31.12.06

Mensagem bonita de ano novo

Propaguem esta chama em 2007

Fim de ano pra mim é a pior parte do ano, onde a demagogia e a falsidade norteiam as relações humanas. Já escrevi um pouco sobre isso ha algum tempo atrás, inspiração do amigo poeta Nathan de Castro, sobre as campanhas de combate a fome e a pobreza que ganham voz nesta época.

Mas, como chegamos no fim de um ciclo, em que as esperanças se renovam, a vida segue, promessas são feitas e a busca de um mundo melhor é a pauta da sociedade, o fogo do Incêndio Acidental não poderia ficar alheio.

Desejo que nossa fogueira continue crescendo e atingindo a mais pessoas, que mais gente se sinta queimado, que mais gente alastre, propague, e que muito mais gente ajude na construção dessa idéia megalomaníaca.

A todos que, de alguma forma, participaram do desenvolvimento dessa chama e da criação dessa "churrasqueira virtual", desejo um Feliz ano novo.

Quero deixar um abraço aos dois parceiros de piromania, Kentão e Pablo, abração pra vocês

"bebam com moderação, quero fazer festa com a sobra no 1º de janeiro"

30.12.06

Música para todos

Ao som do piano a vida segue no centro de Divinópolis

No quarteirão fechado da Rua São Paulo, entre Avenida primeiro de Junho e Antônio Olimpio de Moraes o som de um piano chama atenção de todos. Motorista, pedestres e lojistas, não há quem não olhe para Circinho.
O músico, natural de Londrina-PR, vem à cidade pela terceira vez para divulgar seu trabalho.
Seu repertório varia entre músicas clássicas, com o a valsa “Danúbio Azul” à músicas populares, como Beatles.
Segundo Circinho, “esse é o melhor modo de divulgar meu trabalho. O contato com o público e o baixo custo possibilitam que eu faça esse som por onde passo. Cem por cento da estrutura é minha, o único apoio que tenho é de uma banca de revistas aqui que me oferece energia elétrica”, diz o músico.
Circinho é deficiente físico, anda de cadeira de rodas, mas roda por todo o país mostrando sua música. Ele diz que não tem muitas dificuldades em fazer seu trabalho. “A maior limitação que encontro é em banheiros públicos, portas estreitas onde ou passo eu, ou passa a cadeira. No meu trabalho nada me limita. Tenho duas filhas, minha própria casa e me sinto bem quando toco meu piano. Esse instrumento chama atenção das pessoas pelo som suave e bonito. Quando passo em um local e me deparo com um pianista tocando eu paro e escuto com maior prazer, mesmo com tantos anos de prática, não me canso de ouvir musicas em piano. Penso que a reação das pessoas que passam por mim aqui em Divinópolis seja parecida”, fala Circinho
O músico acrescenta. “Sou conhecido em várias grandes cidades por onde passo. Campinas, Londrina, Curitiba e aqui em Divinópolis, já vendi mais de 100 mil discos. Sei que muitas pessoas compram pela minha iniciativa, força de vontade, pelo fato de eu ser deficiente físico, mas acho que a maioria de meus clientes compra meus CD’s porque gostam do que eu faço. Em grandes centros, como Divinópolis, a rotina das pessoas é estressante. Com a música instrumental o estresse passa”, relata o músico
O estudante de engenharia e também músico, Michel Esteves, aprovou a iniciativa de Circinho. “O som não prejudica ninguém, não é alto e é muito bom para quem passa por aqui, transmite calma, paz. Vindo de um deficiente físico é muito legal, pois mostra o exemplo de superação e arte. É importante ressaltar que artistas como Circinho, não são vistos somente em Divinópolis, a cultura popular é rica em qualquer parte do Brasil. Com certeza o exemplo do músico é bom, ainda mais no natal, onde as pessoas ficam mais emotivas. Com relação ao comércio da região, a música de Circinho pode influenciar, em parte, no aumento da movimentação. Muitas pessoas gostam de ouvir música. A lição que o deficiente nos passa é que quando Deus dá um dom a uma pessoa não há limites para que isso seja transmitido aos outros”, comenta MichelCircinho já produziu individualmente cinco CD’s e os vende na praça da Rua São Paulo à R$ 10.00

depois de uma longa "prisão intelectual" voltei a ativa.
de acordo com João Nogueira, sambista do rio, "sobre o poder da criação
força nenhuma da natureza interfere".

20.12.06

Dissociação Consciente.

Quero meus chinelos.

Não quero ficar aqui!

Quero um chá bem quente.



Não sei bem onde estou.

Queria que me falassem.

Mas ninguém me responde.


Sou quem eu quero ser.

Mas meu corpo não é.

Estamos em desarmonia.


Ele não sai do lugar.

Sou só minha mente.

Somente o que penso.


Mas eu ainda penso.

Sei que penso.

Será que penso?


Será que ainda existo?

Os outros não me entendem.


Porque quero levantar?

Eles não acreditam.

Eles pensam que não quero.


Será que sabem que penso?

Acho que sim.

Sabem, mas disfarçam,

fogem do futuro.


Acham que vou morrer.

Mas nós todos vamos.

Será que estou morrendo?


Vou sair daqui.

Estou sempre no mesmo lugar,

com pessoas diferentes,

em épocas diferentes.

15.12.06

Histórias de fé

Marias celebram dia de Nossa Senhora da Conceição, padroeira de Divinópolis



As histórias de Maria da Conceição Santos e Maria da Conceição Andrade Freitas têm muito mais que o nome em comum. Na sexta-feira 8, dia da padroeira de Divinópolis, foi aniversário das duas.

Maria da Conceição dos Santos completou 77 anos no último dia 8. A presidente da Sociedade São Vicente de Paula (SSVP) conta que sua história de vida é guiada por Nossa Senhora da Conceição. “Me sinto muito feliz e agradecida por ter nascido neste dia. Hoje sei que toda minha vida foi acompanhada de perto por ela. Este dia é consagrado e respeitado, só posso ter alegrias, privilégios. Sou sua devota. Ela é padroeira também da SSVP, que eu sou presidente há 15 anos. Tenho uma família linda, meus filhos, irmãos, são bênçãos para mim. Todos me querem bem, graças a Deus e a Nossa Senhora eu não tenho inimigos. Dedico isso tudo a ela”, diz Sãozinha, como é conhecida a presidente da SSVP.

Maria da Conceição Andrade Freitas completou 51 anos, também no dia 8 deste mês. A professora aposentada diz que foram muito bem vividos. “A padroeira desta cidade intercede junto a Jesus todas as minhas preces. Ela está sempre ao meu lado, é minha companheira. Meu nome é em homenagem a Nossa Senhora da Conceição. Foi um amigo da família que sugeriu, minha mãe fazia parte de um grupo que a cultuava - os Filhos de Maria – e meu pai também era ligado à mãe de Deus. Em minha casa, só eu tenho nome composto, meu pai não gostava de nomes grandes. Me chamo Maria da Conceição, com muito orgulho”, diz a devota.

Ela fala que a título de Nossa Senhora da Conceição, é o primeiro de Maria. “A partir da Conceição (que vem de concepção) vieram os outros nomes: Fátima, Aparecida etc. Isso me deixa ainda mais feliz de carregar comigo este nome”, explica a ex-professora.

