30.12.06

Música para todos

Ao som do piano a vida segue no centro de Divinópolis

No quarteirão fechado da Rua São Paulo, entre Avenida primeiro de Junho e Antônio Olimpio de Moraes o som de um piano chama atenção de todos. Motorista, pedestres e lojistas, não há quem não olhe para Circinho.
O músico, natural de Londrina-PR, vem à cidade pela terceira vez para divulgar seu trabalho.
Seu repertório varia entre músicas clássicas, com o a valsa “Danúbio Azul” à músicas populares, como Beatles.
Segundo Circinho, “esse é o melhor modo de divulgar meu trabalho. O contato com o público e o baixo custo possibilitam que eu faça esse som por onde passo. Cem por cento da estrutura é minha, o único apoio que tenho é de uma banca de revistas aqui que me oferece energia elétrica”, diz o músico.
Circinho é deficiente físico, anda de cadeira de rodas, mas roda por todo o país mostrando sua música. Ele diz que não tem muitas dificuldades em fazer seu trabalho. “A maior limitação que encontro é em banheiros públicos, portas estreitas onde ou passo eu, ou passa a cadeira. No meu trabalho nada me limita. Tenho duas filhas, minha própria casa e me sinto bem quando toco meu piano. Esse instrumento chama atenção das pessoas pelo som suave e bonito. Quando passo em um local e me deparo com um pianista tocando eu paro e escuto com maior prazer, mesmo com tantos anos de prática, não me canso de ouvir musicas em piano. Penso que a reação das pessoas que passam por mim aqui em Divinópolis seja parecida”, fala Circinho
O músico acrescenta. “Sou conhecido em várias grandes cidades por onde passo. Campinas, Londrina, Curitiba e aqui em Divinópolis, já vendi mais de 100 mil discos. Sei que muitas pessoas compram pela minha iniciativa, força de vontade, pelo fato de eu ser deficiente físico, mas acho que a maioria de meus clientes compra meus CD’s porque gostam do que eu faço. Em grandes centros, como Divinópolis, a rotina das pessoas é estressante. Com a música instrumental o estresse passa”, relata o músico
O estudante de engenharia e também músico, Michel Esteves, aprovou a iniciativa de Circinho. “O som não prejudica ninguém, não é alto e é muito bom para quem passa por aqui, transmite calma, paz. Vindo de um deficiente físico é muito legal, pois mostra o exemplo de superação e arte. É importante ressaltar que artistas como Circinho, não são vistos somente em Divinópolis, a cultura popular é rica em qualquer parte do Brasil. Com certeza o exemplo do músico é bom, ainda mais no natal, onde as pessoas ficam mais emotivas. Com relação ao comércio da região, a música de Circinho pode influenciar, em parte, no aumento da movimentação. Muitas pessoas gostam de ouvir música. A lição que o deficiente nos passa é que quando Deus dá um dom a uma pessoa não há limites para que isso seja transmitido aos outros”, comenta MichelCircinho já produziu individualmente cinco CD’s e os vende na praça da Rua São Paulo à R$ 10.00

depois de uma longa "prisão intelectual" voltei a ativa.
de acordo com João Nogueira, sambista do rio, "sobre o poder da criação
força nenhuma da natureza interfere".

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