30.11.06

Superpopulação congestiona sistema de saúde em Divinópolis


Pronto-Socorro Regional. A instituição que é referência em 54 municípios da região passa por dificuldades de atender a todos os habitantes que procuram. Isso se dá devido ao grande fluxo de pessoas que transitam por Divinópolis.

Segundo dados oficiais, cerca de 15 por cento dos 17000 procedimentos realizados por mês são em habitantes de outras cidades. De acordo com a diretora da instituição, Arlete Medioli, o hospital prioriza as emergências, vindas de onde vier, o que sobrecarrega os atendimentos.

“Nossas pesquisas nos dão dados de procedimentos, e não de pessoas que chegam aqui. Sabemos que os habitantes que procuram o PSR são muito mais do que os 17000 atendimentos que fazemos por mês. Esta estrutura que possuímos em Divinópolis não é suficiente para dar qualidade ideal par a todos os pacientes, seja qual for o lugar em que eles residam, visto que o PSR é referência regional”, salienta a diretora.

Arlete ainda cita que muitas pessoas falsificam endereço por medo de ficar na fila por mais tempo.

“Sabe-se que o número de moradores de outros municípios, atendidos aqui, é muito maior do que o que as pesquisas mostram. Muita gente falsifica informações, dá endereço de parentes, amigos, ou até comércios para conseguirem ser atendidos”, esclarece.

Em Divinópolis, essa pesquisa é feita todo mês, e serve de base para uma espécie de prognóstico de atendimentos do mês seguinte. A diretora explica que a medida é para tentar ordenar as emergências e melhorar a qualidade dos procedimentos realizados na cidade.

“Se todos os habitantes de fora deste município fizessem seus atendimentos nos postos de saúde locais, muito iria desafogar em nosso trabalho. O problema é que muitas pessoas de fora passam mal em sua cidade, pensam que se trata de alguma coisa grave e vêm para Divinópolis com a ilusão que aqui vão ser melhor atendidos, que o problema vai se resolver só por se tratar de um centro maior. São essas pessoas que inviabilizam dados mais precisos de nossa pesquisa e alimentam as grandes filas e reclamações”, conclui Arlete Medioli.

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