A primeira Maria reconhecida pela Igreja Católica é chamada também de Maria da Conceição, ou da Imaculada Concepção e tem o dia 8 de dezembro dedicado a ela. Todo ano a paróquia Nossa Senhora da Conceição, no Bairro Esplanada, em Divinópolis, celebra uma novena e faz preparação para a grande festa.

Em nota, a coordenação da igreja explica: “A cada ano escolhemos um tema, de acordo com a realidade do momento, para levar os fiéis a uma reflexão consciente. Este ano o tema central é Família, Identidade e Missão. São tantos ataques e tentações que a família sofre nos dias atuais. Violência, drogas, consumismo, desordem moral, que as pessoas perdem os horizontes de valores humanos. A cada ano, mais pessoas freqüentam nossa igreja. Calculamos, em média, que cerca de 2 mil fiéis vêm honrar a Imaculada Conceição”, ressalta a coordenação da igreja.

Além da novena, a comunidade recolhe alimentos não perecíveis e, com ajuda dos vicentinos, distribui aos moradores da região.


Agradecimento especial ao Jornal Magazine
Fotos: MARCELO DE FREITAS

11.12.06

Preconceito Cotidiano

O mundo só terá paz quando as pessoas derem mais atenção ao brilho do olhar e não a cor da pele, aparência e a sexualidade.

Elizane Flávia Santos do movimento Hip Hop

Kennedy Dias


Carolina tem 25 anos e há dois trabalha em uma das mais badaladas boates de Divinópolis, diz que a melhor coisa que aconteceu em sua vida foi poder ser independente e pagar suas contas com seu próprio dinheiro. Luciano Eurides é jornalista especializado em esportes e com uma grande experiência em cobrir matérias sobre movimentos socialmente excluídos como Gays, negros e profissionais do sexo. Elizane Flávia Santos é professora de dança, participa há mais de dez anos do movimento Hip Hop e sua principal luta é pela paz e igualdade entre os homens. Essas pessoas representam uma pequena parte dos vários brasileiros que trabalham em busca de conforto e de respeito.

Luciano é um ótimo jornalista esportivo, mas se destacou muito esse ano cobrindo eventos do movimento gay, que começou com a semana de conscientização e terminou com a famosa parada. Ele diz que um dos maiores preconceitos que o grupo homossexual enfrenta é em relação aos impostos: eles pagam 47 e têm direito apenas a 27.

O movimento nunca teve união, segundo Luciano. Eles apenas lutam para diminuir o preconceito contra a classe. O repórter diz “que, os Gays, demonstram internamente uma série de rejeições e rixas que fazem com que o grupo fique mais frágil”.

O jornalista acredita que o preconceito não existe de grupo para grupo e diz que pode existir de membro para membro. Luciano diferencia essa questão afirmando que “um grupo organizado que trabalha pela inserção dos ‘negros’ na sociedade não terá a mesma luta pela inserção dos travestis. São lutas consideradas diferentes”.

O mesmo exemplo acontece com as prostitutas, chamadas hoje de profissionais do sexo. Luciano explica que: “Por mais que você saiba que ela é uma pessoa normal, ela não é aceita dentro da sociedade, principalmente por mulheres em órgãos públicos”. Carolina afirma que o pior de ser prostituta é “quando você fica doente em um lugar que já está trabalhando há mais de três meses”. A situação piora em cidades pequenas, onde todas as pessoas se conhecem.

Carol (como gosta de ser chamada pelos clientes) diz que apesar de todos os problemas que enfrenta, ela consegue bastante dinheiro no final de cada noite, cerca de 400 reais em dias mais movimentados. Só que reclama muito dos travestis. “Essas bibas estão tomando boa parte da clientela, e os homens estão cada dia mais, gostando de gays”.

As prostitutas vivem à margem da sociedade, tanto é que elas passam imperceptíveis muitas vezes, segundo Luciano. “Aquela que vai ter um filho, por exemplo, faz o pré-natal e o parto sem que você fique sabendo da sua profissão. Ninguém sabe na cidade, porque possivelmente não a conhece”.

Luciano não é travesti, mas também não é heterossexual e, ao se incluir no grupo gay, diz que existem várias classificações internas, e que os transexuais e os travestis não são muito bem aceitos pelo resto do grupo. Segundo ele, para um travesti ter uma profissão ou ele é cabeleireiro ou garoto de programa, o que cria uma enorme rixa com as mulheres que também se prostituem. Será que é necessário que um homossexual seja rico, “chique” e famoso como, por exemplo, o Clodovil para ser respeitado.

Existem ainda os gays que preferem negros, mas é uma minoria que aproxima desse grupo, de acordo com Luciano. Ele lamenta que o maior preconceito é em relação a quem se prostitui, “principalmente em órgão públicos e por pessoas que se dizem da paz, do bem e são os guardiões da moral”.

Luciano lembra que o preconceito interno é o pior e que em “casas especializadas existem propagandas para acabar com o preconceito. Há anúncios de festas com entrada mais barata para negros, gordos ou com algum tipo de diferença”. Ainda existem gays que fazem anúncios em revistas excluindo outros grupos, por exemplo, “não quero negros, gordos e baixinhos”.

Elizane Santos é uma jovem dançarina e professora de Hip Hop que acredita que a prostituição e a homossexualidade são escolhas que as pessoas fazem, e não uma necessidade – no caso das prostitutas – ou porque nasceram assim – refere-se aos homossexuais, mas diz que algumas pessoas podem ser por genética sim. “Acredito que existem mulheres que gostam, sim, de ser prostitutas, e há alguns gays que dão impressão de ser por sem-vergonhice mesmo”, ressalta.

Apesar de não conhecer nenhuma prostituta negra em Divinópolis, Elizane diz que quem escolhe essa profissão é porque prefere o caminho mais fácil. “Elas falam que é por necessidade, eu não concordo com isso não. Exitem muitos outros caminhos que as pessoas podem seguir, mas esse sempre está ali pronto para ser escolhido”. Mesmo sabendo que essas pessoas têm que se relacionar com o mais variado tipo de cliente, desde ricos a pobres, sujos a limpos, carinhosos e violentos.

“As pessoas falam sobre preconceito, mas no caso de prostituição, é ruim para própria pessoa, pois a sociedade infelizmente exclui mesmo” afirma Elizane. Ela ressalta que uma pessoa negra que se prostitui sofre preconceito em dobro. “Agora,” diz, “se essa pessoa for branca ela será melhor atendida pelas outras”.

Carol não é negra, mas diz que o preconceito seria o mesmo se fosse, apesar de acreditar que a cor da pele é uma das maiores fontes de exclusão no mundo. Ela diz: “Nós, putas, pelo menos ganhamos dinheiro e só depois vem à discriminação, Gays e negros não ganham nada, apenas são mal tratados”.

Já Luciano explica que o movimento negro é mais bem organizado e isso faz com que o preconceito diminua. Ele diz que quem mais trabalha com a valorização dos negros são as pastorais e as igrejas. Apesar da “alma” negra ainda ser considerada inferior, pois, se um negro é boa pessoa ele é tão bom que parece ter “alma” de branco.

