curso o meu trabalho e do meu trabalho o meu curso, pois escrevo em um jornal local aqui em Divinópolis.

Espero encontrar um diferente modo, ou meio, de me expressar, fugir da padronização global; acredito, para isso, nessa mídia em ascensão, a internet.

Tenho tendências comunistas e populares, tento acompanhar teóricos nessa área, mas não sou aficcionado, a ponto de achar a única salvação para o mundo, como muitos, e nem aficcionante, orador mestre que explica todo o sentido da vida com os problemas de uma sociedade capitalista. (Só um detalhe, não sou socialista, se você gostar de rótulos, mas sim comunista, quase utópico).

Voltando ao assunto, críticas devem ser feitas, mas com respaldo em novas alternativas, malhar o Judas, descer o pau, ou a lenha, ou “queimar” alguém é fácil. Por isso a proposta é de queimar sim, tudo o que der na teia, mas depois dar uma assopradinha; para isso serve a grande rede, oferecer novas visualizações de um problema.

Sou adepto da “milenar arte de pensar antes de falar”(Bianchi).

Bom, foi legal pra você, leitor? Esse sou eu. Se alguém, ainda assim, quiser trocar uma idéia comigo, o risco é todo seu. Meu e-mail é defreitas2006@yahoo.com.br.

Sejam bem vindos à conversa, e cuidado com objetos inflamáveis.