29.11.06

Prisão domiciliar. A sociedade moderna está condenada?

qual é a diferença entre as imagens?


A luta pela liberdade marcou época na história mundial. De um povo contra seu ditador, de raça contra pré-conceitos, da sociedade contra a ditadura, enfim, exemplos não faltam. Atualmente estamos fazendo o caminho inverso. Nossa arma anterior nos virou as costas e a sociedade do medo tomou conta dos povos.

Luta-se agora contra o terror, a criminalidade, o desemprego, a insegurança, a opressão ou a violência.

O maior perigo é que estamos num alicerce, onde quem detém o poder, quase feudal, ou quem nos alimenta os medos, parece ser a mesma pessoa que nos alimenta as vontades. Alguém já se perguntou isso? Muitas das respostas a este tipo de questões teriam nome e sobrenome: Estados Unidos, com seu papel de impor democracia e condições seguras para a sociedade viver em paz e harmonia.

Lembremo-nos do que nos diz a história. Essa idéia de cultura do medo foi primeiramente usada pela igreja católica, na época do Iluminismo, para desencorajar os burgueses e recapturas seus fiéis ovelhinhas.

Passaram se séculos e estamos de novo neste dilema, com outra roupagem agora.
Como impor a democracia? Contraditória essa pergunta não é? Democracia não se impõe, muito menos paz, isso se alcança, naturalmente.

Se pensarmos que isso é conversa de intelectual que tem todas as respostas na ponta da língua e que casos como este, só ocorrem na Ásia, longe do Brasil, que é um país que se orgulha muito de não ter guerras, estamos muito enganados.

Vivemos com medo da violência, do desemprego, vivemos inseguros. A cultura do medo é muito forte e influente por essas bandas da América Latina.

Para provar o quão estamos à mercê do nosso medo, citarei uma música recente, de sucesso por aqui, composta por Marcelo Falcão, do grupo O Rappa. Detalhe é que o vocalista é criado no bairro, de classe média baixa, de Xerém, RJ.



MINHA ALMA
“A minha alma está armada e apontada para a cara do sossego.
Pois paz sem voz, paz sem voz, não é paz, é medo.
As vezes eu falo pra vida e as vezes é ela quem diz:
Qual a paz que eu não quero conquistar pra tentar ser feliz.
As grades do condomínio são pra trazer proteção. Mas também trazem a dúvida se é você que está nessa prisão...”


Vivemos presos, submissos, rezando para que nada nos aconteça de mal, ou nos protegendo com cercas, grades, alarmes, coletes e seguranças particulares, enquanto nossos algozes andam soltos. Até que ponto vale a pena ter medo para sobreviver?

Conquistamos casas, carros, condições de se viver bem e andamos com medo de que nos roubem no farol fechado. A música diz isso. Será que vale a pena pagar com o medo o preço de ser livre?

Perguntas como essas levam a outras, perigosas, por ir à contramão da história. Vale a pena ser livre ou a ditadura nos propiciava mais segurança? Eis a questão para o gestor do mundo, digo, presidente dos Estados Unidos, Mr. George W. Bush.

4 comentários:

Marcelo de Freitas disse...

Valeu Pablo, boa diagramação

Bad Girl disse...

Uma ilusão idiota da sociedade achar que "presos" em csa vai se livrar do perigo!
>)

(o resto do comentário encontra-se na comunidade debate!)

Maísa disse...

Olha só... o assunto da nossa conversa!
Realmente concordo com tudo que você diz, D2, e você sabe disso.
Bem! Gosto de visitar o incêndio de vez em quando.... sempre vale a pena.
Estão de parabéns, meninos.
Beijos!

Marcelo de Freitas disse...

cuidado Maisa, tá correndoi um sério risco, kkkkkkkkkk
que bom que estão gostando do blog, tbm tô