Sobre os negros o assunto é mais fácil de ser tratado, segundo Luciano. “O racismo pela cor da pele já não é mais aceito por ninguém. Existe um combate a esse tipo de preconceito e o racismo já não cabe na sociedade. E isso tudo já vem há algum tempo”. Já em relação ao sexo, cria-se uma barreira, “fica mais complicado de falar sobre o assunto”, diz Luciano Eurides.

As pessoas concordam e apóiam os gays e as prostitutas, a partir do momento em que esses casos não são com eles nem com seus parentes, afirma Elizane, fazendo relação com o preconceito pela cor. “Muitas mães gostam de negros até que seus filhos se envolvem com uma mulher negra. Esse fato é muito comum” lamenta.

Carolina, que gosta de ser chamada de Carol não foi registrada com esse nome nem fala seu nome verdadeiro para seus clientes e patrões, assim como fazia a tão conhecida Raquel Pacheco ou para ex-clientes, Bruna Surfistinha.

Apesar de dizer que gosta de trabalhar com o sexo, Carol quer em um ano sair “dessa vida”. Ela ressalta que, apesar da grana ser boa, nem sempre é bem tratada pelas “pessoas que se dizem normais”. As pessoas de quem ela fala nem sempre são tão elegantes e educadas como ela, que, apesar de não seguir os padrões de etiqueta é uma garota muita atenciosa e educada.

Carol só tem 25 anos, mas aparenta ter uns cinco a mais. Diz que já consumiu muita droga e cigarro. Mas que só gosta de ser garota de programa devido ao bom dinheiro que consegue. Apesar de não trabalhar com clientes de luxo, ela não cobra menos que 100 reais por pessoa. E conta que tem em média uns três clientes por noite, e começa a trabalhar na sexta e pára no domingo.


4.12.06

pensamento do dia

vou abrir outra exceção aqui:
Citarei uma frase de um amigo. O acessor do presidente da Câmara Municipal de Divinópolis, Roberto Clementino.
Faço isso porque acho muito importante pensar nisso um dia, mês, ano, eternidade, pra que nunca mais tenhamos tantos motivos para criticar nosso país.

"Marcelo, o (Fernando) Collor deve voltar a ser presidente desse país, mesmo que nós não queiramos. Olhe para isso:
elegemos em brasília um corrupto, em são paulo o Maluf e o Clodovil, no Rio Grande do Norte o Severino Cavalcanti e em alagoas o Collor.
Nada impede a mídia de botar o cara lá no Planalto de novo."

PS: Brasília elegeu um cara que esta no inquérito da quebra ilegal de sigilo do painel da Câmara federal numa votação em segredo.
O deputado mais bem votado em SP está envolvido no superfaturamento milionário do prédio do TST na capital paulista, e por ai vai...
pensemos nisso então.

3.12.06

pensamento do fim de semana

desculpem a minha ausência no dia de ontem, mtos parentes de longe e mto o que fazer:

"Não brinque com o fogo (incêndio). ele (nós) não sabe (mos) brincar!"

contribuição de nosso grande amigo Tejota
www.putamerda.com.br

1.12.06

Pensamento do dia

"encare de frente o sol, e as sombras ficarão às suas costas"

frase lida no orkut de alguém, que não me recordo

30.11.06

Superpopulação congestiona sistema de saúde em Divinópolis


Pronto-Socorro Regional. A instituição que é referência em 54 municípios da região passa por dificuldades de atender a todos os habitantes que procuram. Isso se dá devido ao grande fluxo de pessoas que transitam por Divinópolis.

Segundo dados oficiais, cerca de 15 por cento dos 17000 procedimentos realizados por mês são em habitantes de outras cidades. De acordo com a diretora da instituição, Arlete Medioli, o hospital prioriza as emergências, vindas de onde vier, o que sobrecarrega os atendimentos.

“Nossas pesquisas nos dão dados de procedimentos, e não de pessoas que chegam aqui. Sabemos que os habitantes que procuram o PSR são muito mais do que os 17000 atendimentos que fazemos por mês. Esta estrutura que possuímos em Divinópolis não é suficiente para dar qualidade ideal par a todos os pacientes, seja qual for o lugar em que eles residam, visto que o PSR é referência regional”, salienta a diretora.

Arlete ainda cita que muitas pessoas falsificam endereço por medo de ficar na fila por mais tempo.

“Sabe-se que o número de moradores de outros municípios, atendidos aqui, é muito maior do que o que as pesquisas mostram. Muita gente falsifica informações, dá endereço de parentes, amigos, ou até comércios para conseguirem ser atendidos”, esclarece.

Em Divinópolis, essa pesquisa é feita todo mês, e serve de base para uma espécie de prognóstico de atendimentos do mês seguinte. A diretora explica que a medida é para tentar ordenar as emergências e melhorar a qualidade dos procedimentos realizados na cidade.

“Se todos os habitantes de fora deste município fizessem seus atendimentos nos postos de saúde locais, muito iria desafogar em nosso trabalho. O problema é que muitas pessoas de fora passam mal em sua cidade, pensam que se trata de alguma coisa grave e vêm para Divinópolis com a ilusão que aqui vão ser melhor atendidos, que o problema vai se resolver só por se tratar de um centro maior. São essas pessoas que inviabilizam dados mais precisos de nossa pesquisa e alimentam as grandes filas e reclamações”, conclui Arlete Medioli.

Pensamento do dia

se a morte, para os católicos, representa o nascimento para uma vida eterna, por que nossa sociedade tem tanto medo dela?

29.11.06

Prisão domiciliar. A sociedade moderna está condenada?

qual é a diferença entre as imagens?


A luta pela liberdade marcou época na história mundial. De um povo contra seu ditador, de raça contra pré-conceitos, da sociedade contra a ditadura, enfim, exemplos não faltam. Atualmente estamos fazendo o caminho inverso. Nossa arma anterior nos virou as costas e a sociedade do medo tomou conta dos povos.

Luta-se agora contra o terror, a criminalidade, o desemprego, a insegurança, a opressão ou a violência.

O maior perigo é que estamos num alicerce, onde quem detém o poder, quase feudal, ou quem nos alimenta os medos, parece ser a mesma pessoa que nos alimenta as vontades. Alguém já se perguntou isso? Muitas das respostas a este tipo de questões teriam nome e sobrenome: Estados Unidos, com seu papel de impor democracia e condições seguras para a sociedade viver em paz e harmonia.

Lembremo-nos do que nos diz a história. Essa idéia de cultura do medo foi primeiramente usada pela igreja católica, na época do Iluminismo, para desencorajar os burgueses e recapturas seus fiéis ovelhinhas.

Passaram se séculos e estamos de novo neste dilema, com outra roupagem agora.
Como impor a democracia? Contraditória essa pergunta não é? Democracia não se impõe, muito menos paz, isso se alcança, naturalmente.

Se pensarmos que isso é conversa de intelectual que tem todas as respostas na ponta da língua e que casos como este, só ocorrem na Ásia, longe do Brasil, que é um país que se orgulha muito de não ter guerras, estamos muito enganados.

Vivemos com medo da violência, do desemprego, vivemos inseguros. A cultura do medo é muito forte e influente por essas bandas da América Latina.

