16.11.06

Como cortar gastos sem despir o país

"Implementar um programa de ajuste fiscal será um enorme exercício de engenharia política, pois se terá que se escolher quem vai perder, ou, na melhor das hipóteses, quem deixará de ganhar", explica Fernado Pimentel, prefeito de Belo Horizonte e possível ministro do segundo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no artigo "O jogo econômico no campo da política". Essa declaração de Pimentel expõe a atual situação econômica nacional. Como fazer com que o país cresça sem cortar os gastos com planos sociais. O prefeito finaliza sua fala dizendo que apenas o presidente Lula tem o respaldo para fazer isso.
Mas, em contrapartida, o presidente declarou que não tem onde cortar mais gastos. E que todo mundo apenas fala em cortes e cortes, nunca em crescimento. Primeiro nos resta saber como cresceremos sem fazer cortes, pelo menos, pequenos cortes em várias partes que chegarão a um valor razoável, para que se inicie o processo de investimento no aumento da produtividade do país. Porém, o problema não é apenas do executivo. Reduzir gastos deve ser uma ação da tríplice coroa nacional, de nada adianta retirar investimentos sociais sem investirmos em um setor que retorne esse dinheiro para o social.
O que resta saber é onde ficarão as reformas que começaram a ser discutidas há quatro anos atrás. Por exemplo, a reforma política que poderia ajudar bastante na redução de gastos, e assim diminuir o que será retirado, momentaneamente, dos programas sociais. Se essas reformas ficarem apenas nas gavetas e nos arquivos de Brasília, poderemos ter que apenas cortar do lado mais fraco (como sempre aconteceu no Brasil), e acabar voltando a um mandato atrás. Mandato este que não permitia desenvolvimento social nem era tão promissor no setor econômico, assim sem chegarmos ao tão sonhado crescimento.
Mas como citou o petista e prefeito de Belo Horizonte, Fernado Pimentel, somente Lula tem o aval para cortar onde é do social. Essa afirmação faz uma analogia com toda a trajetória do presidente, que veio dos pobres. E é o que a oposição mais teme, um corte nos investimentos sociais, e uma reforma política para sanar esse corte emergencial. Para que se resolva essa saia justa em que o país está, só depende da colaboração dos três setores do poder, o que não acontece há mais de 500 anos.

Um comentário:

Marcelo de Freitas disse...

Kennedy, gostei miuto do teu texto kra, parabens.
acho que estamos num caminho bacana