Para provar o quão estamos à mercê do nosso medo, citarei uma música recente, de sucesso por aqui, composta por Marcelo Falcão, do grupo O Rappa. Detalhe é que o vocalista é criado no bairro, de classe média baixa, de Xerém, RJ.



MINHA ALMA
“A minha alma está armada e apontada para a cara do sossego.
Pois paz sem voz, paz sem voz, não é paz, é medo.
As vezes eu falo pra vida e as vezes é ela quem diz:
Qual a paz que eu não quero conquistar pra tentar ser feliz.
As grades do condomínio são pra trazer proteção. Mas também trazem a dúvida se é você que está nessa prisão...”


Vivemos presos, submissos, rezando para que nada nos aconteça de mal, ou nos protegendo com cercas, grades, alarmes, coletes e seguranças particulares, enquanto nossos algozes andam soltos. Até que ponto vale a pena ter medo para sobreviver?

Conquistamos casas, carros, condições de se viver bem e andamos com medo de que nos roubem no farol fechado. A música diz isso. Será que vale a pena pagar com o medo o preço de ser livre?

Perguntas como essas levam a outras, perigosas, por ir à contramão da história. Vale a pena ser livre ou a ditadura nos propiciava mais segurança? Eis a questão para o gestor do mundo, digo, presidente dos Estados Unidos, Mr. George W. Bush.

Luta Antimanicomial é marcada com vários eventos

A luta antimanicomial é um movimento social para a inclusão do portador de deficiência mental na sociedade. Em Divinópolis, o movimento de luta antimanicomial é coordenado pelo Serviço de Referencia em Saúde Mental (Sersam). Segundo Ataíde Fonseca de Azevedo, psicólogo e gerente do Sersam, "a manifestação acontece todo ano, no dia 18 de maio, em todas as cidades que têm Centros de Apoio Psicossocial (CAPS) e centros de convivência. Nesse dia, em 1987, uma equipe de profissionais da saúde mental da cidade de Bauru chegou à conclusão que se precisava humanizar os hospitais psiquiátricos e criar uma nova estrutura de tratamento. Foi a partir desse movimento que se começou a falar em reforma psiquiátrica no Brasil".

Os centros de tratamento psicossociais contam com o apoio dos serviços de residência terapêutica e o De Volta Para Casa, que consiste em tratamentos voluntários nos quais os usuários não ficam internados. Em Divinópolis, funciona o CAPS 2, o Sersam, que, segundo Ataíde, "é insuficiente para atender ao numero de pessoas da cidade. Ele é referência para 204.000 habitantes de Divinópolis (de acordo com dados do IBGE) e aproximadamente 60.000 dos municípios consorciados (Conceição do Pará, Cláudio, Carmo do Cajuru, São Sebastião do Oeste, Santo Antônio do Monte e Perdigão). Portanto, nós atendemos mais de 250.000. O serviço da já cidade está saturado. É preciso outras estruturas, que a rede básica, formada por postos de saúde e Plano de Saúde da Família (PSF), estejam também engajados no tratamento".

De acordo com o gerente do Sersam, "a responsabilidade sobre o financiamento desses trabalhos é dos três níveis de governo, o municipal (execução e financiamento), o estadual (financiamento) e o federal (financiamento). Os procedimentos feitos pelos CAPS são financiados através de Autorizações de Procedimentos de Auto Custo (Apacs). As verbas são repassadas de setor para setor, vêm do Ministério da Saúde para o fundo municipal da saúde".

Os luta antimanicomial é um movimento que pretende aumentar cada vez mais a autonomia dos centros de tratamentos psicossociais e não precisar depender de internações em hospitais psiquiátricos (manicômios). "Na realidade, auto-suficiência nós nunca teremos. Mesmo se acabarem os centros de internação, ainda iremos depender de outros setores de tratamento para a saúde e inclusão social do paciente. O planejamento se constitui em uma formação de um trabalho em rede, onde o responsável é referência para o usuário, seria o CAPS. E também, trabalharia com outras estruturas da rede social, como a igreja, a família e um grupo religioso. Independente das estruturas deve-se pensar um trabalho que possa atender qualquer área em que a pessoa more", coloca Ataíde.

"No Brasil são 800 CAPS, acredito que todos os estados tenham. Só em Minas Gerais, nós temos 30 serviços de residência terapêutica, mais de 30 serviços substitutivos que englobam todas as áreas de atendimentos psiquiátricos. São 300 equipes de saúde mental auxiliando na atenção primária, e mais de 10 associações de usuários. A própria participação do paciente é importante. Em Divinópolis, existe a associação Sersam", diz o psicólogo.

Para que o tratamento dos doentes seja mais eficiente, é preciso que sua família o acompanhe semanalmente. Quando há uma interação de todos os pontos que envolvem os pacientes, fica mais fácil e eficaz o tratamento. E para que isso aconteça, é preciso que todos colaborem. O intuito do movimento antimanicomial é conscientizar as pessoas que não conhecem os atuais tratamentos psiquiátricos e formar uma sociedade que não exclua essas pessoas.


Seu Rusário, O Inventor

Em uma cidadezinha do interior das Minas Gerais, onde a letra R até hoje é falada com um sotaque um tanto quanto carregado havia, ou ainda há um sujeito que se diz não inventor. Mas se ele que se pronuncia o não criador de nada daquilo que todos dizem que foi de sua criação, como pode se esconder durante vários anos em sua casa, que por sinal também é uma de suas maiores peripécias criativas.

Esse cidadão de quem falo é um senhor chamado Rosário. Mas em sua terra o chamam de Seu Rusário Hidalino o maior inventor de todos os tempos. Aquele que melhorou e “há de melhorar” mais ainda esse mundo, que para ele ficou tão pequeno.

Rusário ou Rosário (como ele preferir) nasceu cresceu, e segundo o povo, haverá de subir ao céu, sem nem mesmo ter saído de sua pequenina, mas nem um pouco pacata cidade. Onde ele e seus conterrâneos são conhecidos pelos grandes e suculentos Marolos. Essa fruta que mais parece um fruto do conde depois de um banho de lama, é o carro chefe dos patrimônios daquele lugar.

Como já falei demais do inventor e sua cidade, vou lhes contar uma das mais de quinhentas mil historias de seus humildes, porem não menos importantes, inventos e peripécias.

Na rodovia que corta a cidade tem um posto de gasolina de uma família de gaúchos. E numa madrugada de sábado para o domingo meu primo e mais um amigo pararam nesse lugar para abastecer e pegar uma cerveja. Quando eles iam saindo o frentista que estava atento a discussão dos dois entrou na conversa:

– Vocês estavam dizendo que precisam regularizar seus documentos com o Detram?

– Sim, eu e meu amigos vamos para a festa do congado e estamos com medo dos ‘Homi’ nos parar. Pois estou a mais de dois anos com o IPVA vencido, e não tenho grana para regularizar essa situação.

– Há mais isso é fácil demais de se resolver.

– É só vocês irem na casa do Seu Rusário, o Inventor. Aquele que criou a primeira extensão sem fio do mundo. E entre seus maiores inventos está a maquina regularizadora, que funciona via Internet.

O que acho mais interessante desse ultimo invento que o frentista fala, é que essa história aconteceu a mais de 15 anos. E no Brasil ninguém tinha Internet direito, e era um troço caro de se conseguir. Mas voltando a história, o moço do posto completou:

– Essa maquina de que eu to falando pode regularizar qualquer tipo de documento, até tira carteira de motorista pra pessoa menor de idade. É uma belezura, só vendo mesmo pra vocês verem o quanto isso pode melhorar o mundo.

– Mas quando vocês forem lá, não digam que fui eu quem lhes contei. Pois ele é muito vingativo e mau-humorado, e não gosta de mostrar, nem menos compartilhar seus inventos com ninguém.

Meu primo meio desconfiado pergunta:

– Mas se ele é tão bravo assim...

– Bravo não, no máximo nervoso. (Disse o carona. Mas essa do Homem Bravo é uma outra história).

–... Se ele é mesmo nervoso demais como vou convencê-lo de me ajeitar esse invento?

– É só você insistir muito. (Disse o frentista)

– Insista o máximo que puder. Seu Rusário é nervoso, mas tem uma fraqueza que o condena.

– Ele é a pessoa mais vaidosa desse mundo. Se você disser que ouviu falar demais dele. E que ele é famoso por toda região, fica fácil de conquistar aquele velho coração.

E os rapazes seguiram em direção a mansão do velho Hidalino. Onde até hoje não se sabe como terminou essa trajetória. Mas uma certeza todos tem. Meu primo foi a festa do congado, e não foi pego pela blitz da policia.


pensamento do dia:

exibiremos a partir de hoje, assuntos a serem debatidos dentro e fora da internet. relevantes, ou não, ao cotidiano de cada um.

O passado não condena, o que condena é o
preconceito


24.11.06

Natal sem fome... E a demagogia continua.





Todo ano é a mesma coisa, enquanto uns comem caviar, reúnem suas famílias para as festas de fim de ano - eterna renovação burguesa – fazem promessas de que tudo vai ser diferente no próximo ciclo (ano, mês, dia), outros vêem um novo tempo nascer sem muita coisa pra comemorar. Resumindo: a vida de homem burguês é um ciclo pautado por promessas quase sempre infundadas.
Para "corrigir" isso, propostas não faltam: Fome Zero é o exemplo do governo federal. Se você, leitor, acha que empresários não ligam para esse tipo de coisa veja o Natal sem fome. Algum ser iluminado por Deus proporciona a felicidade a alguns seres desprovidos por natureza, não é lindo? Se não fosse trágico seria com certeza.
Pensemos de duas formas:
Eu, burguês, empresário, ator renomado, como do bom e do melhor, tenho tudo que quero, mas uso da minha fama e sucesso para beneficiar o próximo, que lindo! Mas faço isso no Natal, tenho compaixão uma vez por ano, como se fosse o castigo depois da hora de confessar meus pecados deste ciclo que está por acabar, para entrar na nova era limpo e liso, igual a bumbum de neném, e poder pecar de novo, pois terei meu perdão no fim, juízo final, e além de tudo, consigo um ótimo marketing pessoal.
Ou então:
Eu, faminto, bebo suco de planta derretida junto com meus oito filhos, passo fome, mas o pior é olhar pra tanta gente do meu sangue sem futuro e sem comida, espero a chuva, a ajuda, o carinho de alguém. Não perco a esperança, mas me fecham as portas, o único direito que tenho e esperar, talvez eu possa sonhar também. Se puder, eu sonho, e em meu sonho, interrompido pelo choro de fome do meu filho, peço para que todo mês seja dezembro e que todo dia seja Natal. Nessa época me sinto gente, nessa época tenho ceia, meus meninos me importunam, não mais com choro, mas com risos e novos brinquedos, bendito seja quem teve essa idéia, se todo dia fosse natal...
Essa história mostra o quanto nossa sociedade é demagoga, se preocupa com seus próprios problemas se esquecem, excluem, problemas maiores e mais graves do que o trânsito, ou a dúvida fútil pelo peito siliconado ou o natural.
Pensemos, de um modo mais amplo, desde a federação até a sociedade civil, nos preocupemos mais com a nossa situação, nem todo dia é Natal.

* não cairei na generalização. Quanto ao marketing pessoal, tem muita gente de bem por traz dessa campanha, e de tantas outras, o que falta é a continuidade, problemas não escolhem data para acontecer, se escolhessem, por que teria que ser no nascimento de Jesus?

20.11.06

Criticas ao ensino superior

Nos últimos dias, andando pelos corredores da FUNEDI/UEMG ouvi da boca de um aluno, que trabalha para a instituição, algumas críticas sobre o seu curso e sobre algumas posturas dos seus superiores. Assim que digeri completamente tais informações percebi o quanto elas são perigosas, imagina se todo mundo pensasse assim?????

Eis a reclamação do aluno: “O coordenador do meu curso, assim como os dirigentes do ensino desta faculdade, têm uma parcela de culpa na questão do pequeno número de alunos dos cursos, pois, em um plano educacional se tem que ter a visão mercadológica e uma estratégia de persuasão por parte dos órgãos da instituição”.A respeito disso seguem algumas perguntas:
Estamos sendo coordenados por empreendedores?
Estamos comprando nossos diplomas a prestações?
A educação se orienta pela procura das pessoas ou também é um processo manipulável, pela mídia principalmente? Isto é, estamos em uma academia ou em uma loja onde pagamos para sermos “moldados”, “formados”?
Enfim, vejo que, ao contrario do dito acima, os dirigentes desta instituição de ensino têm que perder uma visão mercadológica, afinal eu pago para aprender e não pelo simples ato de adquirir um tênis ou blusa. Nesse ramo da educação a manipulação informacional, ou como o dito acima, mercadológica, é perigosa. Sem estas armas a instituição perde parte do seu “gado”, o que claramente não lhes é conveniente. Porém, para o aluno, pode facilitar a decisão de que curso fazer, e aonde plantar o futuro, o que pode vir a formar pessoas mais capacitadas e interessadas, pois estas pessoas teriam que procurar as informações, escolhendo, não o que querem os tubarões do ensino, mas o que eles realmente almejam.

Por isso escrevo esse texto, a fim de demonstrar o meu total desconforto com pessoas que, ligadas a esta instituição, fazem com que ela cada vez mais se afunde, não em dívidas (pois muitos aqui deixam de comer para alimentar a esses magnatas do ensino), e sim em sua credibilidade e competência de oferecer um ensino de qualidade, que seja como serviço prestado, pois nem assim o ensino de qualidade é garantido na maioria dos cursos.

Não quero generalizar também, pois nesta instituição há excelentes profissionais em várias áreas, o que deveria ser obrigação, pois pagamos por isso; mas dada a falta de compromisso, ou de competência de muitos, virou uma sublime qualidade dos trabalhadores daqui, de várias áreas, repito. Estas pessoas também são prejudicadas por essas atitudes dos mandantes, pois fazem com que a escola caia em descrença perdendo o contato do alunado e também o seu interesse. Posso dizer que essa “construção em ruínas” se deve a uma má administração, não do dinheiro, mas dos cursos e estruturas, que cada vez mais nivelam por baixo e diminuem as chances dos bons profissionais e alunos designarem seus respectivos papeis dentro da faculdade,.o que prejudica essa “troca” entre eles, necessária ao ensino e tão cobrada, com toda razão, pelos alunos, afinal eles pagam mensalidades.
Este texto foi escrito quando eu fazia parte do Diretório Acadêmico. Estou com muita saudade. Aprendi muita coisa. Mesmo com a discórdia de alguns, eu acho que pudemos acrescentar, e hoje vemos que a luta se faz necessária em todas as fazes, nunca é supérfula, como dizem os atuais gestores. A maior conclusão que tiro disso tudo é: Festa e dinheiro não resolvem problemas sociais, existenciais. Deixo este texto com a consciência de que jamais me sucumbi a interesses contrários aos meus, seja por “troca de favores” ou por qualquer outra coisa.

16.11.06

Como cortar gastos sem despir o país

"Implementar um programa de ajuste fiscal será um enorme exercício de engenharia política, pois se terá que se escolher quem vai perder, ou, na melhor das hipóteses, quem deixará de ganhar", explica Fernado Pimentel, prefeito de Belo Horizonte e possível ministro do segundo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no artigo "O jogo econômico no campo da política". Essa declaração de Pimentel expõe a atual situação econômica nacional. Como fazer com que o país cresça sem cortar os gastos com planos sociais. O prefeito finaliza sua fala dizendo que apenas o presidente Lula tem o respaldo para fazer isso.
Mas, em contrapartida, o presidente declarou que não tem onde cortar mais gastos. E que todo mundo apenas fala em cortes e cortes, nunca em crescimento. Primeiro nos resta saber como cresceremos sem fazer cortes, pelo menos, pequenos cortes em várias partes que chegarão a um valor razoável, para que se inicie o processo de investimento no aumento da produtividade do país. Porém, o problema não é apenas do executivo. Reduzir gastos deve ser uma ação da tríplice coroa nacional, de nada adianta retirar investimentos sociais sem investirmos em um setor que retorne esse dinheiro para o social.
O que resta saber é onde ficarão as reformas que começaram a ser discutidas há quatro anos atrás. Por exemplo, a reforma política que poderia ajudar bastante na redução de gastos, e assim diminuir o que será retirado, momentaneamente, dos programas sociais. Se essas reformas ficarem apenas nas gavetas e nos arquivos de Brasília, poderemos ter que apenas cortar do lado mais fraco (como sempre aconteceu no Brasil), e acabar voltando a um mandato atrás. Mandato este que não permitia desenvolvimento social nem era tão promissor no setor econômico, assim sem chegarmos ao tão sonhado crescimento.
Mas como citou o petista e prefeito de Belo Horizonte, Fernado Pimentel, somente Lula tem o aval para cortar onde é do social. Essa afirmação faz uma analogia com toda a trajetória do presidente, que veio dos pobres. E é o que a oposição mais teme, um corte nos investimentos sociais, e uma reforma política para sanar esse corte emergencial. Para que se resolva essa saia justa em que o país está, só depende da colaboração dos três setores do poder, o que não acontece há mais de 500 anos.

15.11.06

1001 formas de se perguntar a mesma coisa: Manual para o “jornalismo esportivo”

Esta publicação deve existir. Se existe é um best seller em redações de jornais que cobrem esportes. Se ainda não existe, eu é que não quero ganhar os créditos de um livro tão “importante e necessário” para o cotidiano de meus colegas de profissão.
Perguntas como “o que você achou do jogo? Você está feliz com a vitória de seu time? O que faltou para conseguirem vencer?”, entre outras, já estão saturadas no mercado, há que se estabelecer códigos de compreensão entre o segurador de microfone e o esportista, que ultrapassam essa barreira da futilidade.
No Brasil, vários representantes da classe dos esportistas procurados pela imprensa têm origem humilde, pode ser essa a justificativa dos repórteres em perguntar coisas banais, como se eles – nós -, jornalistas, soubéssemos mais.
Com o desenvolvimento da educação no país vêm as respostas que intimidam e afrontam o criativo e iluminado ser que detém o dom do saber, do português bem “dizido e escrivinhado”.
Exemplo disso foi uma das respostas de Edmundo a um repórter mineiro. O jogador, em sua passagem pelo Cruzeiro, deixou marcas no coraçãozinho criativo do pobre rapaz. Após uma derrota foi indagado pelo “perguntador”:

- Edmundo, analise o jogo para os ouvintes.
E a resposta do animal? Bem, no mínimo foi hilário...
- Sou pago para jogar, quem analisa são vocês.

Casos como esses não faltam. A briga de Galvão Bueno, apresentador da rede Globo, com o zagueiro, bastante inteligente, Roque Júnior, está ai para nos provar que o desporto popular também oferece cultura. Depois de críticas do apresentador que disse que o zagueiro não tinha futebol suficiente para jogar na seleção os dois quase chegaram aos tapas na preparaçção da seleção para a copa 2002. detalhe: Roque, atualmente, joga no Bayern Leverkusen da Alemanha. Ele é poliglota, fala fluentemente Inglês, Francês e Italiano, além do Português e, aprende o Alemão*.
A padronização está por toda parte, há que se inovar, produzir algo útil. É necessário se produzir, no mercado saturado, algo novo, será que alguém é capaz? Se for pelo dinheiro, eu digo que o cargo é muito bem remunerado (lei da oferta e procura).
Alguns “aventureiros” fazem, e muito bem feito, seus papeis. Mesmo na rede Globo, rainha mor da padronização, existem Conservani’s, Uchoa’s, Pais Leme’s, Barcelos’s, entre outros para salvar a pele de jornalistas.
A população está a cada dia mais esclarecida, meus garotos. Não cavem respostas polêmicas, não forcem a barra. Um dia ainda encontrarão Edmundos e Roques pela frente.
Atêem fogo aos velhos conceitos, velhas perguntas (tenho pretensão de dizer a todos, à população e aos meus colegas). Se arrisquem no pantanoso terreno do novo, encarem de frente o monstro do pântano e passem-no goela abaixo. Essa é a minha dica.
Pensando bem, fodam-se as dicas. Se virem, mas do jeito que está não pode ficar.


* Roque Junior, em programa da MTV, citou todos os dados colocados neste texto.

Queimando o preconceito!!!!

Comentem sobre esse entrevista que fiz sobre como acontece entre o preconceito de grupos!!! Mas falem o que for preciso, comentem, expressem seus adores pelo mundo dos excluídos:


Nos bastidores da exclusão

O repórter Luciano Eurides conta tudo sobre o que acontece dentro dos grupos de Gays, Negros e Prostitutas.
por Kennedy Dias

O repórter Luciano Eurides, especializado em cobrir eventos relacionados com movimentos de grupos excluídos em Divinópolis conta um pouco de como acontece o preconceito entre os grupos e da sociedade organizada em padrões héteros, brancos e cristãos com as pessoas que fazem parte destes grupos que são marginalizados.
Luciano, que além de ser bastante engajado em movimentos anti exclusão, se declarou participante de um dos grupos e diz não entender como todos têm que pagar os mesmos impostos, mas não tem os mesmos direitos. A desigualdade sexual e racial, segundo ele, está em todos os grupos e é por isso que aqueles que são marginalizados não conseguem respeito das elites dominantes.
Durante a entrevista o repórter Luciano Eurides contou tudo o que acontece dentro e fora dos movimentos, sempre focando mais o Movimento Gay de Divinópolis (MGD).

Quanto tempo você trabalha como repórter e faz matérias sobre grupos excluídos?
Como repórter são sete anos. Agora com grupos socialmente excluídos já são três anos, e começou aqui em Divinópolis, em específico junto ao movimento Gay da cidade. E assim estaria nascendo a idéia de formar um grupo que trabalhasse dentro desse bloco de pessoas.
E até então essa idéia já era trabalhada em Belo Horizonte, mas em Divinópolis ainda não...
...aí que você começou, então, a fazer matérias sobre o movimento gay?
... é. Aqui em Divinópolis aconteceu a dez anos atrás o Futgay, que era uma brincadeira para arrecadar fundos. E jogavam mulheres versus os gays. E homens mesmo (quando Luciano fala homens ele se refere aos heterossexuais) se vestiam de mulher e jogavam, alguns até eram gays bastante conhecidos aí na cidade. Era tudo coordenado pelo Itamar de Oliveira.
Depois isso acabou.
Com o tempo o Mauro Machado retomou o Miss gay, que também apareceu como uma brincadeira onde a maioria eram homens que se vestiam de mulher, não eram gays, mas que concorriam...aí o Mauro Machado deu uns critérios a mais para o evento, como ser realmente gay para participar. E diante disso, começou então um trabalho.
E nós começamos a dar cobertura jornalística a esse tipo de evento, porque ele cresceu muito. Nos dois primeiros anos ninguém ia, era mais aquele grupinho de pessoas. Mas já estamos com dez anos de Miss Gay e, nos últimos seis já foi um evento regional... A coisa, tomou uma dimensão que ninguém esperava, nasceu de uma brincadeira feita por jornalistas, então sempre esteve no meio. Porém ninguém esperava que chegasse a esse ponto, tanto é que o Mauro Machado hoje só trabalha com isso.

E sobre os outros grupos, quais são os tipos de matérias que você já fez e como elas foram trabalhadas?
Olha, especialmente com relação aos negros, por exemplo: Já é um grupo mais trabalhado, pela igreja, e principalmente hoje existem pastorais dedicadas a isso. Quem trabalhava muito com isso, era a Cida que hoje é do PSTU (Partido Socialista dos Trabalhadores Unificados). Ela trabalhou muito a questão da mulher negra, que realmente havia todo um trabalho diante do fato.

E outros movimentos que aconteceram...
...então você pode dizer que o movimento negro é o mais organizado aqui em Divinópolis...
Pelo menos é o que há mais tempo foi trabalhado. Era um assunto mais fácil de ser tratado, o racismo pela cor da pele já não é mais aceito por ninguém. Existe um combate a esse tipo de preconceito e, o racismo já não cabe na sociedade. E isso tudo já vem a algum tempo...
...mas ainda existe.
Existe, mas já vem a algum tempo sendo trabalhado.
Agora em relação contra o sexo, cria-se uma barreira e fica mais complicado de falar sobre o assunto.

Então, comparando os movimentos gays e negros. Você acha que existe preconceito entre esses dois grupos, de negros para gays ou de gays para negros? E como que isso acontece?
De grupo para grupo não, pode existir de membro para membro. Um grupo, digamos, organizado, também não existe união, que trabalha pela inserção dos negros na sociedade não vão ter a mesma luta pela inserção dos travestis. São lutas consideradas diferentes.
O mesmo acontece no caso das prostitutas. Que por mais que você saiba que ela é uma pessoa normal ela não é aceita dentro da sociedade, principalmente por mulheres em órgãos públicos.

Elas são as que sofrem mais preconceito?
Principalmente em órgão públicos e por pessoas que se dizem da paz do bem e da moral.
As prostitutas vivem à margem da sociedade, tanto é que elas passam imperceptíveis muitas vezes. Aquela que vai ter um filho, por exemplo, faz o pré-natal e o parto sem que você fique sabendo da profissão dela. Ninguém sabe na cidade, porque possivelmente não a conhecem...
...elas têm que se deslocarem para outras cidades para fazer algum tipo de tratamento...
...é o chamado processo cigano...
...como que funciona?
...elas têm que sempre passar de uma cidade para outra. Uma pelo comércio, o corpo não de ficar muito tempo em uma casa, mas aí ela passa a mudar de cidade e talvez de estado. E isso vira uma rotina em sua vida...
...e é difícil jornalisticamente falando você ter uma fonte nesse grupo, porque a pessoa não se estabelece na cidade, e quando estabelece cria-se certo status. Em Divinópolis, por exemplo, tem a Rosa Palmeirão que há muitos anos está na cidade, e já tem um status maior, ela já “conquistou um respeito” da sociedade. Agora as suas funcionárias não, continuam naquele nível baixo e tem que passar por esse processo.
Hoje elas estão em Divinópolis amanhã em Perdigão depois em Araujo e assim por diante. Se você possivelmente for a Bom Despacho pode encontrar uma delas.
Tem casos e casos. Existe também hoje a prostituição mais elitizada que é o caso das faculdades. Garotas universitárias que precisão pagar as faculdades fazem o famoso, garota de programa social, mais...

...seria uma coisa menos profissional?
...não...
...ou mais inocente que as prostitutas que usam a profissão como trabalho fixo?
...é, muda apenas o ambiente de trabalho. Tanto aquelas casas de prostituição especializadas que servem a todo tipo de pessoas que procurar, quanto aquela que se oferece através de internet, telefone e na faculdade em troca do dinheiro. Ela tem uma chance de escolher...
...ela é autônoma...
...autônoma, e tem chance de escolher. Mas isso vai até onde está sua condição financeira.
Normalmente esse tipo de prostituição fica mais oculto por um tempo maior, do que aquelas mulheres que ficam expostas na casa especializadas.

Esse fato cria uma rixa entre as universitárias e as das casas especializadas?
Com certeza, aí existe preconceito.
Elas são tidas como patricinhas, verbete é usado ai na rua pelos adolescentes normalmente. Mas porque patricinhas, devido a elas terem uma condição financeira, fazerem faculdades, serem formadas ou mesmo porque andam na rua normalmente e ninguém, a não ser os usuários de seus serviços, as reconhecem. Elas buscam a classe social mais alta da cidade.

Na questão do preconceito interno. Existe dentro do grupo gay esse tipo de preconceito?
Tem, e muito! E muito!
...tem como você detalhar isso...
Tem! “Vamo bora”!
Dentro do movimento gay são distribuídos certos atributos, e certos status. Vamos colocar assim: Existe o gay que é tido como um todo; o travesti é aquele homem que se veste de mulher o tempo todo, porque o que é só eventualmente é o transformista.
Então temos o travesti, aquele que passa o dia inteiro montado e tem o comportamento diário como mulher. E aquele que para alguma eventualidade se transforma é o transformista. E com isso definimos os dois mais característicos.
...esses são os mais visíveis socialmente...
...isso, mais visíveis. Agora, têm os ativos e os passivos, subgrupos dentro das classificações.
Então retomando, temos as lésbicas e os transexuais. As lésbicas são mulheres que relacionam entre si. Os bissexuais são homens que relacionam com homens e mulheres, e também mulheres com mulher e homem.
Os transexuais são os que fizeram a mudança de sexo. Esse subgrupo é o menor e é o que mais sofre preconceito.

Por quê?
Porque o próprio gay não aceita que o outro seja diferente dele, ele tem que ser igual (risos). É uma questão muito complicada até mesmo de explicar. É visível dentro do próprio grupo um gay que não aceita outro, se referindo a ele como “aquele veado!”. Ele quer dizer que está buscando é homem e o cara se torna veado. E eles não se aceitam dentro do mesmo grupo.
O travesti é conhecido dentro do grupo como traveco. Como muitos falam o Miss Trava. E isso foi o próprio grupo que ridicularizou um subgrupo. E eles acham assim: “Nasci homem vou morrer homem, porém gosto de homem”. Ou mesmo o caso das lésbicas que acham que os travestis são cópias, das mulheres, e que eles nem deveriam existir.

O alvo dos travestis é o homem hétero?
Sim mas existem casos de travestis casados com travestis. O hétero é uma busca deles.
O primeiro problema é o preconceito que eles sofrem com relação ao emprego. Uma empresa não contrata um travesti como secretária – acho isso uma coisa muito rara, se é que existe. Eu nunca vi em toda minha vida, nem tive a graça de conhecer alguém que conhecesse isso. E eles trabalham na noite, prostituição ou como cabeleireiros em salões de beleza.

E isso cria problemas e preconceitos com as prostitutas, por uma questão de mercado?
Cria sim. Em uma casa noturna é raro você ver um travesti trabalhando, normalmente você encontra um gay não travestido, com roupas de homem e que vai servir as vontades dali.
Agora existem as boates especializadas para o mundo gay, onde você encontra de tudo dentro do mundo homossexual. E em grandes cidades existem várias dessas casas, aqui existe apenas uma que é o Gloss e lá acontecem shows, e tem a Tribus que começou a receber o público, mas não é especializada ainda.
E na Tribus quem geralmente freqüenta são os chamados bofes ou ueres.
Explica melhor essas classificações aí.
O uere é o gay novinho, o iniciante...
...uma categoria entes do bofe?
...não, o bofe é ativo e o uere é passivo.

Dentre todos os eventos que você já cobriu, é normal que gays queiram negros ou negros queiram gays brancos? Por que, no mundo hétero, os relacionamentos entre brancos e negros existem, mas são poucos. Como que funciona isso no mundo gay?
Temos que desmistificar isso. Existe o preconceito sim, mas a relação dos gordinhos, peludos, mais velhos (monas). Existe uma especificação, eu quero isso ou aquilo. E existem os que preferem negros, mas é uma minoria que aproxima desse grupo.
Em eventos não é normal esse tipo de preconceito. Pois um tipo de pessoa que tem um gosto que exclui seu próprio grupo ou a outros, não costumam ir aos eventos.
Nas casas especializadas existem propagandas para acabar com o preconceito. Com anúncios de festas com entrada mais barata para negros, gordos ou com algum tipo de diferença. Mas ainda existem gays que fazem anúncios em revistas excluindo outros grupos, por exemplo, não quero negros, gordos e baixinhos.
E o maior problema é que hoje no Brasil são 37 impostos e nós gays temos bem menos direitos do que os demais. Parece que são 47 impostos no total e que o gay só tem direito a 27, dez a menos que os héteros.

14.11.06

Riscando o fósforo

Queridos incêndiadores sou Kennedy Dias (Ken Dias), vim para comentar e contrapor as nossas próprias idéias, para que, tenhamos discussões tanto construtivas como incendiárias.
Espero poder contribuir para o desenvolvimento cultural pessoal e alheio. Minha proposta é falar sobre cultura e política nacional e internacional.
Obrigado, mas minha apresentação sempre será breve!

13.11.06

Queimaduras pesadas, porém agradáveis

Idealizamos um programa polêmico e agradável, crítico e embasado. Para tantos adjetivos e idéias, a produção do programa deve contar com nomes de peso, capazes de negociar com as diferenças culturais, políticas, ideológicas.

São três, os principais cabras que fazem do planejamento do Incêndio uma verdadeira fogueira de São João. Por mais estranho, contraditório ou louco que possa parecer, esses estudantes fazem da chama, do choro inútil e da polêmica, uma banalização. Isto é, fazem festa no velório alheio.

O velório atual é o da sociedade, da caça ao errado, da legislação internacional, que não pode ser tratado de maneira indiferente. Todos nós, inclusive os audistas, temos posições a respeito da guerra, mesmo que não saibamos nem o que nos diz respeito. A cultura do medo tomou conta da sociedade pós 11/09.

Estamos voltando no tempo, condenados à forca?????? Se estamos, esta é uma sociedade muito maior e mais perigosa que a Igreja feudal. Com que justificativa fazemos isso? Agora sim, é "por um motivo justo, a paz mundial". Pára tudo!!!!!! Quem foi o babaca que disse isso? Não era exatamente disso que falávamos também no passado? Perigo, as armas atuais destroem em massa, muito mais rapidamente que a pneumonia de séculos atrás.

Esse tema deixaremos para outro texto, deve ser mais bem aprofundado. Por enquanto divulgamos nossas experiências, personalidades, nossas idéias, ou a nossa falta de noção de perigo, como queiram.

Essa é só uma das potencialidades de fogueira, somos perigosos piromaníacos, leitor! Há de sobrar faíscas para todo mundo: mídia, sociedade, cultura, guerra, política e tudo mais que pega fogo. Inclusive para você que lê. Não deixaremos de encendear nem a nós mesmos, o fogo amigo também será visto nesse endereço. Incêndio Acidental, tá preparado?

Vamos então à apresentação.


Sou o Marcelo de Freitas, curso o sexto período de jornalismo. Faço do meu curso o meu trabalho e do meu trabalho o meu curso, pois escrevo em um jornal local aqui em Divinópolis.

Espero encontrar um diferente modo, ou meio, de me expressar, fugir da padronização global; acredito, para isso, nessa mídia em ascensão, a internet.

Tenho tendências comunistas e populares, tento acompanhar teóricos nessa área, mas não sou aficcionado, a ponto de achar a única salvação para o mundo, como muitos, e nem aficcionante, orador mestre que explica todo o sentido da vida com os problemas de uma sociedade capitalista. (Só um detalhe, não sou socialista, se você gostar de rótulos, mas sim comunista, quase utópico).

Voltando ao assunto, críticas devem ser feitas, mas com respaldo em novas alternativas, malhar o Judas, descer o pau, ou a lenha, ou “queimar” alguém é fácil. Por isso a proposta é de queimar sim, tudo o que der na teia, mas depois dar uma assopradinha; para isso serve a grande rede, oferecer novas visualizações de um problema.

Sou adepto da “milenar arte de pensar antes de falar”(Bianchi).

Bom, foi legal pra você, leitor? Esse sou eu. Se alguém, ainda assim, quiser trocar uma idéia comigo, o risco é todo seu. Meu e-mail é defreitas2006@yahoo.com.br.

Sejam bem vindos à conversa, e cuidado com objetos inflamáveis.